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quarta-feira, 1 de março de 2017

Aquela força medonha - C.S. Lewis (PDF: V-I e V-II)

PREFÁCIO

Por C.S. Lewis

Chamei isto de conto de fadas na esperança de que ninguém, que não goste de fantasia, possa ser induzido pelos dois primeiros capítulos a continuar lendo, e depois se queixe por se sentir desapontamento.

Se perguntarem por que é que — tendo a intenção de escrever sobre mágicos, diabos, animais de pantomima e anjos planetários, eu, não obstante, inicio com cenas e pessoas tão comuns, respondo que sigo o esquema tradicional do conto de fadas. Nem sempre notamos o seu método, porque as cabanas, castelos, entalhadores e reizinhos, com os quais abre um conto de fadas tornaram-se para nós tão remotos como as bruxas e ogros que nele vêm a seguir. Mas, para os homens que primeiro fizeram as histórias e com elas se divertiram, não eram nada remotos. Eram, na verdade, mais realistas e comuns do que a Faculdade de Bracton é para mim; pois muitos camponeses tinham, efetivamente, tido madrastas cruéis, enquanto eu nunca encontrei, em universidade alguma, uma Faculdade como Bracton. Esta é uma «história fictícia» sobre artes e obras do demo, embora contenha um «fundo» sério que tentei traçar no meu Abolition of Man. Na história, o bordo exterior dessa obra do Diabo tinha de se mostrar tocando a vida de uma profissão comum e respeitável. Escolhi a minha própria profissão, não, é claro, por eu pensar que os professores das faculdades sejam mais abertos a ser corrompidos do que outra pessoa qualquer, mas por ser a minha própria profissão a única que conheço suficientemente bem para escrever sobre ela.

Imaginou-se uma universidade muito pequena porque isso traz certas vantagens para a ficção. Edgestow não tem qualquer semelhança, salvo pela sua pequenez, com Durham, uma universidade com a qual a única ligação que tive foi inteiramente agradável.

Creio que uma das idéias centrais deste conto me veio à cabeça a partir de conversas que tive com um colega cientista, algum tempo antes de encontrar uma sugestão bastante similar nas obras do Sr. Olaf Stapledon. Se estou enganado nisto, o Sr. Stapledon é tão rico em inventiva que bem pode permitir-se emprestar, e eu admiro tanto a sua inventiva (embora não a sua filosofia) que não sentirei vergonha alguma em pedir emprestado.

Aqueles que gostariam de aprender mais a respeito de Numenor e o Verdadeiro Oeste têm (que pena!) de esperar pela publicação do muito que ainda existe apenas no manuscrito do meu amigo, Prof. J. R. R. Tolkien. A época desta história é vagamente «depois da guerra». Conclui a Trilogia, da qual Para Além do Planeta Silencioso era a primeira parte, e Perelandra a segunda, mas pode ser lida por si só.

Magdalen College. Oxf


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