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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O fantástico voto obrigatório na absurda democracia nacional


Por Anon,


Que dia maravilhoso! Hoje é dia de eleição! Todo mundo esta muito feliz! Feliz? Um mês antes, até próximo ao dia do dia fatídico, a mídia exibe em todos os seus intervalos comerciais as propagandas de todos os candidatos, de todos os partidos; de todos os partidos? Opa! Espere um pouco! Há alguma coisita errada aí! Se eu fosse um cara de esquerda poderia nadar de braçada perante tantos partidos vermelhos que existem nesta nação verde e amarela, verde e amarela?! Existem partidos de: extrema-esquerda, de esquerda, de centro-esquerda e até de sutil-esquerda, até etc de esquerda. O símbolo de qualquer um destes partidos poderia ser o Saci-Pererê, pois tem um gorro vermelho na cabeça, anda saltitando com a sua única perna, provavemente, esquerda, e gosta de iludir e roubar os outros. (não estou acusando ninguém, isto apenas faz parte do nosso folclore)

Voltando às propagandas que não exibem somente as mesmices de candidatos, tipo, escapam da porca e pegam no cachaço, seres arrepiantes por sinal e da santa cruz, livre-nos ó Pai! de tamanhas abjeções! Não é necessário aduzir como a mídia cupincha do poder (ganhando bem que mal tem?) tem o maior prazer de demonstrar para o cidadão o seu dever ao voto obrigatório, dever? Obrigatório? Democracia? Esperem! Desculpem-me! A minha humilde mente latino-americana não esta conseguindo concatenar esta dessemelhança cognoscível! Ajuda-me aqui Sr Bigodudo, rei dos reis, imperador da academia real das letras, chefe supremo da democracia e de todos os vassalos legisladores nacionais! Por favor, me ajude a processar as escolas estaduais que me ensinaram tudo errado! Que democracia é o poder do povo, liberdade ainda que... blá, blá, blá! 

E o terror midiático continua forçando e atemorizando os seus eleitores: ai daquele que não for votar no dia tal, do mês tal, do ano tal, da zona tal, da seção tal, na urna tal! Você está solicitado a comparecer! O voto é obrigatório! Não tem argumento! Estamos naquela democracia e isto já basta “a priori” por si só! Depois das ameaças vêm as bonanças que tentam convencer o manipulável pau mandado, o politicamente correto, “nada com nada” e aí o laboratório midiático- social não tem vergonha de destilar suas mais preciosas pérolas patrióticas: Exerça o seu dever patriótico, a pátria está em perigo! Salve-a! Não custa nada! É só uma horinha do seu tempão! Faça pela pátria aquilo que ela nuca fez para você! Vote para um amanha melhor! Vota tu! Vote ele! Votemos nós! Votai vós! Votem eles! Tudo no imperativo afirmativo. É primordial que todos saibam quem manda neste curral. 

E a mídia-creche, digo isso com base no que já dizia Noam Chomsky: a mídia trata todo mundo como se tivesse menos de doze anos, continua desencorajando aqueles que não querem ir votar, ela continua com as suas dicas exigentes, ou melhor, com o seu dicalismo bovinante; exige que o sufragista leve um documento com uma foto original e recente, desconfiança total do estado no pobre eleitor. Nota-se, aqui, que o estado além de obrigar o votante a comparecer às urnas ainda desconfia determinantemente dele. Pois para o estado, o cidadão não merece confiança, ele é fraudulento, corrupto, ladrão, oportunista etc. Portanto, o estado cai no velho jargão de Lenin: “Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é!” 

Já o eleitor tem a obrigação de confiar cegamente no estado e no seu sistema de urnas eletrônicas, como se suas maquininhas computadorizadas fossem de credibilidade absoluta e isentas de serem facilmente manipuladas. Por que o estado brasileiro desconfia tanto assim de seu cidadão? Se uma porcentagem dos dirigentes nacionais vem ou deriva de alguma forma do povo brasileiro, por que o cidadão em geral tem que acreditar piamente no Estado Nacional? Se não há como a desconfiança possa ser unilateral, então ela terá que ser assiduamente recíproca. Se o estado policial não se cansa de fazer leis e mais leis coercitivas; fazendo do seu cidadão um refém terminal, altamente patrulhado e uma vítima inerme das mais esdrúxulas normas legislativas. Por que este, menosprezado, individuo tem que ir às urnas para escolher estes pomposos legisladores? Pois certamente, estes tipos de legisladores não estão trabalhando para aquilo que seria, no mínimo, salutar ás vidas dos seus eleitores, começando pela esquecida e longínqua liberdade de todos, esquecida em alguma curva metafísica temporal do pretérito, ou mesmo à espera de um milagre para que possa ser inferida, pelo menos uma vez, numa estação futura. Pois, queiram ou não queiram as comparações, entre o passado e o presente, sempre ocorrem, e muitas boas línguas já estão dizendo, mesmo que timidamente, que na época da Ditadura Militar havia muito mais liberdade que atualmente, prosa pela qual, acredito em gênero, número e grau. 

 Por favor! Responda-me! Há ainda neste rincão retumbante cercado de ismos positivo-iluminista por toda parte algum conservador que honra as botas e o seu bacamarte de carregar pela boca? Pois eu gostaria de fazer-lhe uma segunda pergunta? Senhor, não seria o voto obrigatório uma repugnante vingança da esquerda contra os supostos ou quase extintos conservadores? Afinal de contas, um típico e leal conservador atualmente não tem nenhum partido e, muito menos, não tem nenhum candidato de direita tradicional para representá-lo nestas memoráveis eleições de uma banda só. Seria esta a intenção macabra daqueles que matêm o voto obrigatório? Uma requintada vingança contra os conservadores? No dia da eleição, o conservador bem que poderia ficar quase tranquilo naquilo que sobrou do seu ranchinho, o seu grande rancho foi tomado parte pelos sem-terras e parte pelo IBAMA com suas leis ambientalistas, pela FUNAI, e qualquer outra sigla FDP, socializante. Mas não! O sistema tem que forçar o nosso bom herói conservador a ir votar, mesmo que seja nulo ou branco como um lastimável e único protesto! Ora! Que seja isto, ou terá que pagar multa, ou ainda pior, terá que se justificar, terá que submeter-se diante dos seus piores inimigos! 

Outra coisa que eu fico indignado, é que na internet a maioria dos internautas é ou diz ser anarquista. Neste mundo virtual você encontra todo tipo possível e impossível de anarquistas, dentro das correntes do anarquismo, temos o anarquismo social e o anarquismo individualista, daí estas correntes subdividem em diversos tentáculos e, conseqüentemente, em inimagináveis sub-tentáculos que causariam inveja a qualquer hidra superdotada. E assim, há anarquistas para todos os gostos e desgostos possíveis, e cito alguns exemplos: Anarcossindicalismo, anarcopacifismo anarcocomunismo ou anarcosocialismo, anarcofeminismo, anarcomachismo, anarcocapitalismo, anarcoprimitivismo, anarconaturalismo, anarco-ambientalismo, e o não-arquismo e etc. E a minha indignação, fica por conta de que no dia da eleição, muitos desses supostos anarquista vão votar caladinhos, sem ao menos dar um pio! Honra as suas causas, pô! Até parece que vocês nunca leram a desobediência civil de Thoreau! Mandem o governo ir à merda! Ironizem as suas aberrações! 

A quem o atual sistema eleitoral quer enganar? As eleições tornaram-se um jogo de cassino muito caro, rola muita grana, sendo que, no final das contas, tudo será pago pelos contribuintes. Os candidatos são seres viciados no poder e estão dispostos a quase tudo para conquistar o seu prêmio. O eleitor é apenas uma fichinha das apostas; ele é apenas uma figura representativa e momentânea desta transação. Agora, quem paga para mover as fichas e movimentar as apostas são pessoas muito reservadas e poderosas, que além de pagarem as campanhas eleitorais, são elas que darão as cartas em todos os segmentos da “nação”, principalmente no setor Money (econômico). E assim, com exceção das fichinhas, todos saem ganhando: o político ganha o “poder”, as corporações e os lobistas ganham privilégios que podem ser econômico, político ou todos os poderes juntos. E aí está mais um motivo para não votar! Ou, usando de bom senso, abolir o voto obrigatório incondicionalmente. 

O voto obrigatório seria, numa simples comparação por raciocínio analógico, a mesma coisa que obrigar um consumidor A ir comprar num supermercado X, um determinado produto Y; sendo que A não quer comprar nada, ou que, se querendo comprar, ele gostaria de comprar no supermercado Z o produto W. Convenhamos que A até se subordine, dá o braço para torcer, e vai, coercitivamente, no supermercado X, portanto chegando lá ele não encontra o produto W que ele gostaria de comprar. Então, o estado, ou a força coerciva, já sabendo a preferência ou não de A por W, e que W não esta em X pra que obrigar A ir no X? Este é o mesmo caso do nosso amigo conservador ou dos anarquistas. O primeiro não encontra o produto que deseja; e o segundo não quer comprar absolutamente nada que venha do estado. 

Além do mais, se este país tem como meta e ainda respeita o direito à propriedade privada; deveria, em primeiríssimo lugar, defender aquilo que para os libertários seria a primeira propriedade de um indivíduo, isto é, o seu próprio corpo e de todos os direitos naturais intrínsecos advindos desta propriedade privada, assim como: a) O direto de ir e vir ou de não ir e não vir conforme a sua vontade. b) O direito de se expressar ou de não se expressar, desde que esteja dentro da sua propriedade ou em comum acordo com a propriedade alheia. c) O direito de escolher ou de não escolher, quando (tempo) e onde (lugar) lhe prover, ou de acordo com os seus desejos. Qualquer um destes artigos, já seria argumento suficiente para que o voto obrigatório fosse suprimido. Participar ou não de um evento é um direito pelo qual todos deveriam ter. Até mesmo para que este evento tivesse uma validação, tanto legal como moral. Por tanto se você é contra o voto obrigatório, faça um boicote, não vá às urnas e não vote! Anon, SSXXI

O poder da escravidão não está na força do senhor, mas sim na fraqueza e submissão do servo. Anon, SSXXI 

O grande problema da humanidade nunca foi a religião com sua fé e nem os ateus com sua descrença; mas sim o Estado com o seu poder de manipular, de dividir, de escravizar e destruir a ambos. Anon, SSXXI


Foto de Henry David Thoreau mostrando a língua para o Estado. Anon, SSXXI 



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