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terça-feira, 8 de março de 2016

O grandioso plano de Antonio Gramsci

Por Padre James Thornton

Um dos aspectos mais interessantes do estudo da História é que frequentemente homens nascidos nas circunstâncias mais humildes conseguem, apesar disso, ascender até ao topo e afetar dramaticamente o curso da História humana. Eles podem ter sido homens de acção ou pensadores, mas de qualquer forma, as suas actividades podem fomentar alterações tremendas através dos anos. Antonio Gramsci foi, ao mesmo tempo, um homem de ação e um pensador e, qualquer que seja o resultado dos eventos que ocorrerão em décadas futuras, ele certamente será considerado pelos futuros historiadores como uma figura de relevo.

Nascido na obscuridade na ilha de Sardenha em 1891, Gramsci não era um candidato primário a ser alguém que causaria um impacto significativo no século 20.

Gramsci estudou Filosofia e História na Universidade de Turim, e rapidamente se tornou num Marxista aplicado, alistando-se no Partido Socialista Italiano. Imediatamente após a Primeira Grande Guerra, ele estabeleceu o seu próprio jornal radical, A Nova Ordem, e pouco depois ajudou a fundar o Partido Comunista Italiano.

Marxista desiludido

A "Marcha em Roma" fascista, e a nomeação de Benito Mussolini para primeiro-ministro, causaram a que o jovem teórico Marxista abandonasse a Itália. Buscando por uma nova casa, ele escolheu o sítio mais lógico para um Comunista, a recentemente criada URSS de Vladimir Lenine. No entanto, a Rússia Soviética não era o que ele estava à espera. Os seus poderes de observação despertaram imediatamente para a distância que frequentemente separa a teoria da realidade.

Um Marxista fanático no que toca às teorias políticas, econômicas e históricas, Gramsci ficou profundamente perturbado pelo facto da vida na Rússia Comunista exibir poucas evidências em favor do amor profundo por parte da classe operária pelo "paraíso" que Lenine havia construído para eles. Havia uma ligação ainda menor com conceitos tais como "revolução do proletariado" ou "ditadura do proletariado", para além da retórica obrigatória.

Pelo contrário, era óbvio para Gramsci que o "paraíso" da classe operária mantinha o seu domínio sobre os trabalhadores e sobre os camponeses apenas e só através do terror, das matanças em massa em escala gigantesca, e através do onipresente medo das visitas noturnas e do trabalho forçado na imensidão siberiana. Também crucial para o estado de Lenine era a constante difusão de propaganda, de slogans e de mentiras óbvias. Tudo isto era uma desilusão imensa para Gramsci.

Embora outros homens provavelmente teriam reavaliado a sua visão ideológica depois de tais experiências, a mente sutil e analítica de Gramsci trabalhou de forma diferente sobre este paradoxo.

Stálin sobe ao poder.

A morte de Lenine e a obtenção de poder por parte de Stalin causou a que Gramsci reconsiderasse imediatamente a sua escolha de residência. Operando sobre os empreendimentos de Lenine baseados no terror e na tirania, Stálin começou a transformar a Rússia agrária num gigante industrial que voltaria então as suas energias para a conquista militar. Era plano de Stalin criar a maior máquina militar da história, esmagar as "forças reacionárias", e impor o Comunismo em toda a Europa e Ásia - mais tarde em todo o mundo - através da força.

Enquanto isso não acontecia, e como forma de consolidar e garantir o seu poder, Stálin deu início ao extermínio sistemático de potenciais adversários dentro do seu lado ideológico. Isto, como se verificou mais tarde, tornou-se num processo contínuo que durou até a sua própria morte. De modo particular, homens sobre quem recaiam suspeitas mínimas de que se desviavam da interpretação Marxista-leninista de Stálin, eram enviados para as câmaras de tortura, para os campos da morte, ou colocados perante esquadrões de execução.

O "profeta" da prisão

Com o fim dos seus dias na Rússia Stalinista, Gramsci decidiu regressar a casa para tomar parte na luta contra Mussolini. Visto, ao mesmo tempo, como uma ameaça séria para a segurança do regime fascista e um provável agente duma potência estrangeira hostil, passado que estava pouco tempo, Gramsci foi preso e condenado a um tempo considerável de prisão. Foi na prisão que ele dedicou os 9 anos de vida que lhe restavam à escrita.

Antes da sua morte por tuberculose em 1937, Gramsci escreveu 9 volumes em torno das suas observações em torno da História, Sociologia, teoria Marxista, e, mais importante, a estratégia Marxista. Esses volumes, conhecidos como "Cadernos do Cárcere", foram desde então publicados em várias línguas e distribuídos por todo o mundo. A sua importância vem do fato de formarem os fundamentos duma nova e dramática teoria Marxista, uma que torna a "revolução espontânea" de Lenine obsoleta, uma promete conquistar voluntariamente o mundo para o Marxismo, e uma que se baseia numa visão realista dos fatos históricos e da psicologia humana - e não nos desejos vazios e nas ilusões.

Como vamos ver, a avaliação inteligente de Gramsci do Marxismo e da humanidade faz com que os seus escritos se encontrem entre os mais poderosos do século. Embora Gramsci tenha morrido de uma forma ignominiosa e solitária numa prisão fascista, os seus pensamentos ganharam vida própria e ascenderam para uma posição a partir da qual eles poderiam ameaçar o mundo. Quais foram essas ideias?

A essência da Revolução Vermelha.

A contribuição fundamental de Gramsci foi a de libertar o projecto Marxista da prisão do dogma econômico, e desde logo aumentando de modo significativo a sua habilidade para subverter a sociedade Cristã. Se levarmos a sério os anúncios ideológicos de Marx e de Lenine, seríamos levados a acreditar - lado a lado com os seus milhões de discípulos iludidos - que a revolta dos operários era inevitável, e que tudo o que era necessário era a mobilização das classes inferiores através da propaganda, e desde logo dando início a uma revolução universal. Naturalmente, esta premissa está errada, mas mesmo assim manteve-se uma doutrina inflexível entre os Comunistas - pelo menos em público.

No entanto, o cerne do movimento Comunista era composto por criminosos impiedosos, perfeitamente cientes dos erros intelectuais do Marxismo mas dispostos a empregar os meios necessários para obter o poder que tanto desejavam. Para tais conspiradores cheios de ódio e endurecidos, a ideologia é uma táctica, um meio de mobilizar apoiantes e racionalizar as ações criminosas.

Aqueles que aceitam sem questionar a ideia de que "o Comunismo está morto" falham ao não entenderem a verdadeira natureza do inimigo. O Comunismo não é uma ideologia na qual se acredita, mas sim uma conspiração criminosa na qual se toma parte. Embora Lenine professasse reverenciar os textos de Marx como palavras sagradas, mal os seus Bolcheviques obtiveram o poder na Rússia, Lenine viu-se à vontade para modificar a doutrina Marxista de modo que estivesse ao seu agrado. O mesmo aconteceu com Stalin.

Os Bolcheviques não chegaram ao poder na Rússia depois duma revolta dos trabalhadores e dos camponeses, mas através dum golpe de estado  (orquestrado por uma elite Marxista altamente disciplinada) e consolidado através duma guerra civil. Para, além disso, e não podemos esquecer, os Marxistas receberam ajuda fundamental por parte da elite política e bancária do Ocidente.

Igualmente, o Comunismo não chegou ao poder na Europa Oriental através duma revolução, mas sim através da imposição desse sistema por parte do Exército Vermelho conquistador - e, mais uma vez, com a conivência corrupta dos conspiradores Ocidentais. Na China, o Comunismo chegou ao poder através da guerra civil, ajudada pelos Soviéticos e pelos elementos traidores do Ocidente.

Em nenhuma parte do mundo o Comunismo chegou ao poder através duma revolução popular, mas sim através da força e do subterfúgio. Os únicos levantamentos revolucionários populares registrados no século 20 foram "contrarrevoluções" anti-marxistas, tais como a revolta de Berlim em 1954 e o levantamento Húngaro de 1956.

Olhando para o século 20 como um todo, torna-se claro que Marx estava errado nas suas suposições de que a maior parte dos operários e camponeses se encontravam insatisfeitos com o seu lugar na sociedade, e se sentiam alienados da mesma sociedade, que eles tinham algum tipo de ressentimento contra a classe média ou a classe alta, ou que eles tinham algum tipo de predisposição para a revolução.

Para além disso, onde quer que o Comunismo tenha obtido o poder, o seu nível improcedente de violência, de coerção, e repressão, geraram oposição secreta a nível interno, e oposição militar a nível externo - o que tornaram as matanças sem fim e a repressão endêmicas do Marxismo e essenciais para a sobrevivência do Comunismo.

Todos estes fatos inegáveis, quando analisados de forma honesta, eram dificuldades insuperáveis quando novas extensões do poder Comunista eram consideradas, e asseguravam a existência de algum crise dentro do Marxismo.

Embora o que foi dito em cima seja óbvio para os observadores perspicazes atuais, olhando para trás do ponto de vista do nosso tempo e depois de mais de oito décadas de experiência com a realidade do Comunismo no poder, começamos a entender algo da perspicácia de Antonio Gramsci quando nos apercebemos que, o que é evidente para nós hoje, no encerrar do milênio, era evidente para ele quando o regime Soviético se encontrava na sua infância e o Comunismo ainda era largamente uma conjectura ainda não testada.

Gramsci foi um brilhante estudioso de filosofia, história e línguas e esta educação não só lhe deu uma excelente compreensão do maneira de ser do seu semelhante, como também do caráter das sociedades que compunham a comunidade de nações civilizadas das primeiras décadas deste século [ed: século 20]. Tal como já vimos, uma das percepções basilares que lhe foi fornecida pela sua educação foi a de saber que as expectativas comunistas duma "revolução espontânea", causadas por algum processo de inevitabilidade histórica, eram ilusórias.

Segundo ele, os ideólogos Marxistas estavam imersos numa ilusão auto-imposta. Segundo o ponto de vista Gramsciano, os operários e os camponeses não estavam, em larga escala, predispostos para uma revolução e nem tinham qualquer tipo de desejo de destruir a ordem existente. A maior parte deles tinha lealdades para além das considerações de classe (e muito mais poderosas), mesmo em situações onde a situação da sua vida era tudo menos ideal. Muito mais significativo que a solidariedade de classe, para as pessoas comuns coisas como Deus, amor à família e a nação eram mais significativas. Estas fidelidades eram acima de tudo as alianças primordiais que suplantavam todas as outras.

Por mais que as promessas Comunistas tivessem poder atrativo para as classes operárias, elas eram, no entanto, diminuídas pela brutalidade Comunista e pelos grosseiros métodos totalitários. Agitando as classes aristocráticas e burguesas para a ação, estes atributos negativos eram tão aterrorizadores e tão sóbrios que organizações anticomunistas militantes apareceram por todo o lado, colocando de modo efetivo um ponto final nos planos expansionistas Comunistas. Com tudo isto facilmente aparente para ele, e abençoado de certa forma com o aparente interminável lazer proporcionado pela vida na prisão, Gramsci voltou a sua excelente mente para salvar o Marxismo,  analisando e resolvendo estas questões.

Subvertendo a Fé Cristã.

Gramsci deduziu que o mundo civilizado havia sido saturado com o Cristianismo por 2000 anos e que o Cristianismo era a filosofia dominante e o sistema moral na Europa e na América do Norte. De forma prática, a civilização e o Cristianismo encontravam-se inextricavelmente ligados. O Cristianismo tinha-se tornado tão integrado na vida diária de quase todos, incluindo da vida dos não Cristãos que viviam em terras Cristãs, e era tão universal, que formava quase uma barreira impenetrável para a nova civilização  revolucionária que os Marxistas queriam criar.

As tentativas de demolição de tal barreira revelaram-se improdutivas uma vez que só geraram forças contrarrevolucionárias poderosas, consolidando-as e tornando-as potencialmente mortíferas. Devido a isto, em vez dum ataque frontal, seria muito mais vantajoso e menos perigoso atacar a sociedade do inimigo sutilmente com o propósito de transformar a mente coletiva da sociedade gradualmente durante um período de algumas gerações - da precedente visão do mundo Cristã para uma mais de acordo com o Marxismo.

E havia mais.

Enquanto que os Marxista-leninista convencionais nutriam sentimentos hostis contra a Esquerda não comunista (democratas, e socialistas Fabiano), Gramsci alegou que a aliança com um espectro alargado de grupos esquerdistas seria essencial para a vitória Comunista. Nos dias de Gramsci, estes grupos esquerdistas incluíam várias organizações "antifascistas", sindicatos e grupos políticos socialistas. Nos dias de hoje, a aliança esquerdista inclui feministas radicais, ambientalistas extremistas, movimentos em torno dos "direitos civis", associações anti-polícia, internacionalistas, congregações religiosas ultraesquerdistas, e assim por diante. Estas organizações, lado a lado com Comunistas confessos, criaram uma frente unida operando para a transformação [ed: subversão] da antiga cultura Cristã.

Basicamente, o que Gramsci propôs foi a renovação da metodologia Comunista e a racionalização e atualização das estratégias antiquadas de Marx. É de ressalvar que a visão futura de Gramsci era inteiramente Marxista e ele aceitava a validade da visão do mundo Marxista. Onde ele se distinguia dos demais era no processo através do qual a tal visão do mundo obteria a vitória. Gramsci escreveu que..
.... pode e deve existir uma "hegemonia política" mesmo antes de se assumir o poder governamental, e de modo a que se possa exercer a liderança política ou hegemonia, não se pode contar apenas com o poder ou com a força material que são dadas pelo governo.

O que ele quis dizer é que é dever dos Marxistas conquistar as mentes e os corações das pessoas, e não depositar as esperanças futuras só na força ou no poder.

Para, além disso, os Comunistas foram intimados a colocar de lado alguns dos seus preconceitos de classe na sua luta pelo poder, buscando até vencer elementos das classes burguesas - um processo que Gramsci descreveu como "a absorção da elite das classes inimigas". Não só isto iria fortalecer o Marxismo com sangue novo, como iria esvaziar o inimigo ao causar nele a perda de talento. Trazer os brilhantes filhos e filhas da burguesia e colocá-los sob a bandeira vermelha, escreveu Gramsci, "resultaria na sua decapitação [das forças anti-marxistas] tornado-as impotentes".

Resumindo, a violência e a força por si só não transformariam o mundo de forma genuína. Em vez disso, é através da conquista da hegemonia nas mentes das pessoas e através do roubo dos homens mais talentosos do inimigo que o Marxismo iria triunfar de modo pleno.

Escravos Voluntários

O livro de Aldous Huxley "Admirável Mundo Novo" - um clássico estudo do totalitarismo moderno - contém uma frase que simboliza o conceito que Gramsci tentou passar aos seus camaradas de partido: O estado totalitário realmente eficiente seria aquele onde o todo-poderoso executivo dos chefes políticos e o seu exército de gestores controlariam uma população de escravos que não precisariam de ser coagidos porque eles amariam a sua servidão.

Embora seja pouco provável que Huxley estivesse familiarizado com as teorias de Gramsci, a ideia que ele transmite de pessoas livres a marcharem voluntariamente para a servidão sem coação captura de modo preciso o que Gramsci tinha em mente. Gramsci acreditava que se o Comunismo obtivesse a "mestria da consciência humana", então os campos de trabalho forçado seriam desnecessários.

Como é que uma ideologia obtém o domínio sobre os padrões de pensamento inculcadas na culturas há já centenas de anos? Segundo Gramsci, o domínio da consciência de grandes quantidades de pessoas seria obtido se os Comunistas ou os seus simpatizantes obtivessem o controle das instituições culturais - as igrejas, a educação, os jornais, as revistas, os média eletrônicos, a literatura séria, a música, as artes visuais, e assim por diante. Ao obterem a "hegemonia cultural", para usar os termos de Gramsci, o Comunismo iria controlar as fontes mais profundas do pensamento e da imaginação do ser humano.

Nem é preciso controlar toda a informação se for possível obter o controle das mentes que assimilam essa informação. Perante tais condições, a oposição séria desaparece uma vez que os homens já não capazes de entender os argumentos dos opositores do Marxismo. De facto, os homens irão "amar a sua servidão" e nem se aperceberão que isso é servidão.

Etapas para o processo

A primeira fase para se obter a "hegemonia cultural" duma nação é a debilitação dos elementos da cultura tradicional:

1. As igrejas são, portanto, transformadas em clubes politicamente motivados, que colocam ênfase na "justiça social" e no igualitarismo, e onde as doutrinas milenares e os ensinamentos morais são "modernizados" ou reduzidos até ao ponto da irrelevância;

2. A educação genuína é substituída por currículos escolares "emburrecidos" e "politicamente corretos", e os padrões [acadêmicos] são reduzidos de um modo dramático;

3. Os órgãos de informação são moldados de modo a serem instrumentos de manipulação em massa, e instrumentos de assédio e descrédito das instituições tradicionais e dos seus porta-vozes;

4. A moralidade, a decência, e as virtudes do passado são ridicularizadas incessantemente;

5. Os membros tradicionais e conservadores do clero são caracterizados como falsos e os homens e mulheres virtuosos são classificados de hipócritas, convencidos e ignorantes.

A cultura não é mais um suporte de apoio à herança nacional, e um veículo para a transmissão dessa herança para as gerações futuras, mas sim um meio de "destruir as ideias ... apresentando aos jovens não os exemplos heróicos mas apresentando de modo deliberado e agressivo os degenerados," como escreveu o teólogo Harold O.J. Brown. Podemos ver isto na vida Americana contemporânea, onde os grandes símbolos no nosso passado nacional, incluindo os grandes presidentes, soldados, exploradores e pensadores, são caracterizados como sendo homens notavelmente "racistas" e "sexistas," e como tal, basicamente malignos. O seu lugar foi ocupado por charlatães pró-Marxista, pseudointelectuais, estrelas do rock, celebridades esquerdistas cinematográficas, e por aí adiante.

Noutro nível, a cultura tradicional Cristã é qualificada de "repressiva", "Eurocêntrica", "racista", e, desde logo, indigna da nossa contínua devoção. Para o seu lugar, o primitivismo puro mascarado de "multiculturalismo" é colocado como o novo modelo.

O casamento e a família, os tijolos de construção da nossa sociedade, são perpetuamente atacados e subvertidos. O casamento é caracterizado como uma conspiração dos homens como forma de perpetuar um sistema maligno de domínio sobre as mulheres e as crianças. A família é descrita como uma instituição perigosa centrada na violência e na exploração. Segundo os Gramscianos, a família patriarcal é precursora do fascismo, do Nazismo, e até de todas as formas de perseguição racial.

A Escola de Frankfurt

Em relação ao ataque à família Americana, e em relação a muitos outros aspectos da técnica Gramsciana, exploremos agora em poucas palavras a história da Escola de Frankfurt. Esta organização composta por intelectuais esquerdistas, também conhecidos como "Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt", foi fundada na década 1920 em Frankfurt (Alemanha). Foi por lá que ela prosperou durante a decadência do período de Weimar, aumentando e alimentando-se da decadência, e estendendo a sua influência através do país.

Com a subida ao poder de Hitler como Chanceler em 1933, os partidários esquerdistas da Escola de Frankfurt fugiram da Alemanha para os Estados Unidos, onde eles se fixaram na Columbia University. Tal como é característico de tais homens, eles retribuíram a dívida aos Estados Unidos, por os ter protegido da brutalidade Nazi, virando a sua atenção para o que eles consideravam as injustiças e as deficiências sociais inerentes do nosso sistema e da nossa sociedade. Imediatamente eles começaram a construir um plano para levar a cabo uma reforma revolucionária nos Estados Unidos.

Max Horkheimer, um dos notáveis da Escola de Frankfurt, determinou que a aliança profunda dos Americanos à família tradicional era um indício da nossa inclinação nacional para o mesmo sistema fascista de onde eles tinham fugido. Explicando a conexão entre o fascismo e a família Americana, ele declarou:

Quando a criança respeita na força do seu pai uma relação moral e aprende deste modo a amar o que a sua racionalidade reconhece como sendo um facto, ele experimenta o seu primeiro treino do relacionamento autoritário burguês.

Comentando de forma crítica a teoria de Horkheimer, Arthur Herman escreve no seu livro "The Idea of Decline in Western History" ["A Ideia do Declínio na História Ocidental"]:
A família moderna típica envolve, portanto, "uma resolução sadomasoquista do complexo de Édipo," produzindo uma deficiência psicológica, a "personalidade autoritária." O ódio do indivíduo pelo pai é suspenso e permanece por resolver, tornado-se, no seu lugar, numa atracção pela figura autoritária forte que ele obedece de modo inquestionável.

A família tradicional patriarcal é, portanto (segundo Horkheimer), terreno fértil para o fascismo, e as figuras autoritárias carismáticas - homens tais como Hitler e Mussolini - são os beneficiários da "personalidade autoritária" instigada pela família tradicional e pela cultural. [ed: Será que se pode dizer que homens tais como Lenine, Estaline, Pol Pot, Mao Tse Tung e Fidel Castro são "beneficiários da personalidade autoritária"?]

Theodor W. Adorno, outro notável da Escola de Frankfurt, ressalvou a teoria de Horkheimer com a sua própria teoria, publicada em forma de livro com o título de "A Personalidade Autoritária", que ele co-autorou com Else Frenkel-Brunswik, Daniel J. Levinson, e R. Nevitt Sanford. Após análise minuciosa, tornou-se aparente aos críticos que a pesquisa sobre a qual o livro "A Personalidade Autoritária" se baseou era pseudo-sociológica, falha na sua metodologia e enviesada nas suas conclusões. Mas os críticos foram ignorados.

Adorno e a sua equipa de pesquisas anunciaram que a América estava pronta para ser tomada pelos seu próprios fascistas domésticos. Não só a população Americana era irremediavelmente racista e anti-Semita, como tinha uma visão demasiado complacente com figuras autoritárias tais como os pais, os polícias, o clero, os líderes militares, e assim por diante. Os Americanos estavam também demasiado obcecados com coisas "fascistas" tais como a eficiência, o asseio, e o sucesso, uma vez que estas qualidades revelavam, internamente, uma "visão pessimista e desdenhosa da humanidade", uma visão que, segundo Adorno, levava ao fascismo.

Através de tal disparate absoluto tal como encontrado nos escritos de Horkheimer, Adorno, e nos escritos de outros luminares da Escola de Frankfurt, as estruturas da família tradicional e da virtude tradicional foram seriamente colocadas em causa e a confiança nelas atenuada. Os oficiais governamentais eleitos, bem como os burocratas, contribuíram para este problema através de políticas fiscais que penalizaram a família tradicional ao mesmo tempo que subsidiaram modos de vida anti-tradicionais. Para além disso, estes oficiais estão cada vez mais inclinados a elevar abominações como as uniões homossexuais e as uniões heterossexuais ilícitas para o mesmo nível do casamento. Em muitas localidades através do país, e em muitas companhias privadas, benefícios previamente reservados aos casais são, já, conferidos aos "parceiros" sexuais não-casados. Até a palavra "família" está a ser lentamente suplantada pelo eufemismo vago "casa" [inglês: "household"].

Um terra sem lei

Há já muito tempo que os Americanos se vangloriam do fato da sua nação ser governada pela lei e não pelos homens. A lei Americana deriva diretamente da lei comum inglesa e dos princípios Bíblicos e Cristãos que são a raiz da lei comum Inglesa. Seria, portanto, de esperar que a lei se constituísse numa das barreiras principais contra a subversão da nossa sociedade. Em vez disso, a mudança revolucionária na área legal passou a estar na ordem do dia, mudança tão espantosa que nunca poderia ser imaginada há 50 anos atrás. Ninguém sonharia na ilegalizarão da oração e de qualquer expressão religiosa [Cristã] em locais públicos, a legalização do aborto como um "direito" constitucional e a legalização da pornografia, só para mencionar apenas três.

Princípios claramente expressos e adotados pelos Pais Fundadores, e avançados pela nossa Constituição, estão a ser agora frequentemente reinterpretados e distorcidos. Aqueles princípios que não podem ser reinterpretados e distorcidos, tais como a Décima Emenda, são simplesmente ignorados. Pior ainda, a agenda ideológica por trás da radicalização da lei Americana está a ser alegremente aceite por milhões de Americanos, que foram eles também radicalizados sem se aperceberem disso.

Crucial para o sucesso Gramsciano é o desaparecimento de todo o estilo de vida e toda a civilização passada da memória coletiva. A América antiga, de vidas não reguladas, cidades limpas, estradas sem crime, entretenimento moralmente edificante, e um estilo de vida voltado para a família, já não se encontra viva nas mentes de muitos Americanos. Mal isso desapareça por completo, não haverá mais qualquer oposição à nova civilização Marxista, o que demonstra de forma única que através do método Gramsciano é de facto possível "Marxizar o homem interior," tal como Malachi Martin escreveu no livro "The Keys of This Blood". Então, e só então, escreve o Padre Martin, "se pode acenar com sucesso a utopia do "Paraíso dos Operários" à sua frente, para ser aceite de uma maneira pacífica e de forma humanamente aceitável, sem revolução ou violência ou derramamento de sangue."

Deve ser evidente para todos, exceto para as almas mais simples, que, após uma ou duas gerações, tal condicionamento social incessante inevitavelmente alterará a consciência e a substância interna da sociedade, e produzirá crises estruturais significativas dentro da sociedade, crises que se manifestam de formas variadas em virtualmente todas as comunidades através do país.

O Bom Combate

Pode parecer para alguns que a situação da nossa nação é insolúvel e que nenhuma força ou agente pode possivelmente pôr fim às estratégias insidiosas que operam para nos destruir. Apesar da história severa dos últimos 60 ou 70 anos, existe, no entanto, muito que pode ainda ser feito e muitas razões para se ter esperança. Famílias e homens e mulheres individuais ainda têm, em larga escala, a liberdade para evitar e escapar ao condicionamento ‘alterador de mentes’ Gramsciano. Eles têm o poder de se protegerem destas influências e especialmente, de proteger os mais jovens. Existem alternativas às escolas públicas, à televisão, aos filmes sem valor, à música "rock" estridente, e essas alternativas têm que ser adotadas. A propaganda e a estricnina cultural têm que ser excluídas das nossas vidas.

Aqueles que têm crianças a seu cargo têm uma responsabilidade particularmente pesada. Apesar de todos os esforços da esquerda radical e dos seus simpatizantes nas escolas e nos média para transformar os jovens Americanos em selvagens, eles não podem ter a liberdade para serem bem sucedidos visto que mentes desorganizadas - vórtices mentais do anarquismo e niilismo - não têm poder algum para resistir. Os selvagens rapidamente se tornam em escravos.

As crianças e os adultos devem tomar conhecimento de conceitos basilares tais como a honestidade, a virtude, a decência, o dever e o amor a Deus e ao país através da vida de autênticos heróis nacionais - homens como George Washington, Nathan Hale, John Paul Jones, e Robert E. Lee. Semelhantemente, eles serão mais capazes de reter os valores civilizados e manter mentes sãs se forem encorajados a aprender a amar a sua herança cultural através de literatura grandiosa, poesia, música e arte. Os pais devem exigir aos seus filhos que mantenham o comportamento moral, o modo e os padrões dos seus antepassados. Na escola, deve-se requer aos mais jovens que adiram a padrões acadêmicos elevados. Mais importante ainda, a religião tradicional [Cristianismo] tem que fazer parte da vida diária.

Nós, como cidadãos, temos que exercer poderes persuasivos sobre os nossos representantes eleitos. Ao fazermos isto, a nossa mentalidade deve ser, em absoluto, uma de intransigência por parte dos políticos. De igual modo, ao escolhermos os nossos representantes eleitos nos mais variados níveis, devemos olhar para homens e mulheres que se recusam a abdicar dos seus princípios.

Também importante, os homens e as mulheres honrados que nós formos eleger e que se não abdicam dos seus valores, têm que estar cientes da estratégia Gramsciana de subversão cultural; eles têm que ser capazes de reconhecer as tácticas e as estratégias que estão a ser usadas para minar as instituições sobre as quais assentam as nossas liberdades. Construir esse entendimento irá, por sua vez, requerer a formação dum eleitorado com princípios e educado, que irá transmitir este conhecimento aos nossos representantes - e responsabilizá-los mal eles tenham obtido um cargo eletivo.

Não devemos nunca permitir que sejamos levados a marchar de modo precipitado, como um rebanho, rumo à formação de opiniões e julgamentos estimulados e orquestrados pelo sensacionalismo da imprensa e dos outros mestres dos média. Em vez disso, devemos resistir calmamente as suas técnicas de manipulação mental.

Levando em conta que não estamos sozinhos, devemos voltar a nossa atenção para as igrejas tradicionais, as escolas e as organizações políticas e educacionais, e disponibilizarmos a nossa voz e o nosso apoio à criação de bastiões de resistência à ofensiva Gramsciana.

Finalmente, nunca devemos abandonar a nossa fé no futuro e a nossa esperança numa América e num mundo melhor. Deus, com o Seu Poder Infinito e com o seu amor sem limite por nós, nunca nos irá abandonar mas irá responder às nossas orações e recompensar os nossos esforços, desde que não percamos a nossa fé.

O Marxismo e qualquer outra bandeira que o Estado total desfila nos dias atuais, não são inevitáveis e não são a onda do futuro. Desde que nós pensemos e vivamos com o  espírito indomável dos nossos antepassados não poderá falhar.


Fonte: Marxismo Cultural

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