Seja bem vindo, amigo!

Seja bem-vindo, amigo! Seja você também mais um subversivo! Não se entregue e nem se integre às mentiras do governo e nem da mídia! Seja livre, siga o seu instinto de liberdade! Laissez faire! Amém!

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O aborto de Ayn



Por anon,

Não sei como! Mas eu estive no universo paralelo. Um sonho? Um pesadelo? Não sei. Aparentemente, lá era tão perfeito! Não havia brancos e nem negros, todos eram morenos. Não havia classes sociais e, enfim, nenhum tipo de desigualdade. O que poderíamos fazer em uma sociedade sem nenhum problema para resolver? Será que o igualitarismo tinha vencido? Apesar de serem todos iguais, as criaturas daquele universo não me pareciam muito felizes. Devem ter enjoados de tanto hedonismo! Dava até para afirmar que: Em um mundo extremamente feliz, em que não há dor, nem sofrimento e não conhecemos a tristeza; como saberemos se estamos felizes?


As mulheres eram igualmente lindas, perfeitas. Mas depois de certo tempo, Talvez, por falta de qualquer contraste, elas não me chamaram mais atenção. Pois por elas serem todas bonitas, mas com modos estranhos, o excesso arrefecia a demanda. Certamente, até mesmo ali imperava a lei da utilidade marginal. Confesso que senti saudades das mulheres feias!



Passeando pelas ruas e me envolvendo aproximadamente com o cotidiano e com os viventes daquele lugar, percebi que tanto homens como mulheres eram também muito semelhantes entre si. Os homens eram muito delicados e as mulheres masculinizadas, mas todos eram jovens. Porem, com toda a minha andança por aquelas bandas, não encontrei nenhuma pessoa de idade, nenhum velhinho ou velhinha; e nenhum indivíduo com defeitos físicos ou portadores de doenças mentais.



A igualdade intelectual entre todos os cidadãos de Igualitolândia também era apavorante e com um conhecimento unilateral e limitado, era como se todos tivessem lido e decorado a mesma cartilha. Mas por incrível que pareça, eles conheciam, mesmo que numa versão morena, vários vultos históricos assim como: Hegel, Karl Marx, Hitler, Stalin, Lenin, Gramsci. Marcuse etc. Notei que todos os seus conhecimentos eram de esquerda, socialista. Até mesmo Chomsky, que é uma socialista liberal mais light, eles conheciam.



Em seus passos sem destino, uns indo para lá outros para cá. Perguntei para a massa manipulada se ela conhecia o francês Étienne de La Boétie, o inglês Lord Acton, os austríacos Mises e Hayek, o alemão Hope, os americanos Jay Nock e Rothbard e a russa Ayn Rand, mas nada! Continuei Citando vários outros importantes filósofos libertários, passei a perguntar por filósofos mais conservadores assim como, o australiano David Stove, o espanhol Ortega y Gasset, mas ninguém conhecia ou nunca ouviu falar. Era como se todos estes filósofos nunca tivessem existido.



Uma pergunta para uma pessoa aqui, outra ali. Até que, depois de incomodar a comodidade geral daquela comunidade, me mandaram ir a uma tal de “Biblioteca Coletiva de Dados e Estatística Filosóficos Gerais (BCDEFG)” fazer minhas pesquisas, sem mais alarde e em silêncio. Então dei de cara com uma comum e linda bibliotecária, perguntei a ela se havia algum livro filosófico que pudesse me esclarecer sobre pessoas que deveriam existir mais que não existiam. Então, quase que imediatamente, foi lançado na mesa em que me encontrava um grande livro cujo título era Abortismo...



Assim, descobri que através do aborto político- ideológico, por causa de inúmeras motivações subjetivas ou partidárias, ou principalmente para atender a qualquer ideologia pseudo-racional e de todos os ismos pseudo-filosóficos como, o socialismo, o nazismo, o comunismo, o utilitarismo, o igualitarismo, o racismo, o pacifismo, o gayzismo, o ambientalismo etc.



Muitos seres foram abortados. Inicialmente por serem anencéfalo, depois por terem qualquer outro defeito físico. E assim, de acordo com qualquer futura inconveniência contraria ao senso comum, já era motivo para a execução abortiva. Desde uma pressuposta e falaciosa superpopulação, fazendo que todos se aderissem numa eventual causa ambientalista para salvar o planeta; até mesmo morrer ou abortar pelas esfarrapadas mentiras da teoria populacional Malthusiana. Uns morreram porque eram brancos, outros por serem negros, uns porque eram fetos do sexo feminino e os pais queriam um menino. E chegaram a abortar até mesmo embriões com futuros potenciais intelectuais acima da média e com tendências, quiçá, libertárias. Nâo sei como eles conseguiam detectar?


Muito seres daquele universo paralelo deixaram de ver a luz do sol, simplesmente porque nunca nasceram.



Num livro histórico de abortos, encontrei uma lista com o nome Anna Rosenbaum, professora e seu esposo Fronz Rosenbaum, farmacêutico. A mulher grávida de uma menina, após ter se submetido a um teste de QI embrionário, foi obrigada pela Inteligência coletivista a cometer aborto. Seria este feto, a potencial Alissa Zinovievna Rosenbaum? Mais conhecida em nosso mundo como a real Ayn Rand?



Tudo aquilo que somos, somos pelo fato de não termos sido abortados, Anon SSXXI



                                                              
Fim


Aborto, um tema que eu sempre fugi. Nunca fui a favor do aborto, dentro daquilo que eu acredito como moral; tenho argumentos irrefutáveis. Já os racionalistas, favoráveis ao aborto, baseados na “ciência” ou pseudociência, dizem o mesmo. Ayn Rand, admirável escritora libertária, lutava veementemente e abertamente a favor do aborto, dizendo: Que o corpo da mulher é uma autopropiedade da mulher, portanto, o feto poderia ser tratado como sendo um invasor, um ser potencial e não um ser real. Segundo ela, o embrião só poderia ter algum direito após ter nascido. Assim, de acordo com o seu raciocínio, para ter o direito de serem seres humanos todos os seres potenciais, que ainda não nasceram, teriam que ter uma previa concessão maternal. Sob o ideal filosófico do Objetivismo criado e defendido pela autora, ela dizia: "Não se sacrifique por ninguém e muito menos espere que alguém se sacrifique por você". 



Por um lado, assim como Ayn, sou individualista e defendo o direito à propriedade privada. Entendo também que a ética libertaria fica numa espécie de sinuca de bico. Se usar de bom senso abrindo uma concessão à moral conservadora ou para os coletivistas. Logo esta concessão poderá ser usada para outros fins que não sejam libertários. Os libertários não podem deixar nenhuma pega para argumentações estatistas.


Por outro lado, estamos falando de vida, seja potencial ou real, sejam células, zigoto, embrião ou feto. Não me importo com o nome e nem com estágio. Só não quero ter um assassinato de um inocente, ou de um indefeso em minhas costas. Anon, SSXXI 


DICAS DE LIVRO: A REVOLTA DE ATLAS - AYN RAND 



"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada". Ayn Rand 


Abortem o aborto! A eugenia da elite.


Aborto: uma simples questão de negócio entre a elite global (que quer acabar com os pobres e não com a pobreza) e os governos cupinchas socialistas e intervencionistas que são bem pagos para isso, através das fundações internacionais. Anon, SSXXI 

Empreiteiras do aborto instrumentalizam senadoras 


Ministério da Saúde investe em documentário polêmico sobre aborto
 


Resposta à propaganda 'Fim do Silêncio' 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Zumbi Chaves, semivivo e quase morto

Por Anon,



Semivivo e quase morto
Isto aconteceu ou pode estar acontecendo no hospital - Centro de Pesquisas Médico-Cirúrgico de Havana (Cimeq). Atualmente, este hospital é a nova capital de duas potências socialistas latino-americanas: Cuba e Venezuela, tipo uma Casa Branca geriátrica, isto porque elas contam com a presença de dois honoráveis semivivo e quase morto, chefes de governo dessas respectivas nações.

O desatualizado “Doutor “Che Cabanas, médico, chefe do comitê central da decadente medicina cubana disse para a comissão formada pelos Irmãos Castros & Castros chefes incondicionalmente supremos de Cuba e toda a cúpula do poder central cubano.

 — Senhores!  Assim, como os americanos conseguiram reconstruir Steve Austin, o homem de seis milhões de dólares (Isso é velho!), nós também poderemos reconstrui-lo!

Fidel, quase que totalmente surdo fruto inevitável advindo da quinta fase do mal de Alzheimer, recorde mundial, pois poucos conseguiram sobreviver à quarta fase desta doença.

Olhou para o jovem sessentão Dr. Che e quase ou parece que sussurrou:

— Como?

O irmão Castro, quase herdeiro do império decadente cubano, já naquela circunstância, demonstrou certa preocupação, pois se o Dr. Cabana tinha uma solução para o entubado Chaves, posteriormente, ele poderia também reviver Fidel e assim, adeus sonho de governar Cuba sozinho, disse apreensivo:

— Como?

O Dr. Che Cabana, será cognominado doravante por Cabana ou simplesmente CC para não levantar a ira de Fidel, que guarda até hoje um ódio irascível do finado Guevara e que toda vez quando ouve o nome do argentino, ele manda um infeliz para o paredón.

O nosso doutor CC era um médico medíocre cujo sonho era fugir da ilha e ir para os EUA.  Chegando lá, ele pretendia limpar janela ou lavar carros, já que qualquer trabalhador de serviços gerais na America, mesmo em crise, ganha bem mais que um Doutor na “gloriosa” terra do charuto e, além do mais, médico tem muitas responsabilidades.

CC responde com um jactancioso discurso político.

—Senhores, como sabem, nós temos a melhor medicina do mundo em nossa nação, tecnologias avançadas não nos faltam.Temos gazes e algodão mais que suficiente para esta inovadora e pioneira arte clínica, digna de deuses. E continuou...

 —Após o sucesso desta nossa ressuscitadora intervenção cirurgia, Cuba, que já é um dos melhores países do mundo para se viver, será a rainha da medicina mundial. Como sabemos, não há escassez de mortes e assim A nossa Cuba de Fidel será o país mais rico do universo.

Milhões de defuntos do mundo inteiro virão para serem revividos e doutrinados para a nossa ideologia comunista.  Em suma, milhões de mortos capitalistas virão, deixarão suas riquezas em Cuba, e sairão daqui todos vivos e socialistas. Imaginem bilhões de Zumbis espalhados pelos cinco continentes e todos sob a tutela de Fidel?

E todos da cúpula em uníssonos, incluindo Fidel e El mano disseram ansiosos:

 —E então, Cabanas o que você esta esperando? Vai camarada!  Reviva Hugo!

Então, Cabanas meio que reflexivo e contemplativo disse num tom quase triste.

—Senhores, eu me esqueci de um detalhe muito importante!

E todos os inquisidores socialistas, coletivamente, retrucaram.

­—Qual é Hombre?!

—Eu e a minha equipe médica temos total condição de reviver Chave, isto se tratando da parte carnal, ou seja, do corpo, a parte física da matéria. Continua o Doutor...

—Porém, nós não temos condição de reviver a parte espiritual de Hugo, e sem ela a nossa operação certamente fracassaria. Neste quesito, precisamos da assistência de um Dr. Ph.D. em metafísica, especialista em ciência Zumbi , ou melhor, precisamos de um feiticeiro Vodu da republica do Haiti.

—Qual é o problema? Traga este bruxo para Cuba, imediatamente. Sussurrou Pai Castro.

—Eu não posso, pois Zulu, o feiticeiro vodu, está muito velho e não pode viajar.  Mas eu poderia ir ate lá para trazer o passe da alma de Chaves na garrafa de El diablo. Pois, O mestre Zulu disse, no nosso ultimo encontro que, tendo posse desta garrafa que contem a alma de Chaves, eu poderia fazer o transplante espiritual juntamente com a delicada intervenção cirúrgica e ajustes médicos-corporais.

E assim foi feito...

O Dr. Che Cabanas pegou um avião em Cuba com dois dos melhores agentes de segurança cubana a tiracolo e partiu para Porto Príncipe e, ainda com a quantia de cinqüenta mil dólares americanos para pagar as despesas de viagem. E de lá, nunca mais foi visto! Nem mais magro e nem mais gordo!

O quê? Alguém quer saber sobre o que aconteceu com os dois melhores Agentes Secretos da Republica Comunista Cubana?

Atualmente, eu não sei! Mas naquela viagem nem eles ficaram sabendo!

Não há nada que um bom preparado de “boa noite cinderela” possa resolver.

                                                                  FIM


O socialismo estatal é apenas um projeto político-econômico que nunca deu certo. O mesmo acontece com qualquer tipo de intervencionismo feito pelo estado. A terceira via nada mais é que a soma do socialismo com intervencionismo (capitalismo de estado). Através de fatos reais, a história revela que os resultados catastróficos de qualquer um desses três processos são inevitavelmente: o aumento exacerbado da escassez na área econômica, o fortalecimento do Estado em detrimento da liberdade individual, e a substituição da moral, conseqüentemente da ética, pelas falácias político-ideológicas. Anon, SSXXI.

Eugenia: A maior engenharia social do progressismo

Por  Art Carden e Steven Horwitz

De acordo com os relatos mais comuns da Era Progressista1, o esclarecido governo surgiu e regulamentou os mercados de bens, de trabalho e de capital, protegendo assim as massas miseráveis das vicissitudes do capitalismo laissez-faire. Os progressistas tinham fé de que especialistas se poriam acima de seus interesses pessoais e implementariam planos sensatos para regulamentar a sociedade. As regulamentações estaduais dos locais de trabalho, as restrições ao trabalho infantil e o salário mínimo restauraram a dignidade dos oprimidos e explorados trabalhadores.

Apesar da aceitação geral dessa narrativa, há muitos motivos para questionar se ela de fato retrata as motivações e espectativas dos reformadores da Era Progressista. Num artigo de 2005 no Journal of Economic Perspectives, "Eugenics and Economics in the Progressive Era" ("Eugenia e economia na Era Progressista"), oeconomista Thomas C. Leonard fez uma análise histórica inovadora das fontes das legislações trabalhistas da Era Progressista e das intenções de seus partidários. O trabalho de Leonard - incluindo um importante artigo seu de 2009 co-autorado com o acadêmico do direito David E. Bernstein para o jornal Law and Contemporary Problems, "Excluding Unfit Workers: Social Control Versus Social Justice in the Age of Economic Reform" ("Excluindo trabalhadores inadequados: Controle social versus justiça social na época da reforma econômica") - indica que por trás do que muita gente vê como reformas humanitárias estava algo bem mais sinistro.

Leonard e Bernstein alegam que muitos dos mais importantes reformadores progressistas eram "defensores da desigualdade humana". Eles apoiavam intervenções no mercado como formas de avançar seus objetivos eugenistas de uma raça humana mais pura (ou seja, mais branca), através da eliminação das oportunidades para os "inaptos" conseguirem trabalhos decentes. Os "inaptos" aqui não eram somente os não-brancos (especialmente afro-americanos), mas também os "insanos", os imigrantes (especialmente da Europa central e oriental) e, de forma um tanto diferente, as mulheres.

Em outras palavras, o que vemos hoje em dia como consequências imprevistas das leis defendidas por bem-intencionados porém economicamente ignorantes progressistas eram na verdade os objetivos declarados de alguns de seus ancestrais intelectuais um século atrás. Os primeiros economistas progressistas entendiam os efeitos dessas intervenções, mas consideravam seus efeitos desejáveis.

Os economistas progressistas do final do século XIX e do começo do século XX viam as ciências sociais não só como métodos de pesquisa e entendimento da realidade, mas também como guias de gerenciamento e controle social. O advento e a maior aceitação do darwinismo no final do século XIX, combinado com uma crença geral no poder da ciência e do gerenciamento científico para resolver problemas sociais, levaram a uma fascinação com a eugenia e com a possibilidade de usar as políticas públicas para assegurar a "sobrevivência dos mais aptos" e a pureza e a força da raça humana. Nas mãos de muitos pensadores na virada do século XIX para o XX, a teoria darwinista se tornou uma justificativa para o uso do poder estatal para remover da sociedade os elementos "indesejáveis" e "inaptos", da mesma forma que a nova compreensão da evolução estava modificando as noções sobre agricultura e pecuária. Os clubes e sociedades eugenistas cresceram rapidamente e muitos dos principais intelectuais do começo do século XX, inclusive vários economistas conhecidos (como John Maynard Keynes e Irving Fisher - talvez o mais famoso economista americano da época), eram ativos nesses grupos e viam seus trabalhos através das lentes da eugenia.

A eugenia e as consequências intencionais

Nós apropriadamente nos horrorizamos hoje em dia com o que foi o movimento eugenista. Contudo, as mesmas ideias que levaram a esterilizações forçadas também levaram a restrições no ambiente de trabalho, porque os mercados trabalhistas eram o único lugar onde os economistas eugenistas podiam combinar seus dois interesses. Eles reconheceram cedo que legislações que excluíssem os "inaptos" do mercado de trabalho avançariam seus objetivos eugenistas. A maior parte dessas leis foram promulgadas em nível estadual durante este período, mas o New Deal fez com que muitos dos mesmos argumentos fossem usados em nível nacional.

Consideremos as leis de salário mínimo, por exemplo. Hoje em dia, tendemos a pensar que as pessoas as apoiam porque acreditam que o salário mínimo é um almoço grátis que é capaz de ajudar os pobres. Os economistas liberais clássicos criticam há muito tempo esse tipo de regulamentação, alegando que são exemplos perfeitos da lei das consequências inesperadas e da desconexão entre as intenções e os resultados práticos. Num mercado de trabalho competitivo, qualquer trabalhador que seja capaz de produzir valor é contratável a um salário até esse valor. Até mesmo trabalhadores com habilidades bastante limitadas são empregáveis. O que as leis de salário mínimo e outras leis de benefícios obrigatórios fazem é criar um critério mínimo para a contratação, fechando as portas do mercado de trabalho para os trabalhadores cuja produtividade é muito baixa para justificar tais custos.

O trabalho de Leonard mostra que alguns defensores do salário mínimo, e inclusive vários gigantes dos primeiros anos da profissão de economista, como John R. Commons e Richard T. Ely, entendiam exatamente o que as leis de salário mínimo fariam e apreciavam esses efeitos. Adicionalmente, vários progressistas e socialistas que não eram economistas, como Eugene Debs e Beatrice e Sidney Webb, também apoiavam leis de piso salarial e outras intervenções no mercado de trabalho precisamente porque elas excluiriam aqueles que fossem considerados estúpidos ou preguiçosos demais para competir numa economia de mercado - particularmente, mulheres, imigrantes e negros.

Leonard afirma que "os economistas progressistas [...] acreditavam que a perda de postos de trabalho induzida pelo salário mínimo era um benefício social, porque promovia o objetivo eugenista de livrar a força de trabalho dos 'não-empregáveis'". Ele cita a afirmação do casal Webb de que "este tipo de desemprego não é sinal de doença social, mas de saúde". Além disso, ele cita Henry Rogers Seager, da Columbia University, que sugeriu que os salários mínimos fossem necessários para proteger os trabalhadores da "exaustiva competição dos trabalhadores casuais e dos preguiçosos".

A.   B. Wolfe, que eventualmente se tornaria presidente da American Economic Association, escreveu na American Economic Review em 1917 (citado parcialmente por Leonard e Bernstein): "Se os empreendedores ineficientes fossem eliminados [através do salário mínimo], também o seriam os trabalhadores ineficientes. Não me disponho a desperdiçar simpatia por nenhuma dessas classes. A eliminação do ineficiente está alinhada ao nosso tradicional suporte á competição livre e também ao espírito e à tendência da moderna economia social. Não há panaceia que possa 'salvar' os incompetentes, a não ser às custas das pessoas normais. Eles são um fardo sobre a sociedade e os produtores, onde quer que estejam."

No contexto do início do século XX, esse grupo incluía, basicamente, os não-brancos, os imigrantes e as mulheres, além de homens brancos com deficiências físicas ou mentais - os mesmos grupos que os eugenistas progressistas achavam estar diluindo a qualidade do banco genético humano. Ao contrário de seus sucessores modernos, esses partidários das leis de salário mínimo não tinham quaisquer ilusões a respeito dos efeitos das políticas que propunham; eles as compreendiam e aceitavam as consequências negativas que os economistas atuais se esforçam para esclarecer que serão os efeitos das políticas defendidas pelos progressistas contemporâneos. A grande ironia do movimento progressista em prol do salário mínimo é que, embora ele tenha objetivado eliminar os "não-empregáveis", o que ele de fato fez foi criar um grupo de "não-empregáveis".

A pesquisa de Leonard mostra que mesmo os economistas profissionais, até mesmo alguns cujos nomes são emprestados a distintos prêmios e palestras atualmente, faziam uso de uma forma de pensar a respeito de questões como pisos salariais que era profundamente - e mesmo obscenamente, dados os seus objetivos explicitamente racistas - anti-econômica. De acordo com alguns progressistas, os salários eram determinados não pela produtividade marginal do trabalho, mas pelos padrões de vida aos quais um trabalhador particular estava acostumado. A competição com mulheres, crianças e membros das "raças de salários baixos" ameaçavam a dignidade dos homens brancos chefes de família, o vigor do banco genético branco e, fundamentalmente, a estrutura social. Leonard e Bernstein citam o sociólogo Edward A. Ross, que escreveu que "o coolie2, embora não possa superar o americano, pode viver abaixo de seus meios". Para que a sociedade sobrevivesse, os homens brancos precisavam de proteção da competição externa.

Economistas hoje em dia por vezes alegam que subsídios ou uma expansão de programas de imposto de renda negativo são modos mais preferíveis de ajudar os pobres do que políticas de salários mínimos. Leonard e Bernstein, porém, mostram que, segundo o economista progressista Royal Meeker, subsídios eram indesejáveis justamente por que poderiam criar mais empregos, em particular para os "infelizes". O aspecto positivo do salário mínimo residia no fato de que ele aumentava a suposta dignidade do trabalho branco enquanto excluía os "infelizes" e "defeituosos" de trabalhos que eles normalmente poderiam ter. Pisos salariais eram defendidos por gente explicitamente racista que buscava objetivos explicitamente racistas.

Avançando algumas décadas, os resultados são os mesmos, mesmo que as intenções sejam mais nobres. No recente artigo "Unequal Harm: Racial Disparities in the Employment Consequences of Minimum Wage Increases" ("Dano desigual: As disparidades raciais nas consequëncias empregatícias após aumentos do salário mínimo"), William Even e David Macpherson argumentam que em estados totalmente expostos aos aumentos mais recentes do salário mínimo, a legislação custou mais empregos aos afro-americanos que a própria recessão. Devemos avaliar as políticas por seus resultados, não por suas intenções. Como diria o economista Thomas Sowell, uma política deve ser tachada como "piedosa" ou não de acordo com seus efeitos e não por conta dos objetivos de seus defensores.

Outras intervenções no mercado de trabalho

A eugenia fornecia um pretexto supostamente científico para legislações protecionistas - especialmente restrições à imigração. Os eugenistas apoiavam as restrições à imigração porque acreditavam que os membros das "raças de salários baixos" comprometeriam não apenas os padrões de vida dos brancos, mas também banco genético dos brancos, através da miscigenação. Segundo eles, imigrantes e outros intrusos (a saber: afro-americanos) degradariam a força de trabalho e corromperiam a espécie. Os progressistas pensavam num modelo de sociedade na qual um (homem branco) provedor ganhava um "salário familiar" suficiente para sustentar uma esposa (branca) e filhos (brancos). As mulheres deveriam realizar seus papéis de "mães da raça" e os filhos seriam treinados a fazer o mesmo nas gerações seguintes.

Em seu artigo de 2005, Leonard observou que as restrições ao trabalho infantil foram promulgadas especificamente para evitar que as classes baixas empregassem suas crianças. Presumivelmente, isso as faria pensar duas vezes antes de procriar e limitar suas rendas familiares.

Os progressistas utilizaram as mesmas técnicas para reduzir as oportunidades de mercado das mulheres. As mulheres eram vistas como frágeis - necessitavam de proteção dos rigores do ambiente de trabalho - e desempenhavam o papel essencial de criar os filhos e cuidar das famílias, enquanto "mães da raça". Isso se colocava em contraste com a percepção de "procriação excessiva" dos não-brancos e imigrantes oriundos de locais como a Europa oriental e do sul. Os reformadores progressistas tentaram manter as mulheres fora da força de trabalho através da promulgação de uma variedade de legislações "protetoras" a nível estadual que incluíam limite máximo de horas de trabalho e pisos salariais para mulheres, ambos os quais eram diferentes daqueles estabelecidos para os homens. Tais leis tornavam as mulheres menos desejáveis e mais caras para serem contratadas como empregadas, o que limitou sua participação no mercado de trabalho - exatamente o objetivo dos reformadores.

Os problemas dos anos 1930 proveram uma justificativa adicional para maiores sobrecargas ao mercado laboral planejadas para excluir os trabalhadores "inaptos". Leonard e Bernstein relatam que a lei Davis-Bacon3, por exemplo, foi "aprovada com o objetivo de evitar que trabalhadores itinerantes afro-americanos e outros concorressem com os trabalhadores brancos sindicalizados em projetos de construção federais". A intensificação das políticas de grupos de interesse ficava relativamente evidente nas tentativas dos progressistas do New Deal de proteger certos setores da concorrência dos salários mais baixos do sul - de afro-americanos e outras "raças de salários baixos".

Nos anos 1930, o deputado americano John Cochran (Partido Democrata-Missouri) afirmou que havia "recebido numerosas reclamações em meses recentes a respeito de empreiteiros sulistas estarem empregando mecânicos negros4 de baixos rendimentos e trazendo empregados do sul". O deputado Clayton Allgood (Partido Democrata-Alabama) fez coro: "Já foram feitas referências a um empreiteiro do Alabama que foi a Nova York com trabalhadores ilegais. É um fato. Esse empreiteiro emprega trabalhadores negros baratos, os quais transporta e abriga em cabanas, e são trabalhadores dessa natureza que competem com os trabalhadores brancos por todo o país."

Os efeitos sobre o desemprego da Lei de Recuperação Industrial Nacional (NIRA)5 foram severos. Leonard e Bernstein citam uma estimativa de que as estipulações salariais da NIRA "levaram direta ou indiretamente à dispensa de 500.000 trabalhadores afro-americanos". Escrevem também que a "American Federation of Labor levou a culpa pelo fracasso da FLSA6 em prover um salário mínimo mais baixo no sul dos Estados Unidos", evitando fluxos de capital para aquela região.

Os progressistas, a esquerda moderna e a ciência lúgubre7

Esta história pode ser lida como uma versão americana do que ocorreu mais cedo na Inglaterra. David Levy mostrou que a economia ficou conhecida como "ciência lúgubre" porque os economistas liberais clássicos (como John Stuart Mill) apoiavam a igualdade racial no mercado de trabalho livre. Românticos, elitistas e reacionários britânicos, como Thomas Carlyle e John Ruskin, alegavam que um mercado livre, com sua pressuposição fundamental de igualdade, eliminaria hierarquias raciais e ocasionaria um "lúgubre" futuro de miscigenação racial. Quem dava suporte intelectual a esse futuro eram os economistas liberais.

A moral da história é que, apesar das contínuas afirmações por parte da esquerda de que a filosofia pró-mercao é racista, sexista e xenófoba, a história demonstra que os liberais clássicos/libertários é quem foram os proponentes da igualdade e os oponentes do racismo, e aqueles que viam as raças como desiguais eram quem provavelmente buscaria apoio estatal, em particular no mercado de trabalho. A história da esquerda nessas questões é muito mais manchada do que ela está preparada para admitir.

Apesar de suas opiniões repugnantes sobre raças e seu uso do estado para realizar seus sonhos de futuro eugenista, os reformadores da Era Progressista estavam à frente de seus colegas modernos liberais em um aspecto importante. Eles entendiam que mercados livres, especialmente um livre mercado de trabalho, são o inimigo do racismo.

Notas:

1 A Era Progressista foi o período de 1900 até 1920, quando ocorreram profundas reformas econômicas e sociais nos EUA. Várias dessas reformas foram então adotadas por outros países no mundo. [N.T.]

2 O termo "coolie" designava ofensivamente os trabalhadores orientais pouco qualificados. [N.T.]

3 A lei Davis-Bacon (Davis-Bacon Act) estabelece que as obras públicas federais devem pagar os salários prevalentes na região para projetos parecidos. [N.T.]

4 O termo utilizado no original foi "colored", que era um termo ofensivo usado para designar os negros nos EUA. [N.T.]

5 National Industrial Recovery Act. O NIRA regulamentava a concessão de cartéis e monopólios pelo presidente, e estabeleceu um plano nacional de obras públicas. [N.T.]

6 Fair Labor Standards Act, literalmente Lei de Padrões Trabalhistas Justos. Era uma legislação que establecia um salário mínimo nacional (antes haviam somente legislações estaduais regulamentando salários). [N.T.]

7 No original, "dismal science". Desconheço um termo corrente em português para traduzir a expressão de Thomas Carlyle, que, basicamente, expressava desprezo para com os economistas de sua época (que eram, em sua grande maioria, liberais). [N.T.]

Original publicado em The Freeman, outubro de 2011.

Art Caden é professor de economia e finanças no Rhodes College. Contribui frequentemente para o Mises.org.

Steven Horwitz é professor de economia na St. Lawrence University e editor da revista The Freeman. Escreve regularmente para o blog Coordination Problem.

[Nota do tradutor: Embora o texto fale sobre uma época bastante particular da história dos Estados Unidos; acho que há relevância para o Brasil e para muitos outros países, já que a legislação aprovada nos EUA se irradiou para nossas terras e muitos dos argumentos utilizados em defesa do salário mínimo e outras restrições econômicas são hoje em dia completamente opostas às que foram usadas inicialmente.]


Fonte: The Free Mann - Libertyzine (missão libertária de criar, repassar, relembrar e atualizar todo material pró-mercado livre e anarcocapitalista) A liberdade deve ser estendida para todos. Anon, XXI


OBRA DO ARTISTA NAIF NERIVAL RODRIGUES - TEMA: COLHENDO LARANJA - MEDIDA-30X40-PRECO-SOB-CONSULTA-COM-AJUR-SP Clique na gravura ou aqui

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Os Intelectuais, de Paul Johnson (Resenha)

Por Felipe Pimenta

A figura do intelectual tem sido dominante no Ocidente desde o século XVIII, sendo que o século XX foi a época de ouro desse tipo de pensador. O livro de Paul Johnson ajuda o leitor a identificar quem é o intelectual e o perigo que ele representa a logo prazo para a sociedade.

Durante sua vida, o intelectual tende a ser idolatrado pelas massas e por um círculo de intelectuais menores. Poucos identificam em suas ideias elementos destrutivos de médio e longo prazo- e o que é pior, poucos sabem do comportamento destrutivo do intelectual em relação a seus familiares e amigos mais próximos.

Paul Johnson diz que as principais características do intelectual são duas: ter opinião sobre todos os fatos da vida (inclusive sobre ciências que ele desconhece) e um amor pela humanidade (no geral) ao mesmo tempo em que sente um enorme desprezo pelo ser humano real em particular.

Começando seu estudo dos intelectuais por Rousseau, Johnson identifica no filósofo francês o protótipo de todo intelectual que viria a ser dominante na Europa e nos Estados Unidos. Rousseau nos deixou um legado de ideias perigosas e foi uma verdadeira inspiração para todo governante totalitário desde então. Com ele iniciam-se várias das atitudes que irão repetir-se nos outros casos analisados no livro: a separação entre a teoria e o mundo real; uma atitude tirânica em relação aos amigos mais próximos e, por último, um comportamento abominável com as (inúmeras) mulheres com as quais se relacionou. Quase todos os intelectuais dessa obra de Paul Johnson desprezam suas mulheres ou amantes.

Rousseau certamente é o intelectual mais desprezível narrado no livro, principalmente porque em longo prazo suas ideias foram uma das que mais prevaleceram no Ocidente. Claro que a sua vida horrível também conta, mas foram suas opiniões e seus livros (escritos de maneira romântica e agradável) que provaram ser o seu pior legado.

Jean Paul Sartre é o intelectual mais parecido com Rousseau em todo o livro. Pessoalmente foi um tirano com sua mulher (Simone de Beauvoir), e um covarde em termos políticos durante a Segunda Guerra (os alemães o achavam inofensivo). Como filósofo fez aquilo que Johnson acredita ser o destino de todo intelectual francês: o de propagar e exagerar ideias alemãs. Foi idolatrado e considerado a referência para toda uma geração de jovens franceses dos anos 1950 e 1960. O autor do livro lembra que todas as lideranças do futuro Khmer Vermelho estudaram em Paris àquela época e estavam profundamente influenciados pelas ideias francesas quando começaram o genocídio da população do Camboja. Como as outras figuras do livro, Sartre tinha uma enorme capacidade de envolver-se em confusões e brigas contras seus amigos ou rivais na área da filosofia ou literatura. Esse capítulo do livro é importante porque faz um contraste entre Sartre e Albert Camus. O primeiro estava mais preocupado com as ideias e não com o ser humano; o segundo não queria e não permitiria jamais que o ser humano fosse sacrificado em nome de qualquer ideia ou sistema político.

Johnson considera Bertolt Bretch o mais insignificante de todos os intelectuais narrados no livro por sua falta de talento e por sua covardia moral. Na questão da vida e da obra de Karl Marx, Johnson vê o triunfo da poesia sobre a ciência, uma vez que ele crê que Marx era um falsificador anticientífico de dados que ele obteve do museu britânico. Fazendo uma curiosa e importante análise da obra poética de Marx (que existe e pouca gente conhece), o que podemos ver é uma personalidade apocalíptica que julgava que algo em que acreditava necessariamente iria acontecer por algum evento trágico e “milagroso”. É exatamente aquilo que Eric Voegelin denomina de “fé metastática”. Johnson descreve a vida particular de Marx como um burguês (até seu apologista Francis Wheen reconhece isso) que nunca trabalhou e jamais pagou salário à sua empregada (que ele engravidou e não reconheceu seu filho). Como os outros intelectuais, Marx nunca teve vontade de estudar e compreender a vida prática- no caso os trabalhadores das fábricas...(  )... De todos os intelectuais descritos nessa obra, Marx é o mais poderoso e importante.

Quanto a Bertrand Russell, sua obra filosófica é grandiosa, mas suas ideias políticas extremamente contraditórias. A sentença que podemos aplicar a ele são as de Wittgenstein: “sua obra sobre filosofia da matemática e sobre lógica devem ser ensinadas; quanto às suas opiniões sobre moral e política, elas devem ser jogadas no lixo”.

No final do livro existe um pequeno estudo sobre Noam Chomsky, que hoje em dia é o grande intelectual vivo em nível mundial. Chomsky escreveu um livro que Johnson acredita ser uma das grandes obras da filosofia do século XX, que tem o nome de Syntactic Structures. Nesse livro, diz Johnson, existe a ideia de que a mente humana não é uma tabula rasa como acreditavam todos os filósofos do empirismo britânico. Chomsky acredita na existência das ideias inatas como na tradição continental. Ora, para Chomsky a existência das ideias inatas são uma barreira contra qualquer tipo de propaganda organizada em nível estatal. Isso evita uma programação da mente através de sistemas propostos por intelectuais a serviço do Estado. Se a mente fosse uma tabula rasa, esse tipo de programação se tornaria possível e até desejável. Qual é o erro de Chomsky segundo Paul Johnson? Foi simplesmente o de acreditar que as ações do exército americano no século XX promoviam algum tipo de doutrinação, quando na verdade os Estados Unidos ajudaram a destruir governos e ditaduras que faziam exatamente aquilo que Chomsky mais abominava.

O que fica de ensinamento para o leitor a respeito dos intelectuais é que devemos manter distância de qualquer um que ofereça soluções a respeito de todos os males da sociedade. O intelectual típico julga entender sobre qualquer assunto ou qualquer ciência. Quase sempre tem um círculo de admiradores fanáticos que estão dispostos a sacrificar sua inteligência pelas ideias do “guru”. O intelectual tende a ter uma vida pessoal obscura e a ser extremamente intolerante contra qualquer um que ouse contrariá-lo. O conselho de Paul Johnson é simples: fujam dos intelectuais!

Fonte: Filosofia, História e Política