Seja bem vindo, amigo!

Seja bem-vindo, amigo! Seja você também mais um subversivo! Não se entregue e nem se integre às mentiras do governo e nem da mídia! Seja livre, siga o seu instinto de liberdade! Laissez faire! Amém!

Translate

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Qual a diferença entre socialismo e comunismo?

Por Alberto Mansueti

Socialismo é o processo de coletivização, estatização e centralização de um país, e, por conseguinte, de supressão da vida social independente nas esferas da economia, cultura, educação, imprensa, etc., enquanto todas as empresas e instituições se tornam estatais ou dependentes do Estado, sendo tudo isso justificado e legitimado com alguma variante da ideologia marxista. “Comunismo” é quando o processo chega a um ponto alto, ou seja, é socialismo ao extremo. “Socialismo” é, portanto, a antessala do comunismo.

O avanço do socialismo pode levar vários anos; e uma a uma as esferas e instituições vão caindo. Em seu livro “Liberdade de escolher”, de 1980, Rose e Milton Friedman examinam os 14 Pontos do Programa do Partido Socialista dos Estados Unidos, de 1928. E ao lado de cada um deles, anotam o ano em que foi aprovado, começando com a criação do Banco Central, em 1913. Esse partido socialista nunca se tornou governo nos Estados Unidos, nem teve maioria no Congresso, porém teve enorme influência ideológica no partido Democrata, e até no Republicano. Seus 14 Pontos estão todos em voga. E se isso aconteceu nos Estados Unidos, o que podemos esperar na América Latina?

A tática é simples: primeiro decretam uma série de medidas socialistas, com as quais criam desordem, desajuste, e conflito. Então jogam a culpa no “capitalismo selvagem, explorador e desumano”. E como “remédio” ditam outras tantas medidas socialistas! Assim se produz mais desordem, desajuste e conflito. E assim vai. Três grandes “ondas” de políticas e medidas socialistas se sucederam, praticamente em todo o mundo, mais ou menos coincidentes com cada um dos três terços em que podemos dividir o século 20.

1 – Na primeira onda se abandona o padrão ouro e é fundado o Banco Central, com moeda de papel e banco de reserva fracionária. Isso gera o típico “ciclo” econômico de auge fictício com inflação, e queda da economia em bruscas crises recessivas. As pessoas começam a empobrecer. E os socialistas aproveitam para ditar suas leis trabalhistas e primeiras “medidas sociais”. Com isso a situação piora, e com um agravante: o Estado descuida de suas funções próprias, e passa a faltar segurança, justiça e obras de infraestrutura.

2 – Pretendendo auxiliar aos pobres, na segunda onda o Estado oferece “educação e saúde grátis”, para o que decreta altas nos impostos, que aumentam a deterioração da economia. Com um agravante: o ensino deteriora muito, e a “educação” não passa de doutrinação no coletivismo. Assim, as pessoas mais “educadas” pelo estatismo são as que têm menos possibilidade de entender a realidade.

3 – Na terceira onda, o socialismo já entra de cheio e com confiança em todas as frentes da economia produtiva: reformas agrárias, “nacionalizações”, leis trabalhistas que geram desemprego, criação de ineficientes empresas estatais — e altos impostos e muito crédito para financiá-las — com regulamentação asfixiante para as empresas privadas. Resultado: criminalidade sem limites, corrupção judicial e falta de obras públicas, impostos excessivos, regulamentações absurdas, poupança inexistente ou negativa, desinvestimento privado com inatividade econômica generalizada e desemprego involuntário, cidades capitais superpovoadas, êxodo de empresas, de cérebros, de mão de obra, e um extenso et cetera aqui.  Além do óbvio: crises políticas crônicas.

Com o século 21 houve uma mudança importante: o marxismo passou de econômico a cultural. De Lênin, Martov e Bernstein, a Gramsci, Lukacs e às Escolas de Frankfurt e de Birmingham. Como isso se deu? Se você ler o Manifesto Comunista de 1848, vai ver que seus autores estão contra o matrimônio e a família, porque são instituições muito ligadas à propriedade privada e ao capitalismo. Porém não há medidas concretas contra o matrimônio e a família, nem contra as igrejas ou a religião. Há só um programa “mínimo” de dez pontos, todos relativos à economia exceto por um ponto: educação pública. É que primeiro era necessário aplicar o marxismo econômico para empobrecer as pessoas; então vem a catequese “educativa” para idiotizá-las. Marx e Engels deixaram para o futuro a investida contra o matrimônio e a família; e contra a religião, em especial o cristianismo.

E esse futuro acabou de chegar! O marxismo econômico já não pode ir mais longe, porque aí o parasita mataria o hospedeiro por asfixia ou anemia. Por isso agora é a hora das demandas do marxismo cultural: a ofensiva em favor da legalização do aborto e da eutanásia; da desnaturalização do matrimônio e até mesmo da sexualidade, através da promoção ativa do divórcio e do homossexualismo pelo Estado. Da “guerra às drogas” se passa à estatização da oferta de narcóticos e imbecilizantes. E o Estado entende agora o laicismo como antirreligião, declarando guerra à Religião, ditando suas próprias e novas normas a todas as igrejas e ministros religiosos, e a todas as famílias e escolas cristãs.

Tudo isso é o “marxismo cultural” que Mao Tsé Tung e Pol Pot começaram a aplicar na China e Camboja. E Herbert Marcuse em Berkeley, Califórnia. Agora ele chegou completo nos Estados Unidos com Obama. E na América Latina também, com o Foro de São Paulo. Com um agravante: em estreita aliança com o islamismo. Porém, isso já é outro assunto. Até a próxima.

Alberto Mansueti: Alberto Mansueti, é advogado e cientista político. Presidente do Centro de Liberalismo Clássico, Assessor Permanente da Direcção Nacional da Resistência Civil e Liberal Movimento Libertário Direção liberal autonomista Movimento e Zulian próprio curso. Ele era um professor universitário. E o autor de numerosas obras, desde livros a panfletos, a maioria. Ele também jogou profissionalmente na opinião e pesquisa de mercado; jornalismo (escrito e radial), a eficácia da publicidade e da comunicação; campanhas políticas e eleitorais. Como consultor em impacto econômico das políticas públicas e reformas legais nos mercados. Ele tem experiência como um político ativo e consultor político em vários países, principalmente Peru e Venezula.


Texto originalmente publicado no jornal boliviano El Día.

Tradução: Márcio Santana Sobrinho

Fonte: MSM

Pense localmente, aja localmente

Por Gerald Zandstra

Ex-Diretor do Center for Entrepreneurial Stewardship do Acton Institute

Pessoas de todos os tipos de formação e profissões sejam teólogos, ministros, políticos ou assistentes sociais, concordam que uma das maiores obrigações é ajudar aos pobres. Muitas vezes, no entanto, o debate é proposto como se houvesse dois lados: o dos que querem ajudar aos pobres e o dos que não querem fazê-lo. Essa, certamente, é uma classificação falsa.

O verdadeiro debate sobre o Estado previdenciário e as medidas de reforma do sistema previdenciário estão centradas na pergunta: “Como podemos ajudar aos pobres?”, ou, mais especificamente, “Quem deve cuidar dos pobres?”

Há várias opções. Aqueles que advogam um maior papel da previdência estatal recorrem frequentemente a um tipo de abordagem que chamam de “desafio estatal”. O Estado, para eles, deve continuar a expandir sua influência sobre a sociedade. O governo não existe meramente para garantir os contratos ou os direitos dos cidadãos, dele deve buscar melhorar a sociedade. Nessa concepção, o governo deve arrecadar dinheiro por meio de impostos, tomar decisões visando àqueles que devem receber apoio financeiro, distribuir recursos, e promover vários programas sociais. Ao cuidar dos pobres, contudo, a abordagem do “desafio estatal” tende a promover a mediocridade no trabalho, reprime a iniciativa pessoal, suprime a responsabilidade pessoal e a caridade privada, e não conhece limites. Ao final torna-se um sistema que não é auto-sustentável.

No extremo oposto do espectro político estão aqueles que advogam a postura do “sem Estado”. Acreditam num papel extremamente limitado do Estado, e creem que o livre-mercado irá fornecer tudo aquilo que a sociedade precisa. Nessa concepção, o governo deveria trabalhar para manter os mercados abertos, mas não deveria fazer muito mais do que isso. O problema dessa abordagem, entretanto, é que alguns irão sucumbir na gestão dos serviços realizada exclusivamente pelo mercado.

Contudo, há uma alternativa. Na teologia católica, o princípio é conhecido como subsidiariedade. Na teologia Protestante Reformada é chamada de esfera de soberania, um termo usado pelo teólogo e político holandês Abraham Kuyper. basicamente a idéia é de que é moralmente perigoso tomar a autoridade e responsabilidade que pertencem ao indivíduo e atribuí-las a um grupo. Além disso, é moralmente errado tomar a autoridade e responsabilidade que pertence a um pequeno grupo e atribuí-las a um grupo maior.

Ao aplicar esse conceito no cuidado para com os pobres, podemos dizer que a menor unidade possível deve ser responsável por ir de encontro às necessidades dos pobres. Isso está muito distante das abordagens “estatizantes”, que atribuem a responsabilidade para com os pobres ao Estado, sem levar em conta os grupamentos menores que devem estar dando auxílio. Mas essa também não é a interpretação das abordagens dos “sem Estado”, que não permitiriam que o Estado tivesse qualquer papel nesse caso.

Permitam-me expor esse problema em termos práticos. Se sou um pobre, a quem deverei pedir auxílio? Poderia argumentar que o primeiro responsável por mim sou eu mesmo. A teologia cristã nos ensina que, apesar de nossa natureza decaída, continuamos a ser criaturas feitas à imagem de Deus. Não obstante nossas falhas, temos a capacidade de raciocinar e de colaborar de modo criativo na obra da Criação.

Mas se, por um ou mais motivos, sou incapaz de ir de encontro às minhas necessiddades, então deverei buscar o Estado? Tanto o Princípio da Subsidiariedade quanto o da Esfera de Soberania sugerem que o menor grupo possível deve cuidar de satisfazer minhas necessidades. Portanto, na maior parte das vezes, essa responsabilidade deverá repousar sobre minha família. O bem-estar, se entendido de modo apropriado, começa aí. Se meu irmão fosse pobre, não penso que seria uma responsabilidade do Estado cuidar dele e que eu mesmo não tivesse nenhuma responsabilidade.

Caso minha família fosse incapaz de preencher minhas necessidades, o próximo círculo menor seriam os meus amigos, ou minha igreja. Muitas igrejas, no entanto, abandonaram a responsabilidade de cuidar dos mais pobres. Em 1996, em meio ao debate sobre reforma previdenciária nos Estados Unidos, um repórter perguntou a um membro do clero qual seria a reação dele diante dos que pediam uma menor intervenção estatal e uma maior participação das igrejas na assistência aos pobres. Sua resposta foi: “Por que devemos fazer o trabalho do governo?” Esse foi um comentário triste, porém revelador!

Finalmente, se todos os outros grupos e organizações falham, então o Estado deve promover algum tipo de rede de segurança para aqueles que não são assistidos por ninguém. Em tempos de crise, pode ser necessário que o governo tenha um papel mais ativo, mas os políticos deve sempre lembrar que mesmo nesses casos, o papel do governo é temporário. A pergunta não é “o que o governo pode fazer?”. A pergunta mais apropriada é “ O que o governo deve fazer?”. A resposta pode ser a de que o governo não deve fazer o que nós mesmo podemos, nem aquilo que nossas famílias podem, nossas igrejas e nossas comunidades são capazes.

Quando o Princípio da Subsidiariedade ou a Esfera de Soberania estão esquecidos numa sociedade, nós mesmos falhamos em assumir responsabilidades. Falhamos em ver as responsabilidade que temos dentro de nossas famílias, igrejas e comunidades. A igreja falha na necessidade de dar de comer ao faminto e de vestir o que está nu. Como resultado, somos muito menos do que Deus pretendia ao nos criar.

Fonte: Acton  Institute

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Socialismo Fabiano! Lobos em pele de cordeiro.

O socialismo fabiano, ou fabianismo, é um movimento político-social britânico nascido no fim do século XIX, encabeçado pela Sociedade Fabiana. Esta associação foi fundada em Londres no dia 4 de janeiro de 1884, e propunha, como finalidade institucional, a elevação da classe operária para tornar-la apta a assumir o controle dos meios de produção.

Desde seus fundadores, o casal britânico Sidney e Beatrice Webb, o fabianismo nunca passou de um instrumento auxiliar da revolução marxista, incumbido de ganhar respeitabilidade nos círculos burgueses para destruir o capitalismo desde dentro. Os conservadores ingleses diziam isso e eram ridicularizados pela mídia, mas a abertura dos Arquivos de Moscou provou que o mais famoso livro do casal não foi escrito pelo marido nem pela esposa, mas veio pronto do governo soviético.

A articulação dos dois socialismos era chamada por Stalin de “estratégia das tesouras”: consiste em fazer com que a ala aparentemente inofensiva do movimento apareça como única alternativa à revolução marxista, ocupando o espaço da direita de modo que esta, picotada entre duas lâminas, acabe por desaparecer. A oposição tradicional de direita e esquerda é então substituída pela divisão interna da esquerda, de modo que a completa homogeneização socialista da opinião pública é obtida sem nenhuma ruptura aparente da normalidade. A discussão da esquerda com a própria esquerda, sendo a única que resta, torna-se um simulacro verossímil da competição democrática e é exibida como prova de que tudo está na mais perfeita ordem. Mas nunca esteve.

Quinto Fábio Máximo, ou como se dizia em latim: Quintus Fabius Maximus; viveu em Roma ca. 275 a.C. — Roma, 203 a.C.), e era chamado de “Cunctator”. Foi um político e militar romano. Foi nomeado cônsul em cinco ocasiões (233 a.C.,215 a.C., 214 a.C. e 208 a.C.), e ditador em outras duas (221 a.C.? - 219 a.C. e 217 a.C. Também ocupou o censorado em 230 a.C.

“Cunctator”, em latim, significa "o que adia", porque era a referência a que se fazia às suas táticas utilizadas durante a Segunda Guerra Púnica para deter Aníbal.

A Sociedade Fabiana constituiu-se como uma agremiação política de cunho socialista, que se opunha à luta de classes, que como já me referi, recebeu esse nome por adotar a tática gradual e temporizada que lembrava, sob alguns aspectos, a política de Quinto Fábio Máximo.

Assim, o Socialismo Fabiano era caracterizado pela lenta e gradual tomada do poder, sem lutas violentas e sangrentas, ou seja, sem a característica revolucionária do tipo cubana ou como pretenderam no passado, os movimentos de guerrilhas no Brasil. Esse movimento rejeitava as idéias utópicas, mas pretendia dar um sentido socialista às instituições que já existiam. Seus ideólogos acreditavam na gradual evolução da sociedade, mediante pequenas e progressivas reformas, ou seja, de maneira "evolucionista", trazendo gradualmente para o socialismo, muito diferente do marxismo que pregava uma passagem abrupta e revolucionária ao socialismo. Inspiravam-se nas ideias de Stuart Mill e sustentavam que o bem-estar da maioria exigia a intervenção do Estado.

A Ideologia Fabiana era a favorável a adoção de uma alternativa no que tange à propriedade dos meios de produção, porque pensava que dessa forma poria um fim à desordem econômica e aos abusos, segundo eles, provocados pelo capitalismo.

Defendia a idéia de que o Estado deveria proporcionar a saúde pública e o ensino gratuito para todos os cidadãos. Além disso, propugnavam pela normatização das condições de trabalho, inclusive para diminuir o emprego da mão-de-obra infantil e os acidentes de trabalho nas fábricas e canteiros de obra. Já naquela época a Sociedade Fabiana pregava os princípios da justiça social com a adoção de um salário mínimo, em 1906, e a criação de um sistema de saúde universal em 1911.

Uma metástase lenta, como uma bolha assassina que segue englobando tudo. Essa pode ser a melhor definição para as estratégias do socialismo fabiano. O próprio símbolo da ordem, um lobo saindo de dentro da pele de um carneiro, já descreve bem o caráter traiçoeiro de suas doutrinas. Os fabianistas são a elite dos comunistas que fazem parte do Club de Bilderberg, estão espalhados por todo o mundo, se infiltrando em cada setor político, econômico e social de países estrategicamente definidos. A meta é destruir o sistema conservador, a família, a sociedade, o cristianismo, as crenças, o caráter e a personalidade de homens e de mulheres, criar uma nova sociedade sem as crenças religiosas e familiares e implementar o regime socialista escravizador, controlador e manipulador. Enfraquecem o homem, arrancam-lhes as esperanças e a vontade de reagir, minam qualquer vestígio de patriotismo e o golpeiam pelas costas.

Os fabianos e sua ordem maldita funciona também como uma espécie de seita co-irmã dos Illuminatis. Diversas organizações, ONGs, Fundações, empresas e instituições são financiadas, controladas e administradas pelos socialistas fabianos e principalmente pelos Illuminatis. A trama e os objetivos é controlar os principais países do mundo, infiltrar políticas e ações administrativas e fazer um minucioso trabalho de engenharia social. Empregam doutrinas de manipulação em um primeiro estágio, o Gramscismo. Em um segundo estágio implementam uma revolução cultural e disseminam o marxismo de forma visceral na cultura, ensino, artes e na mídia em geral. Em um terceiro estágio implementam a destruição do sistema do Estado, mudam leis, medidas, estatutos, decretos e até mesmo a Constituição Civil, alterando suas leis para que facilitem as manobras políticas de destruição do conservadorismo político e social. Em um quarto estágio destroem o poder central de uma nação, Suas Forças Armadas. O plano seguinte é exterminar com outras ideologias que ameacem o socialismo. Neste aspecto destroem a Direita política e suas bases ideológicas.

Hoje os socialistas fabianos estão infiltrados em diversos países da Europa, Ásia, Africa, América do Sul e do Norte, controlam a mídia, imprensa, a informação, a contra informação e a desinformação. Estão na ONU, nas Organização Mundial de Saúde, (OMS), na OIT (trabalho), OPEP (Petróleo), UNESCO (ensino), OPEC (exportações), FMI e em outras diversas organizações internacionais e mundiais. As principais decisões, políticas e ações partem dos grupos infiltrados pelos fabianos nas principais ações globais. Eles dominam tudo, a vida, a saúde, a política, as doenças, os programas assistenciais, o ensino, o petróleo, as políticas ambientais, o dinheiro, o mercado e o mundo. A meta dos fabianos Illuminatis é exterminar 80% da raça humana para criarem uma nova sociedade sobre a face da terra. Usam a Agenda 21, uma agenda de controle e ações ambientais para controlar o mercado de alimentos, extração mineral, remédios e a água. Fomentam a destruição do eco sistema para poderem manipula-lo e ao mesmo tempo monopolizar ações de controle mundial.

Os EUA vem há 23 anos sofrendo ações dos socialistas fabianos em sua política interna, externa, em sua sociedade e nas ações econômicas do maior país do mundo. É o mesmo tempo de dominação socialista que tem o Brasil quando este regime de governo foi implementado por Fernando Henrique Cardoso e seu partido socialista fabiano, o PSDB. A sociedade americana vem sendo destruída de dentro para fora, vem sendo corrompida, doutrinada e alienada. A maior parte do Congresso Americano está dominado pela infiltração dos fabianos. Obama é fabiano e um dos que fazem parte da seita dos Illuminatis, assim como FHC e grande parte dos políticos do PSDB, entre eles Serra, Aécio Neves, Alckimim e Tasso Jereissati.

O gramscismo disseminado pelos fabianos destruiu a América cristã, destruiu a família, o conservadorismo americano, acirrou o racismo, a homofobia, a prostituição e o consumo de drogas. A violência se espalha na sociedade americana como um tufão fora de controle e os valores éticos e morais quase não existem mais. Poucos americanos ainda sentem orgulho do país e ostentam uma bandeira americana no quintal de suas casas. A destruição corroeu todo o patriotismo americano e o senso moral e cívico de seu povo. Políticas assistencialistas criaram uma geração de dependentes do Estado, aceleraram a violência, a vagabundagem e o consumo de drogas. Uma parte da sociedade americana não trabalha e não produz, geram filhos e mais filhos para terem ajuda do governo. Se alimentam e vivem dos programas de assistência e partem para um mercado paralelo de trabalho como tráfico de drogas, armas, muambas e todo o tipo de ação ilegal.

Há um documentário intitulado "AGENDA" em que descreve bem o que acontece no EUA. A dominação, as conspirações, os golpes e a infiltração socialista nas raízes americanas, agora apodrecidas e contaminadas pela evolução comunista, são abordadas de forma minuciosa. O Diálogo Interamericano e a ONU, são as principais organizações que infiltraram ações fabianas no Brasil. FHC teve sua campanha política presidencial bancada pelos Illuminatis, pelos fabianos e por grupos poderosos da Nova Ordem Mundial. FHC não concorreu as eleições, ele foi colocado no poder por estas organizações. Há até uma tese sobre a derrubada de Collor, um político que representava o conservadorismo e a direita política e que foi arrancado do governo pelos Illuminatis e pelos fabianos. Collor poderia ficar anos no governo e isso interromperia o processo mundial imposto pela Nova Ordem Mundial, pelos Illuminatis e pelos socialistas e comunistas fabianos.

Em 2002 o jornalista e escritor "Olavo de Carvalho" escreveu um artigo sobre a dominação socialista dos fabianos no Brasil. O título da matéria é: "A mão de Stalin está sobre nós". Leia parte deste artigo logo abaixo e depois na integra nas fontes no fim do texto:

Neste país (BRASIL) há três e não mais de três correntes políticas organizadas: o socialismo fabiano PSDB o socialismo marxista (PT) que nos governa e o velho nacional-esquerdismo janguista.

No poder, os fabianos dão uma maquiada na economia capitalista enquanto fomentam por canais aparentemente neutros a disseminação de idéias socialistas, promovem a intromissão da burocracia em todos os setores da vida (não necessariamente os econômicos) e subsidiam a recuperação do socialismo revolucionário. Quando este está de novo pronto para a briga, eles saem de cena envergando o rótulo de “direitistas”, que lhes permitirá um eventual retorno ao poder como salvadores da pátria se os capitalistas voltarem a achar que precisam deles para deter a ascensão do marxismo revolucionário. Então novamente eles fingirão salvar a pátria enquanto salvam, por baixo do pano, o socialismo.

No governo, nossos fabianos seguiram sua receita de praxe: administraram o capitalismo como se fossem capitalistas, ao mesmo tempo que espalhavam a doutrinação marxista nas escolas, demoliam as Forças Armadas, instituíam novas regras de moralidade pública inspiradas no marxismo cultural da Escola de Frankfurt, neutralizavam por meio da difamação midiática as lideranças direitistas, criavam um aparato de repressão fiscal destinado a colocar praticamente fora da lei a atividade capitalista e, last not least, subsidiavam com dinheiro público o crescimento do MST, a maior organização revolucionária que já existiu na América Latina. Em suma: fingiam cuidar da saúde do capitalismo enquanto destruíam suas bases políticas, ideológicas, culturais, morais, administrativas e militares, deixando o leito preparado para o advento do socialismo. Fizeram tudo isso sob o aplauso de uma classe capitalista idiota, incapaz de enxergar no capitalismo nada além da sua superfície econômica e ignorante de tudo o que é preciso para sustentá-la. Agora podem ir para casa, seguros de ter um lugar ao sol no socialismo, se ele vier amanhã, assim como no capitalismo, se ele durar mais um pouco.

Se o socialismo marxista tinha sua encarnação oficial no Estado soviético, enquanto o fabianismo era o braço “light” da estratégia stalinista, o nacional-esquerdismo que brotou na década de 30 também foi substancialmente uma invenção de Stalin. A grande especialidade de “tio Josef” era justamente o problema das nacionalidades, ao qual ele dedicou um livro que se tornou clássico. Foi ele que criou a estratégia de fomentar ambições nacionalistas, quando podia usá-las contra as potências ocidentais, ou freá-las, quando se opunham ao “internacionalismo proletário”. É verdade que falhou em aplicá-la com os nazistas, que se voltaram contra a URSS, mas obteve sucesso nas nações atrasadas, onde xenófobos de todos os naipes -- getulistas, nasseristas, peronistas, africanistas e aiatolás variados -- acabaram se integrando nas tropas da revolução mundial, varrendo suas divergências ideológicas para baixo do tapete e transmitindo uma impressão de unidade a seus adeptos nos países ricos (donde o milagre de feministas e gays marcharem contra os EUA ao lado de machistas islâmicos). A multidão dos nacionalistas revoltados dá um reforço externo à estratégia das tesouras, seja como massa de manobra ou, quando fardada, como arma de guerra.

Stalin foi o maior estrategista revolucionário de todos os tempos. Os efeitos de sua ação criadora chegaram às terras tupiniquins e ainda estão entre nós.Todo o panorama político nacional está hoje montado segundo o esquema delineado por ele nos anos 30. Mas, dos poucos que têm envergadura intelectual para enxergar isso, quantos têm interesse de discuti-lo em público?

O "fabianismo" está por trás da criação das novas vertentes do comunismo. As ditas nomenclaturas criadas para camuflar a ideologia marxista que alimenta partidos e organizações de esquerda. Qualquer origem que contenha as palavras "progressistas, social e reformistas, são na verdade o comunismo disfarçado. Se infiltram na condição de mensageiros de uma revolução política de cunho democrático, quando na verdade, são os lobos travestidos na pele de ovelhas. Lênin já dizia que para se implementar o comunismo puro e ideológico, seria necessário em primeiro lugar, difundir o socialismo. O PSDB de FHC fez justamente isto aqui no Brasil, abriu os caminhos para o socialismo, difundiu o socialismo na política e na sociedade, enraizou a ideologia marxista e fundamentou uma revolução silenciosa, por meio de políticas assistencialistas. Aprovou medidas arbitrárias na economia e nas leis, realizou diversas intervenções no Estado e em todos os setores públicos. Criou agências de controle de imprensa e regulação do Estado. FHC fez tudo o que fez Lênin e Stalin na URSS. O PSDB criou mecanismo engenhosos para implementar as mudanças na sociedade, criou os PNDH 1 e 2, os projetos Nacionais de Direitos Humanos e por meio deles, fundamentou as metas dos fabianos e da Nova Ordem Mundial no Brasil.

Sucateamento, desmoralização e redução do contingente militar. Corte de verbas de programas militares, corte no orçamento de manutenção das Forças Armadas, congelamento de salários de comandantes, oficiais e soldados. Fechamento de postos militares nas fronteiras, demonização do Regime Militar e fim dos Ministérios do Exército, Marinha e Aeronáutica. Criação do Ministério da Defesa, criação de leis de indenização para bandidos, terroristas e guerrilheiros que formaram quadrilhas e institucionalizaram o crime organizado nos anos 60 e 70. Incentivaram o casamento gay, o homossexualismo, o racismo, a prostituição infantil, a destruição da família e o uso de drogas. Desestabilizaram a "direita política", criando vários partidos de esquerda e implementando um sistema eleitoral eletrônico e manipulável para que a esquerda não fosse ameaçada por outra ideologia. Criaram a lei do desarmamento, o estatuto da criança que originou a Lei do Menor, as bolsas assistencialistas, criaram o "indulto para bandidos", criaram a Lei para o consumo de pequenas frações de drogas, abriram caminho para a legalização de drogas, financiaram invasões e desapropriações de terras, criaram a política das Cidades, criaram 38 movimentos sociais e financiaram centenas de ONGS de esquerda. Implementaram a questão de distribuição e demarcação de terras indígenas, acirrando conflitos que originaram a criação da OIT-169 que hoje está em poder da ONU e que desmembra a Amazônia em 216 micro nações indígenas. Fortificaram movimentos contrários a religião, aboliram o ensino religioso nas escolas, difundiram a revolução cultural marxista, inflacionaram a violência urbana e rural, criaram o medo, o caos e a anarquia social. Por último criaram a possibilidade da aprovação do aborto e da desmilitarização das polícias militares, hoje nas mãos dos comunistas do PT.

Mas não foi só no campo ideológico que o PSDB difundiu sua política marxista golpista. Os tucanos comunistas criaram a impunidade parlamentar para sustentar a corrupção e imunizar a roubalheira do dinheiro público. Criaram esquemas de desvios de verbas, venderam estatais à preços de banana e engordaram as contas bancárias de seus políticos, de seu partido e de seus agentes que participaram dos golpes da privatização. Todos os envolvidos levaram comissões milionárias. Um terço do dinheiro da venda das estatais foi para alimentar a corrupção, bancar as campanhas de políticos tucanos e para a lavagem de dinheiro. Formação de quadrilha, crimes de Lesa pátria, corrupção e desvios de verbas, são apenas um dos crimes mais conhecidos e que foram rotina no governo de FHC. Inclusive FHC teve suas contas particulares e viagens, pagas com dinheiro da corrupção e da farsa das privatizações. As privatizações foram uma ORDEM e uma determinação dos Iluminatis e dos fabianos através do FMI e da ONU, e que serviu de pretexto para que os agentes de Soros penetrassem suas garras no mercado brasileiro. Tudo uma grande farsa que iludiu o mercado e também os idiotas úteis.

O PT é um partido que representa a esquerda marxista, Já foi meio fabiano pelas influências de FHC, mas adotou o radicalismo para compor a "Estrategia das Tesouras" de Lênin e dividir o poder com o PSDB. Lula não é um Illuminati, não foi aceito na seita por ser um apedeuta revolucionário, mas é bancado e manipulado por George Soros, pelos Rothschilds, pelos Onassis, pelos Ford, pelos Rockeffelers, pelos socialistas fabianos da seita Illuminatis e pelos demais agentes da Nova Ordem Mundial. Tanto Lula, quanto FHC recebem somas milionárias em "dólar" dessa gente controladora e manipuladora. FHC faz viagens de luxo pela Europa e quem banca tudo isso é a Open Society de George Soros. Soros, segundo a CIA e a KGB, é um dos maiores traficantes de drogas do mundo e um dos articuladores mundiais para a liberação das drogas e de políticas que monopolizem e estatizem o tráfico de drogas. Por isso Soros injeta bilhões de dólares na conta de FHC e sustenta a sua Comissão de Políticas de Drogas, um órgão que FHC dirige e que implementa a progressão do uso de drogas, incentivando a criação de Leis que monopolizem o comércio de drogas e sua liberação controlada. Querem se tornar os "traficantes legalizados" e os principais beneficiados pelos trilhões de dólares que movimenta o mercado ilegal das drogas no planeta.

Hoje no Brasil o PSDB fez o que os socialistas fabianos fizeram e ainda estão fazendo no mundo inteiro. São os agentes do comunismo. Abrem as portas do inferno para que os satanistas comunistas possam fazer o restante do trabalho sujo. PSDB e PT são a dupla perfeita, as criações de FHC e de Lula para institucionalizarem o comunismo no Brasil e em toda a América Latina. O PT já pegou todo o processo pronto e implementado pelos fabianos e pelos Illuminatis, a URSAL, União das Repúblicas Socialistas da América Latina já não é mais uma utopia dos livros escritos por FHC e nem é mais uma das utopias descritas nas resoluções e nas atas do Foro de SP. A URSAL, a república comunista ridicularizada pelos idiotas úteis e pelos agentes da desinformação que alimentam o sistema, hoje é uma realidade concreta e uma grande ameaça ao Brasil.

O Brasil já é um país comunista, uma pátria e um regime que não foram escolhidos pelos brasileiros e nem pelos conservadores. Meia dúzia de comunistas e de conspiradores decidiram o futuro do país. Hoje apenas 38 milhões de pessoas não compactuaram com o sistema, não apoiaram o sistema e não fizeram parte do sistema. 51 milhões votaram no socialismo fabiano e outros 54 milhões no socialismo marxista. Dos 51 milhões que apoiaram os fabianos, boa parte não se interessa por políticas e certamente, foram na onda vermelha que subia a maré. Outra grande parte é de idiotas úteis, a sociedade de manipulados criados por Gramsci e que alimentam o sistema. Do outro lado estão os 54 milhões que apoiaram o marxismo radical. Uma pequena parte destes alienados que votaram no PT, são de fato representantes da esquerda. São os militantes e fanáticos do marxismo. Outra parte constituem os bolsistas e dependentes do governo. Há ainda os idiotas úteis, os manipulados e os desorientados pelo sistema.

Cabe então uma pergunta? O que poderia ser feito pelos militares em um país com tantos comunistas, socialistas e idiotas úteis que alimentam e idolatram o sistema? será que vale à pena uma guerra civil para salvar um país que já é comunista à partir da vontade de seu próprio povo? Há 38 milhões de pessoas que aclamam por uma mudança e que não fizeram parte do sistema. Será que seria válido uma ação militar para defender essa minoria?

Agenda: Há milhões de pessoas ainda dominadas e manipuladas pelo sistema. O mesmo sistema hoje vigente no Brasil, e que foi implantado pelos fabianos, pelos Illuminatis e pelos marxistas radicais. É essa gente que está indo às ruas pedir a continuidade do sistema, que querem o impeachment da Presidenta atual do sistema para colocarem outra peça do sistema no lugar. Essa gente não tem noção ou ideia do que estão fazendo. O Brasil está perdido e nada vai mudar isso... Essa é a grande verdade... Levaria-se anos para se reconstruir a capacidade mental de milhões de pessoas que ainda estão alienadas e dopadas pelas doutrinas gramscistas e que continuam persuadidas e doutrinadas à alimentarem este sistema gramscista. A grande parede do sistema ainda está entre o que é real, puro e verdadeiro e o grande mal.

Mas esta não é a questão, não há como se mudar os rumos do país e nem os rumos impostos pela UNASUL que decretou a unificação da América Latina, um sonho do ditador psicopata Fidel Castro, de Lula e de FHC. Mas há uma maneira sim, de se derrubar o sistema no Brasil, de quebrar as pernas do Foro de SP, de paralisar ou adiar as pretensões dos Illuminatis e dos fabianos da Nova Ordem Mundial: A consciência de todos. ACORDA BRASIL!



sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Dissidentes do Socialismo Real

Por Carlos I. S. Azambuja (Historiador)



“O Partido dos Trabalhadores é uma associação voluntária de cidadãs e cidadãos que se propõem a lutar por democracia, pluralidade,solidariedade, transformações políticas, sociais, institucionais, econômicas, jurídicas e culturais, destinadas a eliminar a exploração, a dominação, a opressão, a desigualdade, a injustiça e a miséria, com o objetivo de construir o socialismo democrático”.(Artigo 1º do Estatuto do Partido dos Trabalhadores)


Socialismo Democrático é uma teoria e conceito político reformista, segundo o qual a transformação do capitalismo em socialismo seria possível por meio de reformas democráticas (“Pequeno Dicionário Político”, Edições Progresso, Moscou, 1984).

Quando alguém examina livros, revistas e folhetos dos partidos comunistas,verifica um fato surpreendente. Em nenhuma parte da interminável verborréia que pretende abordar o político-social encontra-se qualquer referência ao indivíduo.

Página após página, podem ser lidos os termos “massas”, “proletariado”, “burguesia”, “mercenários do capitalismo”, “reformistas”, “revisionistas”, “renegados” e, sempre, em toda a parte, referências à “vanguarda revolucionária do proletariado”, ou seja, ao partido.

Toda a vez que qualquer membro do partido é referido, ele é esterilizado psicologicamente e tirada a sua individualidade. É convertido em “camarada”, “quadro” ou “companheiro”.

Não é por acidente que o ser humano está ausente desses escritos. O indivíduo não tem cabimento na teoria e nos programas dos partidos comunistas, pois a ideologia só se interessa pelo homem como membro de uma classe e, no que se refere ao programa partidário, as pessoas são referidas como massas.

Isso porque a doutrina científica sempre foi apresentada como um todo sistemático de conhecimentos de caráter universal, atribuindo à classe operária uma missão emancipatória. Ela – a doutrina portanto, não pode ser obra de qualquer um. Nem do indivíduo e nem da classe operária, mas sim elaborada numa instância superior e privilegiada denominada Comitê Central do partido. E o partido, como um todo, é o encarregado de introduzí-la na classe operária e nos indivíduos como uma espécie de alma é introduzida numa matéria capaz, por si só, de uma atividade vegetativa apenas.

Daí a classe operária e os indivíduos terem sido sempre encarados como um mero instrumento nas mãos de seleto grupinho de revolucionários profissionais.

Certa vez, um matemático definiu a Álgebra como a ciência dos preguiçosos, pois sem conhecer o valor de x, opera-se como se ele fosse conhecido. No caso das organizações, grupos e partidos que ainda insistem num boca-a-boca no marxismo-leninismo, x representa as massas anônimas, o povão. Atática consiste, então, em operar com esse x, sem qualquer preocupação em conhecer sua natureza real.

Na medida em que o indivíduo siga sendo ele mesmo, diz-se que está animado por interesses e esperanças pessoais; é sensível às dúvidas, é capaz de ser tocado pelo mistério da vida, torna-se imprevisível e capaz de ater-se às suas próprias opiniões.

As mesmas qualidades que fazem dele um indivíduo o desqualificam para os fins partidários.

Tende demasiado a não ser facilmente convencido, a mostrar-se cético, a aborrecer-se pelas reiteradas abstrações próprias da ideologia comunista, a duvidar do método, a manter uma opinião própria mesmo depois de ter sido convertido à “linha partidária” e a simpatizar ou antipatizar com seus semelhantes sem permissão da “nomenklatura” encastelada nos Comitês Centrais.

Em conseqüência, não é confiável. É passível de transformar-se em inimigode classe, agente de si mesmo, ator e não mais instrumento da razão-de-partido, do espírito-do-partido, por ter decidido transformar-se num indivíduo singular e não mais em um dos, por ter-se tornado um ser bastante  louco, bastante irresponsável, por querer marcar a História do movimento aque pertence com sua iniciativa pessoal. Por tudo isso, necessita ser “desenvolvido” e “integrado à massa”, ou mesmo, em último caso, “justiçado” (como já ocorreu várias vezes no Brasil), a fim de que o partido cumpra sua “missão histórica”, pois, de acordo com a “doutrina científica”, todos os aspectos do ser humano que não se prestem à sua politização, são burgueses.

Para os comunistas a dissidência é comparada a um crime e o dissidente deve ser tratado como um criminoso.

Durante os 70 anos em que, dialeticamente, o socialismo real nasceu, desenvolveu-se, cresceu e feneceu, foram vários os dissidentes e contestadores, em todas as latitudes, da “doutrina científica”.

O mais conhecido, todavia, talvez tenha sido o iugoslavo Milovan Djilas, nascido em 1911, considerado um herege pelo mundo comunista do pós-Guerra. Após estudar Literatura e Direito na Universidade de Belgrado, filiou-se ao Partido Comunista e, em 1938, aos 27 anos, foi nomeado membro do Comitê Central do Partido Comunista (Liga ComunistaIugoslav) pelo então Secretário-Geral Josip Broz Tito, transformando-se em um dos seus mais fiéis assessores. Por alguns anos foi Ministro da Informação e Propaganda e vice-presidente da República.

Desempenhou várias missões políticas junto à União Soviética e foi considerado um dos responsáveis pelo rompimento de Tito com Moscou, após rejeitar, em 1948, todas as propostas e tentativas soviéticas de transformar a Iugoslávia em mais um satélite.

A partir daí, Djilas começou a demonstrar as evidências de uma profunda mudança ideológica. Desiludido com as propostas do stalinismo e com a própria linha política adotada pela Liga Comunista de seu país, defendeu, em uma seqüência de artigos publicados no jornal porta-voz da Liga, o “Borba”,  a tese de que os rumos da revolução deveriam ser revistos e de que naquele momento já se tornava necessária uma maior liberdade de opinião e um abrandamento do controle do partido sobre o Estado e sobre todo o povo. Em 1954, foi ainda mais longe, ao formular duras críticas ao modo de vida e à moralidade dos que se apoderaram do poder, não apenas na Liga, mas também na União Soviética e demais países da Europa Oriental.

Afastado de suas funções no governo e expulso da Liga, Milovan Djilas concedeu uma série de entrevistas a jornais estrangeiros, condenando o regime iugoslavo, o que o levou à prisão por três anos.

Foi quando escreveu o seu mais importante livro, “A Nova Classe”, que em 1967 foi editado no exterior. Esse livro é uma reflexão sobre os objetivos do stalinismo ao lutar para destruir a classe capitalista, supostamente exploradora, antevendo o surgimento de uma nova classe dirigente: a burocracia política à qual deu o nome de nomenklatura.

Em razão desse livro, Djilas foi novamente condenado. Desta vez a sete anos de prisão, dos quais cumpriu a metade. Em 1962, voltaria ao cárcere, condenado por escrever o livro “Conversações com Stalin”. Nessa época, Djilas ainda acreditava que poderia permanecer sendo um comunista e, ao mesmo tempo, um homem livre. Finalmente, em 1970, escreveu “Além da Nova Classe”, livro no qual defendeu a tese de que a ideologia comunista se encontrava em estado de putrefação e não mais era aceita como instrumentode organização de uma sociedade, nem mesmo pelos próprios comunistas.

Vinte anos depois, a queda do Muro de Berlim e o desmantelamento do socialismo real confirmariam essa previsão.

Milovan Djilas faleceu em 20 de abril de 1995. Um ano e meio antes de sua morte, escreveu uma série de três artigos, descrevendo os grandes momentos de sua vida e sua visão sobre o futuro do socialismo. A imprensa, em maio de 1995, publicou essa série de artigos. O último deles, “O Futuro do Socialismo Democrático”, indiscutivelmente foi o mais importante.

A futura ideologia do socialismo democrático – afirma Djilas - não deverá representar obstáculo para as conquistas do capitalismo, como a eficiência e a rentabilidade das empresas. O problema central consistirá no modo de distribuir a riqueza sem prejudicar o bom andamento da economia e, simultaneamente, promover uma sociedade baseada em relações mais humanas e solidárias. Quanto mais diferenciada, melhor e mais criativa será a sociedade, pois o certo é que sempre existirão no mundo injustiças e desigualdades, reconheceu Milovan Djilas.

Ou, segundo as palavras do historiador marxista Eric Hobsbawn, “a sociedade, qualquer que seja, produz desigualdades assim como combustíveis fósseis produzem poluição”.

Somente em 1989, quando o desmoronamento do socialismo já era um fato na Europa Oriental, foi autorizada em seu país a edição de seus 14 livros.

Djilas era um crente. Um crente no comunismo. E apenas um crente pode tornar-se um herege.

Fonte: Alerta total

sábado, 10 de janeiro de 2015

Quatro perguntas para Maha Abdelaziz, professora do Centro Islâmico de Brasília

A entrevista espantosa, enviada por um amigo, deve fazer as pessoas refletirem. Se uma professora da Centro Islâmico assim fala, como agirão os seus alunos? Que tristeza! Cabe ao Ministério Público e à Justiça a interpelação da senhora docente. Com sua fala, ela viola muitas leis internacionais e nacionais. Deve se responsabilizar pelo que diz e por inventivar atos.

Gabriel Garcia no Noblat

Como a comunidade muçulmana avalia os ataques radicais, como o ocorrido na França?

Claro que eu não sou favorável ao terrorismo, à matança, ao derramamento de sangue, mas morrem nove pessoas e o mundo vira de ponta a cabeça. Morreu um milhão de pessoas no Egito, na Síria, na Palestina, em Borno (Nigéria), mas ninguém fala nada. Um dia antes do acontecimento na França, morreram milhares de muçulmanos em Borno. Os muçulmanos estão sendo perseguidos.

Qual a orientação a respeito das críticas feitas à religião?

Não pode haver agressão, não aceitamos que se agrida moralmente ninguém. Isso é uma agressão. Eles (jornalistas do Charlie Hebdo) tiveram um ato violento moralmente. Foi uma crítica moral ao nosso profeta.

Ataques radicais não comprometem a credibilidade muçulmana?

Claro. A religião muçulmana é uma religião da paz. Quando respondi a primeira pergunta, demonstrei indignação com a opinião do mundo. Quando morre meia dúzia de não muçulmanos, o mundo vira de ponta a cabeça, sendo que estão morrendo milhares de muçulmanos e o mundo fica olhando de camarote.

Como separar os muçulmanos fieis, aqueles pacíficos, dos radicais?

Tais termos são plantados para denegrir a imagem dos muçulmanos. Não existe terrorista, radical. Todo mundo tem o sangue quente. Como massacram os muçulmanos no mundo inteiro e não querem uma reação? Cada ação tem uma ação do mesmo tamanho e no sentido contrário. Seria tolo e idiota tanta violência, tanto massacre e ficarmos olhando. Esses ataques que vocês chamam de terrorista é uma resposta a tanta barbaridade que acontece contra os muçulmanos. Nossa religião não incentiva violência, jamais incentiva derramamento de sangue, só que infelizmente essa é a resposta à crueldade. Vocês podem esperar coisa pior.

Fonte: Contra a raison d'état

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015