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quarta-feira, 31 de maio de 2017

A falsa crença da ideologia marxista de que os poderosos ficariam cada vez mais poderosos, aumentando a injustiça do sistema.

Por Nassim Nicholas Taleb


Quando eu era criança, existiam teorias sobre a luta de classes e sobre embates entre indivíduos inocentes e corporações monstruosas e poderosas capazes de engolir o mundo. Qualquer um com fome intelectual era alimentado com essas teorias, que foram herdadas da crença marxista de que as ferramentas da exploração eram autossustentáveis, de que os poderosos ficariam cada vez mais poderosos, aumentando a injustiça do sistema. Mas bastava olhar em volta para que se visse que os grandes monstros corporativos morriam como moscas. Pegue uma amostra do tipo seção transversal (noss section) das corporações dominantes em qualquer momento determinado; muitas delas terão encerrado as atividades algumas décadas depois, enquanto firmas sobre as quais ninguém ouviu falar terão surgido no cenário a partir de alguma garagem na Califórnia ou de algum dormitório universitário.

Considere a seguinte estatística séria: das quinhentas maiores companhias americanas em 1957, quarenta anos depois apenas 74 ainda faziam parte dos eleto grupo da Standard and Poor’s 500. Poucas haviam desaparecido em fusões; o resto encolheu ou faliu.

É notável que quase todas essas grandes corporações estavam situadas no país mais capitalista do mundo, os Estados Unidos. Quanto mais socialista fosse a orientação de um país, mais fácil era para os monstros corporativos permanecerem em cena. Por que o capitalismo (e não o socialismo) destruiu esses ogros?

Em outras palavras, se forem deixadas em paz, as companhias tendem a ser engolidas. Aqueles a favor da liberdade econômica alegam que corporações bestiais e gananciosas não oferecem ameaça alguma porque a competição as mantém sob controle. O que vi na Wharton School convenceu-me de que o motivo real por trás disso inclui uma grande porção de outra coisa: acaso.

Mas quando as pessoas discutem o acaso (o que fazem raramente), em geral, olham para a própria sorte. A sorte dos outros conta muito. Outra corporação pode ter sorte graças a um produto de enorme sucesso e tomar o lugar dos vencedores atuais. O capitalismo é, entre outras coisas, a revitalização do mundo graças à oportunidade de se ter sorte. A sorte é o grande equalizador, porque quase todos podem ser beneficiados por ela. Os governos socialistas protegiam seus monstros e, fazendo isso, matavam novatos em potencial antes mesmo que nascessem.

Fonte: Texto extraídos do livro “A Lógica Do Cisne Negro” – PDF, aqui

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