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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Dois artigos sobre o estado totalitário atual



O ESTADO MODERNO É O MAL. A ESSÊNCIA DO MAL É FAZER A GUERRA MATANDO SERES HUMANOS DE AMBOS OS LADOS. QUANTO MAIS MELHOR. 

Hannah Arendt
por Nivaldo Cordeiro

O filme de Margarethe Trotta sobre Hannah Arendt é sublIme. Um relato conciso e fiel da vida da filósofa, centrado no caso Eichmann. A atriz que vive Arendt é ótima. A narrativa é muito boa, não cansa. Mas o espetacular é dizer que Hannah quis fazer a reportagem/livro.

A obsessão de Arendt é a minha: explicar o mal. Eu tenho colocado minhas energias inteiras nisso, tanto o grande mal quanto aquele cotidiano. Não é possível falar do mal sem falar das grandes guerras, do nazismo e do comunismo. Ali forças cósmicas interagiram para maximizar a morte.

 É especialmente sensível em Hannah Arendt sua visão de que o mal está tanto do lado dos opressores como das vítimas. Sofreu calúnias por isso. Não obstante a genialidade de Hannah Arendt, ela falhou ao explicar a origem do mal. E, pior, perdeu-se na proposição de como preveni-lo. Sua ideia dos direitos humanos como meio de prevenção é romântica e errada.

E fraca, Vemos hoje esses direitos serem transformados em opressão. Na verdade, a ideia de direitos humanos fundada no jus-naturalismo é parte do problema. Está na gênese do mal político. O mal é o Estado moderno. Não podemos compreender nem o nazismo e nem o comunismo sem que estudemos a verdade histórica. Ambos filhos do esteticismo alemão.

O esteticismo alemão, por sua vez, é filho da Reforma e das ideia neoplatônicas do Renascimento. A emergência do Estado nacional se dá aí. O poder de Estado foi separado de sua fonte transcendente e compreendido como amoral. O desvalor da vida humana acontece nesse instante. O novo Estado fundou o novo direito abstrato moderno, em suas variações. O jus-naturalismo foi precursor do positivismo jurídico radical.

No nazismo e no comunismo o poder Executivo se confunde com o Legislativo. Tanto Hitler como Stalin avocaram a si a Vontade Geral. Legislaram. Claro, legislaram movidos pela visão demoníaca de que estavam possuídos. A morte era o objetivo único, o resto era meio. O mal absoluto. A inspiração primeira de toda a tragédia está na obra de Goethe. Penso que, com ironia, a diretora pôs um personagem que fala do pai que o cita. Citação de Mefisto: “Sangue é um extrato muito especial”. É só isso que Satã sempre quis massacrar os homens, e no século XX conseguiu.

 Nisso Hannah Arendt estava certa, em responsabilizar todos. Vemos que os generais nazistas e comunistas mandaram seus povos à morte. Impiedosamente. E o fizeram porque tanto fazia quem seria tornado defunto. O livro de Jonathan Littell (AS BENEVOLENTES) é espetacular sobre isso. Hannah Arendt não percebeu que o único antídoto contra o totalitarismo é o retorno ao direito natural. Ou seja: o fim do Estado moderno como é. E não estamos livres dessas forças. O Estado atual torna-se mais e mais policialesco e um homem diante dele nada vale. A impiedade amoral de Eichmann eu vejo todo dia em policiais, fiscais da Receita e no Judiciário. O homem é apenas um cliente de suas taras. Uma narração da psicologia dessas gentes tomadas pelo instinto de morte pode ser vista no livro TEMPESTADE DE AÇO, de Ernst Jünger. Este autor foi combatente alemão na I e II Guerra Mundial. Matar e morrer para os fanático do front era a mesma coisa. Morria-se dos dois lados da trincheira.

Aterrador saber que, de uma hora para outra, forças podem ser liberadas para a matança, em larga escala. Com a tecnologia atual muito eficiente. Os mesmo elementos que aturaram antes atuam agora. Governantes amorais, satanistas ou, no mínimo, ateus movem os cordéis. Zumbis de Satã. De novo está tudo pronto para uma Shoah, a grande calamidade, em larga escala. E não apenas judeus serão queimados. Destruição em massa. É preciso ver o filme e tentar, no mínimo, entender o legado da grande Hannah Arendt. Para mim uma heroína.

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GERAÇÃO ESTADO-DEPENDENTE
Por Jordanio Ribeiro


Que tipo de sociedade queremos para o Brasil?


Toda sociedade possui uma cultura ou lógica existencial capaz de desenvolver sinapses cerebrais em seus indivíduos – meio que automaticamente, uma vez que é assim que a vida individual se insere e passa a fazer sentido na coletividade – predispondo-os a se sobressaírem no desenvolvimento de certas características peculiares.


Assim, é “natural” que uma geração nascida numa sociedade beligerante desenvolva atributos e habilidades próprios de guerreiros. Numa sociedade assim os covardes certamente virariam párias! Do mesmo modo, espera-se que uma criança sul-coreana se torne um cientista, pois naquele país há uma política de Estado clara e séria (há não muito tempo implantada) de desenvolvimento educacional e tecnológico.


Nessa mesma toada assistimos hoje no Brasil a construção de uma sociedade de vagabundos: uma “Geração Estado-Dependente”. (Nota: vagabundo aqui, não primeiramente no sentido de delinquente segundo o jargão policial, mas sim como qualificação do preguiçoso que não valoriza o mérito pessoal, que não se esforça para estudar e trabalhar visando a seu próprio progresso)



O “BOLSISMO” – implantado na esfera federal no governo do PSDB e intensificado no governo do PT, que numa jogada eleitoreira oportunista usurpou sua paternidade e maternidade – é o pai e a mãe dessa “Geração Estado-Dependente”. O próprio ex-presidente Lula vaticinou seu nascimento quando logo no início do seu primeiro mandato em visita ao nordeste do país disse mais ou menos isso: “antigamente, quando chovia o sertanejo corria, pegava sua enxada e ia plantar seu feijão, sua macaxeira... mas, com essas bolsas-esmola, ninguém quer mais isso, pois sabe que receberá um vale-isso, um vale-aquilo”.


Antes que os monopolistas da justiça e bem social universal comecem a berrar, quero deixar claro que sou favorável sim! a certas medidas assistencialistas pontuais destinadas de fato aos pobres, porém o que se assiste hoje é a uma descarada compra de votos oficializada através dos inúmeros programas sociais. (O perfil dos beneficiários do Bolsa-Família foi ilustrado por aquela senhora no Ceará que no contexto da boataria do fim do Bolsa-Família disse mais ou menos isso em entrevista: “eu fui depositar o dinheiro na poupança do meu esposo, como faço todo mês, e como eu já estava lá na lotérica aproveitei pra ver o meu bolsa-família, daí consegui sacar dois meses juntos”. Vamos lá: a verdade é que a gente poupa o que excede à satisfação das necessidades básicas)


Sim, diga-se de propósito: sou contra o tal do “passe-livre”. “Não existe almoço grátis”. Ônibus, combustível, motoristas... não caem do céu. Alguém tem que pagar por isso. Lógico, também sou contra a máfia “empresas de ônibus x políticos”, sou contra a tarifa elevada e a péssima qualidade do serviço prestado (sim, uso transporte público numa média de 50% dos meus deslocamentos para o trabalho, e não tenho gratuidade), sou contra também políticos vagabundos. (Nota: vagabundo aqui, primeiramente no sentido mesmo de delinquente, segundo o jargão policial) Mas, vamos combinar: se diante da satisfação de um DESEJO dos mais idiossincráticos, como por exemplo, o cidadão querer se deslocar da Augusto Montenegro para a Praça da República, afim de curtir um bom e velho rock’n roll, o Estado estiver obrigado a levá-lo e trazê-lo gratuitamente, o que esse mesmo cidadão esperará desse mesmo Estado diante de NECESSIDADES básicas suas, como alimentação e moradia? Ora, ora... se é meu direito ter meus DESEJOS satisfeitos pelo “Estado-Babá”, por qual lógica não seria meu direito também a satisfação de minhas NECESSIDADES por esse mesmo “Estado-Babá”?



O meu desejo é que o Brasil, primeiramente, garanta o direito natural à vida por não mais permitir que seus cidadãos sejam assassinados, pois essa é uma das razões fundamentais da existência do Estado (no Brasil são cerca de 50 mil assassinatos por ano ou 20,4 assassinatos por 100 mil habitantes – a ONU considera estado de violência epidêmica taxas acima de 10 mortes violentas por 100 mil habitantes). Depois, meu desejo é que o Brasil cumpra sua obrigação constitucional de prover educação que capacite e qualifique seus cidadãos para tocarem suas próprias vidas com dignidade,
formando assim uma sociedade que trabalha e tem condições de pagar, inclusive, pelo seu próprio “pão e circo”.


jordanio ribeiro – Perito Criminal
jorda10@gmail.com

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