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quarta-feira, 7 de maio de 2014

O CONAR que se foda!



EFEMÉRIDES QUE REALMENTE IMPORTAM
Por Olavo Pascucci

Amanhã é fevereiro, e os pederastas que, depois do passamento do Dr. Roberto, passaram a gerir a Rede Globo (essa corja vil que, quando não está manjando a rola dos nativos de Asa Branca, Curicica, ali pertinho do Projac, está legislando sobre a proscrição da expressão castiça "perigo de vida" ou sobre a proibição do uso do artigo definido feminino antes do nome da Juventus, Internazionale ou Roma) começarão a martelar os nossos bagos com material relacionado ao carnaval. Pederastas que são, têm naturalmente uma visão distorcida da serventia da festa e, em vez de bombardear-nos com closes de bordas marrons de lortos a ultrapassar a tanga diminuta atolada nos entrefolhos dalguma vagabunda global ou não, pretendem submeter-nos a insistentes sessões de memorização de letras de sambas-enredo perfeitamente descartáveis. O leitor que porventura tiver os colhões de adamantium poderá, ainda, expor-se a mesas-redondas inteligentíssimas em que se debaterá sobre o caráter transgressor do desfile do Joãosinho Trinta em 1989 ou sobre o uso da metalinguagem em Bumbum Paticundum Prugurundum (o samba que fala de samba, vejam que prodígio). Tudo isso, claro, em detrimento da exibição muito mais proveitosa das Olimpíadas de Inverno, que renderiam muito melhores punhetas com a exibição de polaquinhas chupabilíssimas de quatro a esfregar o chão (num desporto decerto idealizado por algum degenerado leitor de Casa Grande e Senzala).

Não me restam dúvidas, portanto, de que, com esse mindset homossexual a condicionar a gestão dos negócios do carnaval, o dia 6 de fevereiro próximo passará em branco na grade da Vênus Platinada — como se não se tratasse, para a cultura pátria, de data tão importante quanto a da publicação de Grande Sertão: Veredas (que, se eu entendi bem, é um livro sobre um paraíba que quer comer o cu de outro paraíba, e arrebenta-lhe os entrefolhos mesmo quando descobre que o segundo paraíba é na verdade portador de um bucetão perfeitamente aproveitável). Ora, caralhos ma fodam, foi nessa mesma data, no ano da Graça de 1989, que uma senhorita de nome Enoli Lara pela primeira vez exibiu uma xavasca humana (as bovinas já o fizera o Globo Rural em mais de uma ocasião) em rede nacional de televisão, enquanto saltitava aos versos de Festa Profana, da União da Ilha do Governador. Constrangida, depois, a explicar-se a um auto-da-fé de repórteres homossexuais, a brava Enoli negou que tivesse desfilado nua: — Estou de botas, como bem se vê.

Só a exibição da buceta até à pleura, somada ao panache da resposta, já deveriam bastar para inscrever o nome de Enoli Lara em fulgurantes letras roxas (roxo-cu) na História da cultura brasileira. Isso se a então moçoila já não fosse semicelebridade de alguma rodagem. No ano anterior, 1988, sempre pela União da Ilha, desfilara com todo o time do Flamengo sem nem botas — apenas com a xavasca escamoteada por elegantes chamas em vermelho e preto, que da prexeca se irradiavam até os ombros, como que a indicar que, também na sua xavasca, quem manda nesta porra é a torcida do Urubu (todos os 40 milhões). Alguns anos antes, tornara-se referência obrigatória na jurisprudência pátria, depois de ganhar em juízo uns trocados do BANERJ, que exibira apenas o lorto da jovem modelo — sem cara, sem nome, sem HP — em propaganda televisiva. Até os dias que correm, não há professor de Direito Civil que não cite algo contrariado o nome de Enoli Lara, enquanto caminha com visível dificuldade rumo ao quadro-negro, ao explicar o conceito de direito à imagem a seus pupilos.

Foi a performance ginecológica de 1989, no entanto, que mudou para sempre, e para pior, os rumos do carnaval e da televisão brasileira. À visão da pentelhama hirsuta e das bordas da racha que nela mal se escondiam, entraram em pânico diretores de programação, acionistas, jurados e carnavalescos. Baixou-se a regra de que buceta, não. No ano seguinte, a modo de protesto, o indefectível Joãosinho Trinta resolveu ilustrar o enredo Todo o mundo nasceu nu com a imagem constrangedora de Jorge Lafond com o corpo todo, poronga inclusive, coberto de purpurina. Novamente se reúnem executivos globais e, algo menos convictos que da vez primeira, alguns ainda salivando, decretam que está terminantemente proibido desfilar com "a genitália desnuda, pintada ou decorada".

Os historiadores e críticos de arte não percebem — talvez pela mais absoluta falta de curiosidade intelectual por essas coisas de buceta —, mas acabaram ali os anos 80 no Brasil. O mundo ainda esperaria alguns meses, até a queda do Muro de Berlim e a conseqüente abertura da Hungria e da República Tcheca ao trabalho pioneiro dum Woodman ou dum Stagliano, que inauguraram a estética dos anos 90. O Brasil, no entanto, caminhou na direção contrária, e o ambiente libertário da Nova República foi aos poucos cedendo a vez ao obscurantismo e à perobagem. Ao se proibirem bucetas nas transmissões carnavalescas, estavam lançadas as sementes que, um dia, frutificariam no CONAR, com seus auditores pederastas a desfazer-se em singulares ataques de pelanca a qualquer sugestão de que pussy sells.

É, portanto, tomado de profunda nostalgia que eu encareço o leitor amigo a desocupar também a mão direita para juntar-se a mim numa salva de palmas à srª. Enoli Lara e à época que ela encarnou melhor do que ninguém. Uma época em que banco comercial tinha a desfaçatez de vender caderneta de poupança e fundos overnight com imagens de lortos femininos — e todo o mundo achava normal. Uma época em que propaganda de iogurte tinha a castimônia de mostrar mulher babando Danoninho em cima das próprias mamas, numa sugestão evidente de que, para além das funções alimentares, os peitos estão ali para a prática da espanhola e do pearl necklace, e o CONAR que se foda. Uma época em que jogador de futebol — nosso role model quintessencial — apreciava vagabunda em lugar de travesti, e os clubes sancionavam e sacramentavam a prática botando prostitutas de renome para desfilar seminuas, até a prexeca pintada de vermelho e preto, antes de cada final.

Criança, não verás nunca mais país nenhum como este! Se fodeu!


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