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segunda-feira, 23 de maio de 2016

As origens do politicamente correto

Por William Lind (Bill Lind)

Qual é a origem de tudo o que você ouve falar atualmente: o feminismo vítima, o movimento dos direitos dos homossexuais, as estatísticas inventadas, a história reescrita, as mentiras, as demandas e todo o resto? Pela primeira vez na nossa história, os americanos são obrigados a ter medo do que dizem, do que escrevem e do que pensam. Eles têm medo de usar a palavra errada, uma palavra descrita como ofensiva, ou insensível, ou racista, ou sexista ou homofóbica.

Especialmente neste século, vimos isso acontecer em outros países. E nós sempre o encaramos com uma mistura de piedade, e para ser sincero, alguma satisfação, porque nos parecia tão estranho que pessoas permitissem que uma situação se desenvolvesse na qual as pessoas ficassem com medo das palavras que usavam. Mas agora esta situação se instalou neste país. Ela apareceu primeiramente nos campi universitários, mas está se espalhando por toda a sociedade. De onde isso vem? O que é isso?

Nós o chamamos de "politicamente correto- PC ". O nome originou-se como uma espécie de piada, literalmente, em uma história em quadrinhos, e na época achávamos que ele não era muito preocupante. Pelo contrário, é muito sério. É a grande doença do nosso século, a doença que já deixou dezenas de milhões de mortos na Europa, na Rússia, na China, na verdade, em todo o mundo. É a doença da ideologia. O PC não é engraçado. O PC é muito sério.

Se olharmos para ele analiticamente, se o olharmos historicamente, rapidamente descobriremos exatamente o que é. O Politicamente Correto é o marxismo cultural. É marxismo transportado de termos econômicos para termos culturais. É um esforço que nasce não nos anos 1960 com seus hippies e o movimento pela paz, mas sim na Primeira Guerra Mundial. Se compararmos os princípios básicos do politicamente correto com o marxismo clássico, os paralelos ficam muito óbvios.

Inicialmente, ambos são ideologias totalitárias. A natureza totalitária do politicamente correto agora é revelada claramente nos campi universitários, muitos dos quais, neste momento, são pequenas cópias da Coréia do Norte, onde o aluno ou docente que se atreve a transpor qualquer uma das linhas estabelecidas por grupos feministas ou ativistas dos direitos dos homossexuais, ou o grupo local de ativistas negros ou hispânicos, ou qualquer um dos outros grupos "vítimas santificados” que giram em torno do PC, rapidamente se encontra em apuros judiciais. Dentro do pequeno sistema legal da universidade, eles enfrentam acusações formais - alguns processos já se tornaram padrões - e punição. Isso é uma pequena amostra do futuro que o politicamente correto pretende para a nação como um todo.

Na verdade, todas as ideologias são totalitárias porque a essência de uma ideologia (eu gostaria de observar que o conservadorismo corretamente entendido não é uma ideologia) é utilizar alguma filosofia e dizer, com base nesta filosofia, que certas coisas devem ser verdades - como que a história inteira da nossa cultura é a história da opressão das mulheres. Como a realidade contradiz isso, a realidade deve ser proibida. Com isso torna-se proibido tomar conhecimento da realidade de nossa história. As pessoas devem ser forçadas a viver uma mentira, e já que as pessoas naturalmente relutam em viver uma mentira, eles, de forma insuspeita, usam seus ouvidos e os olhos para desviar o pensamento e dizer: "Espere um minuto. Isso não é verdade. Eu posso ver que isso não é verdade", o poder do Estado deve ser colocado antes do questionamento de viver uma mentira. É por isso que a ideologia, invariavelmente, cria um estado totalitário.

Em segundo lugar, o marxismo cultural do politicamente correto, como o marxismo econômico, tem um único fator para a explicação da história. O Marxismo Econômico diz que toda a história é determinada pela propriedade dos meios de produção. O Marxismo Cultural, ou politicamente correto, diz que toda a história é determinada pelo poder, pelo qual grupos definidos em termos de raça, sexo, etc, têm poder sobre os demais grupos. Nada mais importa. Toda a literatura, na verdade, é sobre isso. Tudo no passado é sobre essa única coisa.

Em terceiro lugar, tal como no marxismo econômico clássico, certos grupos, ou seja, trabalhadores e camponeses, são sempre bons, e os outros grupos, ou seja, a burguesia e os capitalistas, são sempre maus. No marxismo cultural do politicamente correto certos grupos são bons - mulheres feministas (apenas as mulheres feministas, mulheres não- feministas são consideradas como se não existissem), os negros, hispânicos, homossexuais. Esses grupos estão determinados a serem "vítimas", e, portanto, automaticamente bons, independentemente do que qualquer um deles fizer. Da mesma forma, os brancos são determinados automaticamente a serem maus, tornando-se o equivalente da burguesia no marxismo econômico.

Em quarto lugar, tanto o marxismo econômico como o cultural dependem de desapropriação. Quando os marxistas clássicos, os comunistas, se apoderaram de mais de um país como a Rússia, eles expropriaram a burguesia, tirando sua propriedade. Da mesma forma, quando os marxistas culturais tomam um campus universitário, eles o expropriam através de coisas como as quotas para admissões. Quando um estudante branco com qualificações superiores tem negada sua admissão para uma faculdade em favor de um negro ou latino-americano que não é tão bem qualificado, o estudante branco é expropriado. E, de fato, a ação afirmativa, em toda a nossa sociedade de hoje, é um sistema de expropriação. Empresas cujos donos são brancos não conseguem contratos, porque o contrato está reservado para uma empresa de propriedade de, digamos, hispânicos ou mulheres. Assim, a expropriação é uma ferramenta básica para ambas as formas de marxismo.

E, finalmente, ambos têm um método de análise que automaticamente dá as respostas que eles querem. Para o marxista clássico, é a economia marxista. Para o marxista cultural, é a desconstrução. A desconstrução toma essencialmente qualquer texto, remove todo o seu sentido e re-insere nele qualquer significado desejado. Assim, encontramos, por exemplo, que toda obra de Shakespeare é uma opressão às mulheres, ou a Bíblia é, na verdade, racista e anti-feminina. Todos estes textos simplesmente tornam-se dispensáveis, o que prova que "toda a história é sobre quais grupos têm poder sobre que outros grupos." Então os paralelos são muito evidentes entre o marxismo clássico aos que estamos familiarizados da antiga União Soviética e o marxismo cultural que vemos hoje como politicamente correto.

Mas as semelhanças não são acidentes. Os paralelos não vieram do nada. O importante é que o politicamente correto tem uma história, uma história que é muito mais do que acreditam muitas pessoas que não pertencem ao pequeno grupo de acadêmicos que estudaram isso. E a história começa, como eu disse, na Primeira Guerra Mundial, assim como muitas patologias que estão hoje desmoronando nossa sociedade, e de fato, a nossa cultura.

A teoria marxista dizia que quando a guerra geral européia chegasse (como veio na Europa, em 1914), a classe operária em toda a Europa iria se levantar e derrubar seus governos - os governos burgueses - porque os trabalhadores tinham mais em comum uns com os outros através da fronteiras nacionais do que eles tinham em comum com a burguesia e a classe dominante em seu próprio país. Bem, 1914 chegou e isso não aconteceu. Em toda a Europa, os trabalhadores reuniram-se diante de sua bandeira nacional e foram felizes para lutar entre si. O Kaiser apertou as mãos dos líderes do Partido Social Democrático marxista na Alemanha e disse então que agora não havia partido, existiam apenas os alemães. E isso aconteceu em todos os países da Europa. Então, alguma coisa estava errada.

Os Marxistas sabiam, por definição, que isso não podia ser a teoria. Em 1917, finalmente, conseguiram dar um golpe marxista na Rússia e parecia que a teoria estava funcionando, mas ela parou novamente. Ela não se difundiu e quando foram feitas tentativas de a espalhar imediatamente após a guerra, como a tomada de Berlim, como o governo de Bela Kun, na Hungria, como a Munique Soviética, os trabalhadores não as apoiaram.

Assim, os marxistas tinham um problema. E dois teóricos marxistas tentaram resolvê-lo: Antônio Gramsci na Itália e Georg Lukacs na Hungria. Gramsci disse que os trabalhadores nunca perceberiam os verdadeiros interesses de sua classe, conforme definidos pelo marxismo, até serem libertados da cultura ocidental, e particularmente da religião cristã - que eles não viam seus verdadeiros interesses de classe por estarem cegos pela cultura e religião. Lukacs, que foi considerado o mais brilhante teórico marxista desde o próprio Marx, disse em 1919, "Quem irá nos salvar da civilização ocidental ?" Ele também teorizou que o grande obstáculo à criação de um paraíso marxista era a cultura: a civilização ocidental em si .


Lukacs tem a chance de colocar suas ideias em prática, porque quando o governo bolchevique de Bela Kun se estabeleceu na Hungria, em 1919, tornando o parlamento bolchevista, ele se torna vice-comissário para a cultura, e a primeira coisa que ele fez foi introduzir a educação sexual nas escolas húngaras. Isso garantiu que os trabalhadores não iriam apoiar o governo Bela Kun, porque o povo húngaro o rejeitou, inclusive os trabalhadores e todos os outros. Mas ele já tinha feito a conexão que hoje muitos de nós ainda ficam surpresos com o que poderíamos considerar como sendo a "última coisa".

Em 1923, na Alemanha, um think-tank foi estabelecido com a finalidade de transpor o marxismo de termos econômicos para termos culturais, com a criação do PC como o conhecemos hoje, e, efetivamente, tendo criado as suas bases, no final da década de 1930. Isto aconteceu porque um jovem muito rico, filho de um milionário comerciante alemão, com o nome de Felix Weil tornou-se um marxista e tinha muito dinheiro para gastar. Ele se incomodava pelas divisões entre os marxistas, e para sanar isso patrocina uma coisa chamada a "Primeira Semana de Trabalho Marxista", quando coloca Lukacs e muitos dos principais pensadores alemães juntos por uma semana, trabalhando para aparar as diferenças do marxismo.

Ele declara: "O que nós precisamos é de um think-tank. Washington é cheia de think tanks e os julgamos muito modernos”. Na verdade eles voltarão a se reunir de vários outros modos. Ele financia um instituto, associado com a Universidade de Frankfurt, fundado em 1923, que originalmente deveria ser conhecido como o "Instituto para o Marxismo". Mas seus dirigentes decidiram, a princípio, que não era vantajoso ser abertamente identificado como marxista. A última coisa que o politicamente correto quer é que as pessoas descubram que ele é uma forma de marxismo. Então, decidiram chamá-lo de "Instituto de Pesquisa Social".

Weil é muito claro sobre seus objetivos. Em 1971, ele escreveu para Martin Jay o autor do principal livro sobre a "Escola de Frankfurt", como o Instituto de Pesquisa Social em breve torna-se-ía conhecido informalmente, e disse: "Eu queria que o instituto se tornasse conhecido, talvez famoso, devido às suas contribuições ao marxismo". Bem, ele foi satisfeito. O primeiro diretor do Instituto, Carl Grunberg, um economista austríaco, concluiu seu discurso de abertura, de acordo com Martin Jay, "afirmando claramente sua lealdade pessoal ao marxismo como uma metodologia científica". O Marxismo, segundo ele, seria o princípio dominante no Instituto, e isso nunca mudou.

O trabalho inicial do Instituto era bastante convencional, mas em 1930, assumiu um novo diretor chamado Max Horkheimer, e as visões de Horkheimer foram muito diferentes. Ele era principalmente um renegado marxista. As pessoas que criaram e formaram a Escola de Frankfurt eram marxistas renegados. Eles ainda eram muito marxistas em seu pensamento, mas estavam, efetivamente, se desviando do partido. Moscou olhou para o que eles estavam fazendo e disse: "Ei , isso não nos representa, e nós não vamos apoiar isso".

A heresia inicial de Horkheimer é que ele estava muito interessado em Freud, e a chave para fazer a transposição do marxismo de termos econômicos para termos culturais é, essencialmente, combiná-lo com o freudismo. Mais uma vez, Martin Jay escreve: "pode-se dizer que, nos primeiros anos de sua história, o Instituto preocupou-se principalmente com a análise da sub-estrutura sócio-econômica da sociedade burguesa" - e ressalto aqui que Jay é muito simpático à Escola de Frankfurt, e não estou sendo um crítico aqui - "nos anos após 1930 os seus interesses principais estavam em sua superestrutura cultural. De fato, a fórmula marxista tradicional sobre a relação entre os dois foi estudada pela Teoria Crítica".

As coisas que tenho ouvido nesta manhã - o feminismo radical, os departamentos de estudos das mulheres, os departamentos de estudos gays, os departamentos de estudos negros - todas essas coisas são ramos da Teoria Crítica. O que a Escola de Frankfurt fez essencialmente na década de 1930 é recorrer a Marx e Freud para criar esta teoria chamada "Teoria Crítica". O termo é engenhoso porque você pode perguntar: "O que é essa teoria ?” e ter como resposta: "É uma teoria para criticar”. A teoria é a maneira de derrubar a cultura ocidental e de cortar todas as alternativas à ordem capitalista. Eles explicitamente fingem que se recusam a fazer isso. Eles dizem que isso não pode ser feito, que não podemos imaginar com o que uma sociedade livre se pareceria (a sua definição de uma sociedade livre). Enquanto estamos vivendo sob repressão - a repressão de uma ordem econômica capitalista que cria (em sua teoria) a condição freudiana, as condições que Freud descreve em indivíduos de repressão – não podemos sequer imaginar isso. A Teoria Crítica é simplesmente criticar. Ela conduz a crítica mais destrutiva possível, em todos os sentidos possíveis, projetada para derrubar a ordem atual. E, claro, quando ouvimos das feministas que toda a sociedade serve apenas para prejudicar as mulheres e assim por diante, esse tipo de crítica é um derivado da Teoria Crítica. E isso tudo vem da década de 1930, e não da de 1960.

Outros membros importantes que se juntam nessa época são Theodore Adorno, e, mais importante, Erich Fromm e Herbert Marcuse. Fromm e Marcuse introduzem um elemento que é fundamental para o PC: o elemento sexual. E particularmente Marcuse, que em seus próprios escritos exige uma sociedade de "perversidade polimorfa", ou seja, a sua definição do futuro do mundo que eles querem criar. Marcuse, em especial, na década de 1930 escreve importantes teses sobre a necessidade de liberação sexual, que contamina todo o Instituto. Isso acontece também com a maioria dos temas que vemos no Politicamente Correto, mais uma vez, no início dos anos 30. Na visão de Fromm, masculinidade e feminilidade não eram reflexos das diferenças sexuais "essenciais", como os românticos tinham pensado. Ao contrário, eles foram derivados de diferenças nas funções de vida, que eram em parte determinadas socialmente. "O Sexo é uma construção; as diferenças sexuais são uma construção”.

Outro exemplo é a ênfase que agora vemos no ambientalismo. "O materialismo, já em Hobbes, levou a uma atitude dominadora e manipuladora para com a natureza." Isso foi o que Horkhemier escreveu em 1933 em “Materialismus und Moral”. "O tema da dominação da natureza pelo homem, segundo Jay , "viria a se tornar uma preocupação central da Escola de Frankfurt nos anos seguintes". "O Antagonismo de Horkheimer à fetichização do trabalho, (aqui eles estão obviamente se desviando da ortodoxia marxista ) expressa outra dimensão do seu materialismo, a demanda pelo humano, a felicidade sensual". Em um dos seus ensaios mais incisivas, “O Egoísmo e o Movimento para a Emancipação”, escrito em 1936, Horkeimer "discutiu a hostilidade à gratificação pessoal inerente à cultura burguesa". E ele especificamente se referiu favoravelmente ao Marquês de Sade, por seu "protesto ... contra o ascetismo em nome de uma moral mais elevada".

Como é que tudo isto nos inundou aqui ? Como isso inundou nossas universidades, e de fato, inundou hoje nossas vidas? Os membros da Escola de Frankfurt eram marxistas, como também eram judeus. Em 1933, os nazistas chegaram ao poder na Alemanha, e não surpreendentemente, fecharam o Instituto de Pesquisa Social. E seus membros fugiram. Eles fugiram para a cidade de Nova York e o Instituto foi restabelecido ali em 1933 com a ajuda da Universidade de Columbia. E os membros do Instituto, gradualmente durante os anos 1930, embora muitos deles permanecessem escrevendo em alemão, mudaram seu foco da Teoria Crítica sobre a sociedade alemã, a crítica destrutiva sobre todos os aspectos da sociedade, para a Teoria Crítica voltada contra a sociedade americana. Há outra importante transição causada pela guerra. Alguns deles vão trabalhar para o governo, incluindo Herbert Marcuse, que se tornou uma figura chave na OSS (a antecessora da CIA), e alguns, incluindo Horkheimer e Adorno, se mudaram para Hollywood.

Essas origens do politicamente correto, provavelmente, não significariam muito para nós hoje, se não fosse por dois eventos subseqüentes. O primeiro foi a rebelião estudantil em meados dos anos 1960, que foi impulsionada em grande parte pela resistência à Guerra do Vietnã. Mas os estudantes rebeldes precisavam de uma teoria de algum tipo. Eles não podiam simplesmente chegar lá e dizer que não atenderiam a convocação para lutar: "Que inferno. Claro que não queremos ir", eles tinham que ter alguma explicação teórica para tal atitude. Muito poucos deles estavam interessados em navegar pelo “Das Kapital”. O Marxismo econômico clássico é pesado, e a maioria dos radicais da década de 60 não eram estudiosos. Felizmente para eles, e infelizmente, não só para a universidade, como para o nosso país hoje, quando a Escola de Frankfurt se mudou de volta para Frankfurt, depois da guerra, Herbert Marcuse permaneceu na América. E enquanto o Sr. Adorno, na Alemanha, fica consternado com a rebelião estudantil quando ela é detonada lá - quando os estudantes rebeldes entram em sala de aula de Adorno, e ele chama a polícia para prendê-los - Herbert Marcuse, que permaneceu aqui, viu na rebelião dos estudantes dos anos 60 a sua grande chance. Ele viu a oportunidade de divulgar o trabalho da Escola de Frankfurt e torná-lo a teoria da Nova Esquerda nos Estados Unidos.

Um dos livros de Marcuse foi fundamental. Ele praticamente se tornou a bíblia do SDS e das rebeliões estudantis dos anos 60. Esse livro foi “Eros e Civilização”. Nele Marcuse argumenta que sob a ordem capitalista (aqui ele disfarça enfaticamente o marxismo, o apresentando como Uma Inquisição Filosófica em Freud sob perspectiva marxista), a repressão é sua essência produzindo efeitos na personalidade que Freud descreve - alguém repleto de ansiedades e neuroses, porque seus instintos sexuais são reprimidos. “Só podemos imaginar um futuro, se pudermos destruir esta ordem opressiva existente, na qual se liberta o eros, se liberta a libido, no qual temos um mundo de " perversidade polimorfa ", em que você pode "fazer você o que quiser. " E a propósito, nesse mundo não haverá mais um trabalho, somente diversão. Que mensagem maravilhosa para os radicais de meados dos anos 60! Eles são estudantes, eles são baby-boomers, e eles cresceram sem nunca ter que se preocupar com nada, exceto, eventualmente, ter que arrumar um emprego. E aqui está um cara escrevendo algo que eles podem facilmente seguir. Ele não os obriga a ler um monte de marxismo pesado e diz-lhes tudo o que eles querem ouvir, que é essencialmente: "Faça o que lhes convier", "Se parece bom, faça", e "Você nunca é obrigado a trabalhar". Outro detalhe: Marcuse é também o homem que criou a frase: "Faça amor, não guerra". Voltando à situação que as pessoas enfrentam no campus, Marcuse define "tolerância libertadora", como a intolerância para qualquer coisa que venha da direita e tolerância para tudo que venha da esquerda. Marcuse se juntou a Escola de Frankfurt, em 1932 (se bem me lembro). Então, tudo isso remonta à década de 1930.

Concluindo:

A América está hoje no meio do maior e mais terrível transformação na sua história. Estamos nos tornando um estado ideológico, um país com uma ideologia oficial do Estado imposta pelo poder do Estado. Na categoria de "crimes de ódio" agora temos pessoas que cumprem penas de prisão por seus pensamentos políticos. E o Congresso agora está se movendo para expandir essa categoria cada vez mais. A ação afirmativa é parte dela. O terror contra qualquer um que discorda do Politicamente Correto no campus é parte dela. Isso é exatamente o que vimos acontecer na Rússia, na Alemanha, na Itália, na China, e agora está acontecendo aqui. E nós não a reconhecemos, porque a chamamos de politicamente correto e rimos dela. Minha mensagem hoje é que ele não é engraçado, ele está aqui, está crescendo e que acabará por destruir - que se destina a destruir - tudo o que nós sempre definimos como a nossa liberdade e nossa cultura.


"A História do Politicamente Correto" com William Lind

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