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sábado, 7 de junho de 2014

Professor universitário afirma estar sofrendo perseguição política e pede exoneração da UERJ; leia a carta:


O professor Bernardo Santoro, diretor do Instituto Liberal, publicou, no grupo do Facebook destinado à Faculdade de Direito da UERJ, um texto no qual alega ter sofrido perseguição política em razão de destoar do "patrulhamento ideológico" de caráter "esquerdista" e "feminista" presente no meio educacional, anunciando, neste contexto, o seu pedido de exoneração.

Leia abaixo:

"Para os alunos do primeiro e do segundo período da Faculdade de Direito da UERJ:
Em reunião da Conselho Departamental da Faculdade de Direito ocorrida hoje, foi proposto pelo CALC a abertura de sindicância e meu afastamento provisório do cargo de professor de Economia Política I e II em virtude das acusações de uma aluna de que estava sofrendo "assédio moral".
Apresentei, dentre outras, as seguintes provas:
1 - Print do link do post onde a aluna acusa meu contrato de ser ilegal e onde sugerem ter havido favorecido pessoal no concurso em que fui aprovado (se fizeram isso, fizeram muito mal, já que fui o terceiro colocado);
2 - Cópia dos e-mails das alunas que criavam cizânia, onde combinamos que elas teriam a OPÇÃO de fazer um trabalho ao invés de prova, e sempre convidando-as para fazermos a paz e retomarmos com o andamento natural da aula;
3 - Cópia da discussão entre essa aluna da UERJ e uma aluna da UFRJ (que não foi minha aluna), onde as duas decidem fazer a tal nota conjunta mentirosa em que afirmam que eu persigo politicamente mulheres na faculdade, que me fez virar o alvo do movimento feminista do Brasil inteiro, me fez ter de dar explicações até a um jornal local e fez um evento acadêmico ser cancelado por falta de segurança, como relatado pelo organizador do evento com testemunhas;
4 - Cópia e testemunhos escritos de uma série de ações injuriosas e até ameaçadoras da aluna contra mim;
5 - Cópia de declaração das minhas turmas da UFRJ em defesa da minha pessoa, atestando minha conduta ilibada;
6 - Cópia da mensagem onde, por conta de todos os transtornos sofridos, entendia que era de mútuo interesse o fim da relação professor-aluna, em virtude de todo o caos que essa senhorita gerou na minha vida pessoal e profissional nas últimas duas semanas;
7 - Cópia da mensagem para outra aluna, que tem deficiência auditiva, a quem propus também o mesmo modelo alternativo de avaliação, além de aulas particulares exclusivas, o que a deixou muito contente;
8 - Cópia de mensagem de Coletivo Feminista onde ameaçam invadir e "me esculachar" no evento da minha defesa de dissertação de mestrado.
Apesar de toda a farta documentação, o colegiado entendeu ainda assim que havia justa causa para abertura de sindicância, e que por conta do meu atual estado emocional (que, diga-se, é excelente dado que tenho sofrido ataques pessoais, ameaças e perseguições políticas de todo o Brasil há duas semanas) eu deveria ser afastado provisoriamente das minhas funções.
Respeitando a decisão do Colegiado, mas discordando por ser manifesto caso de injustiça, decidi nesta tarde pedir exoneração imediata do meu cargo de professor na Faculdade de Direito da UERJ.
Venho pedir desculpas para todos os meus alunos de ambos os períodos, mas infelizmente não havia como eu estender essa luta por mais tempo. Essa situação já estava afetando minha família, em especial minha esposa e filho, e meu trabalho (por conta dessas questões acadêmicas e de "julgamentos", estamos indo para quinta-feira e só consegui trabalhar na terça de manhã).
Repudio com veemência o patrulhamento ideológico e a violência conduzida pelo movimento feminista contra minha pessoa. Não aceito a proposição educadamente apresentada na Congregação de que homens são opressores naturais da mulheres, com todo o respeito ao professor que se manifestou assim. Não aceito a sugestão de que persegui esquerdistas na minha classe. Isso é absurdo e todos os meus alunos sabem disso. Fiquei particularmente ofendido com isso.
Espero que vocês entendam que não estou saindo por vontade própria e sei também que não é a vontade de 98% de vocês, mas saibam que sempre estarei à disposição de vocês para o que precisarem.
Foi realmente uma grande honra poder ter sido o professor de vocês, ainda que por um período tão breve.
Abraços para todos."

A publicação recebeu, como resposta, mais de 800 "curtidas" e quase 300 comentários até o momento, em que alunos e outros interessados discutem o grau de veracidade do relato do professor e em que medida teriam se dado, de fato, razões para embasar a abertura de sindicância contra o professor.

O comentário com maior apoio por parte daqueles que se contrapuseram à atitude do professor proveio de Mariana Medeiros, a qual afirmou: "Não houve perseguição política alguma contra o professor. Pelo contrário, o professor expôs ainda mais a aluna em sua sustentação, fugindo da questão apresentada pelo CA. O debate ideológico é democrático. O que o colegiado decidiu de forma unânime foi de que o professor conduziu mal o conflito com a aluna e se excedeu, pois ocupa um espaço de privilégio como professor (sem falar como homem) e agiu de forma extremamente anti-pedagógica. Mas não se trata de demonização, e sim de uma oportunidade de amadurecer com os erros. Homens não são vítimas de violência e de perseguição como são as mulheres, não é possível ignorar, como bem destacou o professor conselheiro, mulheres são mortas e agredidas todos os dias por serem mulheres(...)".

Em apoio ao professor, Ana Carla Costa publicou: "(...)O único grande erro do professor Bernardo em todo esse processo foi ter tentado ser condescendente com ela, dando opção para ela poder fazer outra forma de avaliação. Ele devia realmente ter ido falar com a Direção da Faculdade. Mas ficou com pena. Ter coração mole e tentar adiantar todo mundo dá nisso. Ele aprendeu a lição, tenho certeza". 

Alexsander Rosa, amigo pessoal do professor, chegou a declarar: "Um absurdo o que fizeram com meu amigo Bernardo Santoro, professor de Direito da UERJ. Ele sofreu uma patrulha ideológica desumana, baseada em mentiras, e essas mentiras causaram ódio nos grupos falsamente ofendidos. Esses grupos, ludibriados pelas alunas mentirosas originais, se exaltaram e fizeram sérias ameaças ao Bernardo. Num país livre seria caso de polícia".

Marcos Camponi


Fonte:Folha Política

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