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domingo, 3 de janeiro de 2016

Despertador Olavo de Carvalho: o melhor despertador de mentes que o Brasil já produziu!

Precisamos mesmo falar sobre quem fala do Olavo de Carvalho?

Por Hélio Angotti Neto

Da arte de difamar e menosprezar o melhor...

Se há algo cansativo no ambiente letrado – ou pseudoletrado – do Brasil é a difamação contra os melhores.

Exemplo mais que repetido é o que se faz contra o filósofo (filósofo, sim), professor e escritor Olavo de Carvalho.

O filósofo Olavo reúne uma plêiade caricatural e tenebrosa de ex-alunos e de acadêmicos diplomados que não param de prestar-lhe atenção a todos os movimentos, dispostos ao ataque no mais simples deslize ou mal-entendido. Os professores e grandes pesquisadores já o deixaram em paz há anos, após terem se escaldado na água fervente de sua crítica cultural em obras essenciais para o Brasil como O Imbecil Coletivo I e II e O Mínimo. Porém, agora é a vez dos miúdos, que atacam sem a cautela dos grandes, e com menos vergonha também.

Um texto que repete a fórmula foi publicado na revista Colombo pelo economista Joel Pinheiro, que destaca alguns trechos de sua escolha para representar seu material (http://www.cafecolombo.com.br/ideias/precisamos-falar-sobre-olavo-de-carvalho/). O autor direciona sua mira também aos alunos e amigos do filósofo brasileiro radicado na Virgínia.

Solicitado a traçar um perfil, Joel respondera que este seria crítico. Mas creio que o significado da palavra crítico não foi bem compreendido pelo editor. O perfil foi, ao que parece pelos trechos selecionados, uma difamação pura e simplesmente, e não somente contra Olavo de Carvalho, mas também contra os seus alunos, entre os quais felizmente tenho a pretensão de me incluir.

Alguns trechos foram destacados pelo próprio autor, divulgando sua publicação na revista. Ofereço um contraponto baseado numa simples e concreta realidade: estudo a obra do Olavo há doze anos e faço seu curso online desde o início. Li praticamente tudo o que ele publicou nesse período, conheço seus alunos pelos resultados mostrados e, alguns, diretamente por meio de laços acadêmicos, de respeito ou de amizade.

Sei o que sou e sei do que e de quem falo em meu contexto. Coisa que não posso afirmar do Joel, de quem pouco sei. Mas o assunto não é Joel. O assunto é Olavo e os alunos de Olavo.

“Diante de tal cenário [dominação da América Latina pelo comunismo], Olavo propõe uma solução clara e consistente: um golpe militar para extirpar a esquerda do poder. Embora já tenha clamado pelo golpe nas redes sociais, prefere instruir seus seguidores a agirem com discrição e arquitetarem a intervenção por trás dos panos, junto às Forças Armadas. Felizmente, ninguém que o leva a sério parece ter muita influência nos centros de poder. ”

Olavo nunca propôs golpe militar algum. Como todo bom filósofo deveria fazer, ele por diversas vezes listou pontos contrários e favoráveis a tal medida e, inclusive, reuniu ofensas contra si mesmo por parte de alguns alunos intervencionistas quando criticou a avidez com que alguns desejavam jogar nas costas dos militares o dever de “salvar” o Brasil.

A medida sempre defendida pelo filósofo foi a de criar uma nova elite cultural, sábia, responsável e profundamente amparada pelo estudo, pela produção de alta qualidade e pela maturidade.

Sobre extirpar algo do poder, há sim uma pretensão: extirpar o monopólio esquerdista do poder político e cultural. Se muitas críticas são feitas à esquerda, qualquer informado com o mínimo aceitável de dados para ousar escrever um perfil deveria saber que muitas outras críticas são tecidas aos liberais e conservadores brasileiros. E extirpar o monopólio esquerdista é algo tremendamente diferente de extirpar a presença da esquerda!

Conselhos foram dados sim para inúmeras pessoas sobre inúmeros assuntos. Um conselho confirmado pelo próprio Olavo de forma explícita era o de que liberais deveriam ter se aproximado dos militares. Quem deveria escutar não escutou, e o que temos é a esquerda se esforçando para influenciar, cooptar e usar os militares brasileiros enquanto os liberais não querem se “misturar”.

“Estou convencido de que, na atuação de Olavo, a forma é mais importante que o conteúdo, e chega mesmo a substituí-lo. Olavo vende com maestria a imagem de sábio e de bravo defensor do bem para jovens sedentos de certezas. E, com a confiança que nele depositam, leva-os pela mão a seu mundo mental particular. ”

Algo escrito nas entrelinhas não cheira bem. Se alguém acusa Olavo de vender uma imagem, está implicitamente deixando a pista de que ele nada é do que afirma ser ou vende. Então, em uma pequena frase, temos as acusações de que Olavo é imprudente, falsário (apenas aparência, sem conteúdo) e maligno, além de possivelmente ser um aproveitador de jovens sedentos de certezas.

É engraçado notar alguns nomes entre os jovens cheios de incertezas, citados como leitores, admiradores e seguidores pelo próprio Joel: Reinaldo Azevedo, Felipe Moura Brasil, Rodrigo Constantino, Bruno Garschagen, Flavio Morgenstern, Rodrigo Gurgel, Martim Vasques da Cunha, Lobão, Marco Feliciano, Jair Bolsonaro e Padre Paulo Ricardo. É claro que a alcunha de jovens cheios de incertezas pode até ser lisonjeira para alguns desses experientes senhores repletos de cabelos brancos – ou carecas - e, em alguns casos, pais de família. Afinal, os pobres e imaturos citados são apenas escritores experientes, editores, economistas, cientistas políticos, críticos literários, músicos da “velha guarda” do rock brasileiro, políticos bem conhecidos e um sacerdote católico experiente com formação na Universidade Gregoriana do Vaticano.

Eu mesmo - pai de família, médico, presbítero, pesquisador, professor e gestor em educação médica – estaria incluído na lista de jovens inexperientes? Agradeço pelo jovem, e até mesmo pelo inexperiente, se isso significar alguém disposto a aprender com a experiência até o último suspiro.

Experiente, idoso e sábio mesmo deve ser o Joel, certo? Afinal, julga cientistas, escritores, sacerdotes e políticos com um ar repleto de nobre condescendência.

Em relação a ser fonte de certezas, após mais de meia década de aulas e uma década de leitura e pesquisa de seus livros e artigos, posso dizer que escutei muito mais a afirmação “não sei” do que respostas definitivas vindas do Olavo. E quando escutei respostas, provisórias ou definitivas, estas vieram classificadas conforme sua teoria aristotélica dos quatro discursos, graduadas de acordo com a credibilidade e o nível de certeza. Algo bem distante do perfil difamatório traçado na revista Colombo.

Por fim, posso concordar que Olavo realmente conduziu muitos ao seu “mundo mental particular”, se por esse termo entende-se a explicitação de toda uma cosmovisão. Aliás, Olavo não possui mundo mental público! O Joel possui? Ou considera que o mundo particular mental de Joel é melhor do que o do Olavo? Não sei. Prefiro deixar para lá, dada a irrelevância de tal assunto “joelístico” para meu crescimento pessoal e considerando a amostra de seu mundo mental exposta na Revista Colombo. O fato é que toda a interação humana inclui o encontro entre mundos mentais, e que bom o Olavo disponibilizar o seu.

“O olavismo é um simulacro de religião que segrega seus adeptos do mundo. Uma “religião” que é parasitária do cristianismo por ele pregado, e em especial do catolicismo, mas que poderia facilmente se moldar a outros credos. Todos os possíveis pontos de contato com visões diferentes são neutralizados.”

Não vejo, entre os nomes de jovens inexperientes já citados, pessoas desligadas do mundo. Vejo cientistas políticos concluindo doutorados internacionais, colunistas de revistas de circulação nacional, críticos literários que participaram de bancas julgadoras em eventos internacionalmente reconhecidos e religiosos de grande repercussão.

E, pessoalmente, depois do estudo facilitado pela obra do Olavo, não posso afirmar que fiquei segregado. Pelo contrário. Participei de congressos nacionais e internacionais, fui reconhecido e premiado pelo meu trabalho, tornei-me diretor editorial de uma revista internacional, conheci acadêmicos, pesquisadores e professores do mundo inteiro, fui chamado a uma palestra nos Estados Unidos e fui escolhido para participar de uma iniciativa global em Bioética. Se isso é ser segregado do mundo, até canso em pensar o que seria ser “inserido” no mundo. Talvez o tecedor de perfis possa mostrar como é alguém superexposto, engajado e inserido para nossa iluminação, certo? Seria escrever um perfil difamatório na jovem revista Colombo o critério suficiente para o atestado de não alienação frente ao mundo? Ou na ainda jovem e interessante Dicta & Contradicta? A ausência de critérios nos leva a especular...

Sobre neutralização de perspectivas discordantes, tenho que discordar novamente. Vários de seus alunos discordam em pontos cruciais do que escutam, e nem por isso o diálogo e a aprendizagem são impedidos. Aliás, o ambiente filosófico criado raramente “neutraliza” alguém. Os poucos que foram retirados do curso (lembro de dois casos em mais de cinco anos em meio a milhares de alunos) demonstraram previamente uma falta de sinceridade e de caráter comprometedora. E os demais que saíram o fizeram por conta própria, muitas vezes tendo entrado com segundas intenções.

Eu mesmo, cristão protestante reformado, tenho minhas diferenças teológicas e discordâncias em relação ao que escuto, mas não vejo em que isso impossibilitaria uma produtiva relação de aprendizagem e amizade com o filósofo Olavo de Carvalho ou em que isso diminui o valor do conhecimento adquirido. Outros, como o genial Fábio Salgado de Carvalho, nutriram discussões metafísicas e metodológicas importantes e foram, inclusive, citados elogiosamente pelo professor, mesmo em discordância.

Sobre existir um fenômeno chamado olavismo, e tal fenômeno ser um simulacro de religião, pouco entendi. Faltaram na vulgar afirmação definições mais precisas para que alguém ouse entender melhor e tente responder (quem sabe não encontro no perfil completo quando chegar a Revista Colombo?).

Se olavismo for estudar com Olavo de Carvalho, aí sim é algo real. Mas religião? Improvável. E se for uma deturpação alheia do que na realidade Olavo faz, não caberia ser citado de tal forma num perfil.

“Tudo em Olavo leva o aluno a se aferrar na autoridade e importância do mestre. Olavo destrói a autoestima de seus seguidores, substituindo-a pela devoção à sua pessoa. A dependência pessoal, a confiança exacerbada, a aniquilação do senso crítico em favor de uma visão supostamente mais profunda, o cultivo da admiração embasbacada. Em cada um deles, uma só conclusão: Olavo é o único canal seguro de contato com a realidade. E por isso a defesa tão aguerrida de seus seguidores. Se Olavo cair, isto é, se ficar patente que ele não é esse grande luminar do pensamento que lhes foi vendido, cairá o mundo dos discípulos.”

Joel confunde admiração e amizade pelo professor com devoção. Em relação à baixa autoestima, novamente incorre em terrível imprecisão. Depois que estudei com o Olavo, ganhei coragem para entrar no campo interdisciplinar de pesquisa e obtive todas as conquistas já descritas. Se ganhei algo, foi coragem, curiosidade e reconhecimento. E tudo foi feito sem nenhuma permissão ou orientação direta do Olavo, que à época mal sabia de minha existência; sou apenas um entre muitos alunos do curso online que nunca o viram pessoalmente, tampouco receberam orientação estratégica ou intelectual personalizada, mas que nutrem um cordial sentimento de amizade.

O desfile de mentiras sem fundamentação nos pequenos excertos selecionados pelo autor é grande, porém denota até certa criatividade ao imaginar um terrível guru opressor que instiga em seus “discípulos” (termo que gera particular aversão ao próprio Olavo): “a dependência pessoal, a confiança exacerbada, a aniquilação do senso crítico em favor de uma visão supostamente mais profunda, o cultivo da admiração embasbacada...”

Joel conclui que, para os alunos do Olavo, “Olavo é o único canal seguro de contato com a realidade”. Com a liberdade da expressão e autoridade de aluno, só posso responder uma coisa: mentirinha cabeluda, hein?

Sobre a pretensão de ser um “único canal seguro”, só posso afirmar que Olavo é ótimo em apresentar outros filósofos e escritores de peso para seus alunos e em ampliar formidavelmente o leque de influências. Onde mais alguém escutaria indicações elogiosas de filósofos, teólogos e escritores protestantes (Abraham Kuyper e Dooyeweerd), católicos (Tomás de Aquino, Bernard Lonergan e muitos, muitos outros), muçulmanos, seculares et caterva?

Se há alguém no Brasil que foi responsável por iniciar uma revolução editorial e refrescar com novos ares e múltiplas influências o embolorado ambiente intelectual brasileiro, esse alguém foi o Olavo.

Se, de acordo com Joel, Olavo cair, seja lá o que isso quer dizer, ficará comprovado o que o próprio Olavo afirma repetidamente: ele é apenas um ser humano, falho em diversos pontos, assim como eu ou até mesmo o tecedor de perfis, Joel Pinheiro. O mundo continua e, como já escutei em uma das aulas do Seminário de Filosofia, “um grande conforto é saber que se eu desaparecer de uma hora para outra, o mundo seguirá seu curso normalmente. ”

Sobre ser defendido de forma tão aguerrida por seus alunos e amigos – seguidores é uma palavra que beira um recurso erístico do tipo “rotulação odiosa” e nada acrescenta de útil ao perfil -, a razão é clara: ele ofereceu muito conhecimento de grande valor a muita gente. Pessoalmente, posso afirmar que o sentimento de gratidão e amizade pelo ensino e pelo incentivo recebido para o ingresso na vida intelectual geraram um profundo sentimento de respeito e uma vontade, aguerrida sim, de defendê-lo contra a injusta malícia alheia.

Isso não me torna um seguidor, um fanático ou qualquer outra coisa que caiba em perfis difamatórios, isso atesta que reconheço um benefício recebido.

“Quem quiser ler o resto, é só comprar a Revista Café Colombo. Não se decepcionará.”

Fiz o que o editor da Revista Colombo provavelmente queria com a publicação do perfil, comprei um volume. Nada mais justo do que ler na íntegra o tal perfil e torcer para que seja muito melhor do que a seleção de trechos indicada pelo seu autor. Se algo de conteúdo aparecer, prometo escrever mais sobre o tema.

Espero ser a primeira e última vez que compro a Revista Colombo.

Primeira vez por um mórbido desejo de ver onde mais a difamação pode alcançar (talvez nutrido pela inclinação de estudar processos patológicos natural a um médico) e pelo sentimento de obrigação em defender a honra de um filósofo, pai de família, benfeitor e professor. Última vez pela constatação de que revistas que publicam perfis sensacionalistas e difamatórios não devem prosperar num ambiente decente. Mas, enfim, quem disse que nosso Brasil de hoje é decente?

Ah, antes que eu esqueça. Precisamos mesmo falar de quem fala do Olavo? Que canseira, não precisamos não!

Sei que o Joel é economista de estirpe liberal e é diplomado pela USP, e sei que escreveu um perfil difamatório sobre o Olavo. Mais não preciso e nem quero saber. Espero que, fora este ato difamatório, seja um bom moço e que alcance sucesso produzindo coisas melhores e mais dignas. E falemos de coisas mais importantes, certo?

Acredito que até mesmo o Olavo de Carvalho concordaria comigo e diria que é muito mais desafiador e intrigante escrever sobre filosofia, biografias de santos e/ou heróis e literatura de boa qualidade do que traçar perfis desta categoria sobre este ou aquele professor ou aluno.

Deixo somente uma recomendação final: se gostam de biografias e perfis de boa qualidade, prestem atenção a um projeto que promete muito: o documentário Jardim das Aflições. Será sobre a vida e obra do filósofo Olavo de Carvalho e está em produção nas mãos competentes de cineastas e entrevistadores profissionais. Possui uma qualidade quase que singular nesses nossos dias de Lei Rouanet: não utilizou verba pública! Algo que merece louvor até mesmo de um economista liberal como o Joel, não é mesmo?

Prof. Dr. Hélio Angotti Neto - Coordenador do Seminário de Filosofia Aplicada à Medicina e autor do livro A Morte da Medicina.
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