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terça-feira, 21 de abril de 2015

Star Trek e as ideias da liberdade


Por Lucas Berlanza

Star Trek e as ideias da liberdade (I)

Em 8 de setembro de 1966, os telespectadores americanos estiveram pela primeira vez onde nenhum homem jamais esteve. Era a estreia da consagrada série Star Trek (em português, Jornada nas Estrelas), criação de Gene Rodenberry. Em sua missão de cinco anos pelo espaço sideral, no século XXIII, a espaçonave USS Enterprise, comandada pelo capitão James Tiberius Kirk, tendo na tripulação opostos tão profundos quanto o icônico Spock, alienígena do Planeta Vulcano que se guiava sempre pela lógica e tinha dificuldades em compreender as emoções e subjetividades humanas, e o turrão e passional doutor Leonard McCoy, introduziu nas telas diversos conceitos criativos para a ficção científica, investigando novos mundos, diferentes civilizações e questionando os limites das leis físicas e biológicas conhecidas. Também deram as caras várias referências literárias, desde O Médico e o Monstro de Louis Stevenson até Hamlet de Shakeaspeare. Um prato cheio para os fãs do gênero, que ainda geraria várias séries derivadas e filmes relacionados, numa longeva franquia aclamada por gerações.

O século XXIII de Star Trek é uma realidade em que, depois de terríveis guerras nucleares nos anos 90 (que, quando da produção dos episódios da série clássica, seriam o futuro), os seres humanos sobreviventes conseguiram desenvolver sua tecnologia e civilização a tal ponto que acabaram por cruzar o espaço e se encontrar com outras civilizações mais desenvolvidas. Juntamente com povos como os vulcanos e os andorranos, os humanos estabeleceram uma congregação pacífica chamada Federação dos Planetas Unidos, que tinha o objetivo de estabelecer relações fraternas e de troca de experiências e conhecimentos entre as diferentes espécies, com propósitos de avançar no entendimento do Universo. É explícito que a motivação constante dessa sociedade que transcendeu os limites convencionais da civilização atual é obter mais e mais informações e saberes sobre o que está além, e atingir esferas em que “jamais esteve”. O progresso científico e social é a legenda buscada pelos almirantes e oficiais da Federação. Para chegar a esse ponto, a humanidade terrestre teve de superar basicamente todos os seus conflitos, diante dos traumas atômicos, de modo que encontramos pessoas com todas as cores de pele, origens e nacionalidades nas equipes da Frota Estelar, o braço “militar” e exploratório da Federação. A Frota excursiona pela Galáxia buscando entrar em contato com mundos ainda inexplorados, sempre obedecendo à sua Primeira Diretriz: não interferir no processo de desenvolvimento científico-tecnológico normal dos seus habitantes.

Esse pano de fundo quase paradisíaco – mas inequivocamente perfeito para as mais estimulantes tramas de ficção espacial -, porém, no entendimento de muitos que se debruçaram sobre a série com uma postura mais interpretativa, se desenrola em uma sociedade com um sistema econômico difuso e questionável. Vários desses analistas, alguns deles libertários, acreditam que a Federação dos Planetas Unidos seria regida por um socialismo utópico profundamente surreal, advindo de uma abolição da escassez. Nenhum deles, ou pelo menos que tenhamos visto, nega a profunda originalidade dos roteiros da série ou seu valor para a ficção científica, e eu, um fã confesso, não o farei também; a crítica se concentra no que se deduziu a partir da estrutura social construída naquele universo de ficção.

O economista mexicano Marco Antonio Gómez, em artigo para o Dinero em imagem (o original, por óbvio, está em espanhol), sintetizou algumas das sugestões de análise da forma de funcionamento da sociedade e das riquezas em Star Trek. Relacionando algumas evidências, ele menciona, por exemplo, a cena do inesquecível quarto filme, The Search for Spock, em que a tripulação da Enterprise se vê obrigada a viajar para o passado e encontra dificuldades porque, no século XX, “eles ainda usavam dinheiro”. E também as declarações mais sugestivas do capitão Jean Luc Picard, interpretado por Patrick Stewart na série derivada New Generation, que diz explicitamente que o sistema econômico do seu tempo não é o mesmo que o do século XXI, e que foi possível construir uma realidade em que a “acumulação de riquezas” não é mais uma motivação importante para a execução das grandes tarefas, dedicando-se todos apenas ao desenvolvimento pessoal e social. Também relaciona as menções, ao longo dos episódios, aos “créditos” da Federação, na possível indicação de um sistema econômico direcionado pelo poder central da entidade. Nenhum desses momentos, é claro, denota muito amor ao capitalismo.

Gómez sugere que a Federação dos Planetas pode ter um de três modelos econômicos, de acordo com a maioria dos analistas da série: uma economia participativa, em que o sistema de produção de bens e serviços se daria de maneira consensual na sociedade, “regendo-se por valores como igualdade, solidariedade, diversidade, autodeterminação e eficiência”; uma economia centralmente planificada, em que a Federação seria dona de todos os meios de produção e proveria bens e serviços para todos; ou, no fim das contas, um perfeito, sofisticado e iluminado comunismo.  Todas essas opções, como se vê, sugeririam uma superação miraculosa de todos os problemas inerentes à proposta de uma economia socialista – que, na prática, sabemos que acaba sendo sempre uma forma de capitalismo de Estado mais ou menos controlado, pois uma economia perfeitamente socialista não existe. Mises, Hayek e todos os outros já apontaram à exaustão a impossibilidade de uma tal ordem de coisas funcionar.

Um escritor chamado Rick Webb acrescentou uma crítica, com a qual, a priori, estamos de acordo, em linhas gerais. Não é possível afirmar, a partir do que se vê em toda a franquia, que o mundo do futuro aboliu a propriedade privada; muito menos que as hierarquias tenham sido eliminadas. A Frota Estelar inteira se baseia em um sistema de patentes e posições hierárquicas, em que os oficiais vão ascendendo de posição de acordo com o julgamento de seus superiores. Uma escala de valores que não tem nenhuma identificação com a ideia de uma abolição das classes. É verdade que os regimes socialistas ditatoriais também não chegaram jamais a esse ponto, mas se Star Trek for uma representação utópica de um “comunismo intergaláctico que funcionou”, seria esperável que tivesse logrado êxito em todos os aspectos em que o socialismo jamais o fez, e não é o que se vê.  No entanto, ele também enxerga características de viés estatizante e antiliberal na Federação. Em suas palavras, seria “uma sociedade proto pós-escassez, surgida de um capitalismo democrático. É basicamente um capitalismo social europeu levado a um ponto em que ninguém deve trabalhar se não quiser”.

Isso teria sido provocado pela invenção do replicador. No universo de Star Trek, essa tecnologia permitiria produzir praticamente qualquer coisa (o que não quer dizer tudo, como veremos mais à frente), como por mágica; não há mais fome, não há mais enfermidades comuns. Os estímulos para produção de riquezas, eliminados, permitiram a formação de um socialismo perfeito.

O libertário Mike P. (em artigo em inglês, traduzido pelo Portal Libertarianismo), que concorda com a avaliação de que Star Trek é um paraíso de esquerda, apresenta alguns argumentos contundentes para criticar a possibilidade de emergir uma estrutura social como essa apenas a partir dos replicadores. Repete o óbvio: que a moeda não é intrinsecamente boa ou má, e que não há virtude em “superá-la”; ela meramente representa um meio de troca, sendo os preços um meio “racional de valorar os recursos”, necessários “para se decidir como os recursos serão divididos entre as pessoas”. O problema do cálculo econômico socialista, tão bem apontado pelos economistas austríacos, mediante o qual o mercado racionaliza por si mesmo a distribuição dos recursos, não seria eliminado pelo replicador. O próprio replicador, ademais, é um aparelho que exige energia para funcionar, energia que precisa ser produzida. De que forma isso se faria sem a lógica de mercado? Se todos estivessem com suas necessidades plenamente atendidas, sem necessidade de trabalhar, como garantir que alguém se sentisse desejoso de empreender seus esforços para gerar e sofisticar esse artefato?

Mike P. faz referência ainda aos Ferengi, uma cultura alienígena que se rege pelo mercado e o interesse capitalista, sendo até mesmo a sua religião baseada nisso, e é retratada como profundamente interesseira e não muito afeita a valores nobres; não obstante, seu governo é burocrático e opressor. Mike ataca, com razão, o fato de se enxergar um grande apreço pelo livre mercado “capitalista selvagem” (sic) em uma sociedade em que, na realidade, o que se tem é um forte controle e uma intensa regulação. Nada diferente do que nossas esquerdas costumam fazer, enxergando um “neoliberalismo” poderoso em países como, pasmem, o Brasil.

Quero crer, entretanto, depois de tudo isso, que, não obstante esteja claro que essa fantástica série, a despeito de todos os seus méritos, não pode ser muito apreciada como defensora das características positivas e indispensáveis do capitalismo liberal, há um outro lado, que depõe a seu favor.

Star Trek e as ideias da liberdade (II)

Devemos entender, em primeiro lugar, que falamos de uma franquia que vem tendo episódios, filmes e trabalhos literários expandindo seu universo ficcional desde os anos 60, trabalhos esses desenvolvidos por pessoas diferentes, com diferentes mentalidades. Como em quase toda ficção científica, a economia social não é o foco de suas preocupações e, apesar de analistas como os que citamos deduzirem suas teorias das evidências esparsas pelos episódios, elas são todas difusas e reduzidas, porque nem Rodenberry, nem seus colaboradores e continuadores delinearam esse problema com perfeição sistematizada. Em alguns aspectos e momentos da série, podemos encontrar elementos que passam uma mensagem de liberdade, oposta à que se vê delineada pelos analistas mencionados acima.

A começar pelo óbvio erro de Mike P. de crer que os “burocratas Ferengi” são retratados como “desagradáveis, rudes e gananciosos”, mas os da Federação “não são assim”. São muitos os momentos na própria série original – por exemplo, no episódio A Taste of Armagedon, e no sexto filme, The Undiscovered Country – em que a tripulação de James Kirk critica os burocratas de seu sistema social, acusando-os de falta de percepção e incompetência. Esses burocratas são figuras que atrapalham as atividades dos oficiais da Frota, entendedores do seu ofício e que o fazem funcionar na prática. Essa é uma crítica muito liberal às intromissões dos governos e forças estatais, que provocam as falhas e problemas que, na realidade, se pretendem a corrigir. Em contraposição aos próprios Ferengi, por exemplo, também foram apresentados, em Star Trek: Enterprise, a última série derivada, os tellaritas, que também se regiam fortemente pelo comércio, mas não eram intrinsecamente traiçoeiros ou mesquinhos. Eles estão entre os membros fundadores da Federação, o que prova que a troca de mercadorias capitalista não foi inteiramente abolida pelo alegado “socialismo galáctico”. Tanto não foi, que na própria série clássica, no episódio The trouble with tribbles, um caixeiro viajante, Cyrano Jones, estava VENDENDO uma espécie de criatura peluda chama “pingo”. Em Mudd’s Women, o personagem Mudd é retratado como um contrabandista espacial, não podendo haver desvio ilegal de mercadorias se estas não existirem de forma alguma, consideradas como tais. Em The Conscience of the king, apresenta-se uma companhia teatral viajante, o que dificilmente pode ser concebido sem um retorno material de qualquer espécie.

Fatima Rodriguez Serra, do clube de fãs peruano Star Trek Asociación Cultural, produziu um trabalho em que analisa, com muito mais detalhes, as possíveis evidências do ordenamento econômico da galáxia de Star Trek. Ela oferece em sua página virtual uma lista de momentos nas várias séries da franquia em que recursos flagrantemente pecuniários, a despeito do fim do dinheiro como o conhecemos, são usados pelos personagens. Está muito claro também que o replicador, mencionado acima, não é capaz de replicar qualquer coisa. A Federação estabelece acordos com os planetas que se inserem em seus quadros que têm características não apenas culturais, mas também econômicas, muito bem definidas. Se em alguns casos a Federação coloniza um planeta que julga sem habitação para extrair dele riquezas materiais (no episódio The Devil in the dark, por exemplo), em outros aparecem tentativas claras de formalizar acordos comerciais com as elites e governos dos planetas visitados (como em Mirror, Mirror). Existe uma clara demanda por materiais que a Federação não pode produzir por si mesma, e que precisa obter a partir de coleta ou via alguma forma de mercado interplanetário. Fatima Serra também relacionou momentos em que trabalhos manuais são desempenhados, como em The Undiscovered Country, quando se fala em uma equipe de limpeza e em cozinheiros, ou em The Wrath of Khan, onde aparecem pessoas limpando o chão. Não está claro como essas atividades se relacionam com os replicadores ou com a tecnologia futurista, mas elas aparecem lá.

Outro valor que dificilmente pode ser considerado antiliberal é o da tolerância e do cuidado no trato com outros povos ou civilizações. A Primeira Diretriz é essencialmente um postulado de liberdade e de reconhecimento do valor de um desenvolvimento espontâneo e não planejado – isto é, planejado centralmente – das sociedades dos planetas visitados. Diversos episódios, como The Empath, discutem as prerrogativas que seres que se consideram superiores teriam de controlar ou oprimir criaturas racionais que julgassem menos evoluídas. De fato, diferentes formas de opressão, como o racismo, que os valores da liberdade desprestigiam tão bem, são combatidas em Star Trek, como no episódio Let that be your last battlefield, em que se vê retratado um planeta dividido em duas populações: uma cujo rosto tem a metade direita branca e a esquerda preta, e outro que apresenta as mesmas duas cores em posições invertidas. Uma guerra por um motivo tão estúpido exibe um recado claro contra a imbecilidade da discriminação racial e o valor de se destacar o indivíduo. Como diria Ayn Rand, o racismo não passa de mais uma manifestação espúria do coletivismo.

Esta é uma das maiores virtudes de Star Trek: sustentar a tolerância e a coexistência pacífica entre os diferentes. De fato, momentos como o primeiro beijo inter-racial na televisão americana, ou a presença de eslavos e orientais (como Chekov e Sulu) na tripulação, fazem diálogos claros com as pressões dos movimentos por direitos civis da época de seu lançamento nos Estados Unidos e com as questões políticas que ocupavam o debate, e que não são, ao contrário do que pode parecer, monopólio da esquerda. É evidente que uma sociedade totalmente sem conflitos é uma utopia inalcançável, diante das diferenças que todos apresentamos; embora o planeta Terra em Star Trek pareça ter superado esse problema, a Galáxia como um todo continua apresentando tensões, dificuldades e mesmo, eventualmente, conflitos armados. Nem sequer aí temos um Jardim do Éden cósmico, tal como o que os utopistas políticos, às custas de muito sangue, procuram criar na Terra.

Nesse contexto, alguns dos principais inimigos da Federação na série clássica, os klingons, eram uma referência aos comunistas soviéticos. Um império guerreiro e dominador, que procurava absorver os planetas às suas hostes, em oposição ao princípio de tolerância da Federação. Em um contexto de Guerra Fria, a alusão era clara, e fica mais clara ainda em episódios como A Private Little War, em que klingons e a tripulação de Kirk duelam, uns pelo controle sobre um planeta indefeso, e os outros pela sua libertação, armando os habitantes, tal como americanos e russos em conflito em países como o Vietnã. O tema também aparece com clareza em The Omega Glory, onde temos o duelo entre dois grupos étnicos do planeta Omega IV, os kohms e os yangs, uma referência clara a comunistas e ianques (americanos, ocidentais); o episódio termina com uma declaração apaixonada de Kirk em favor da Constituição americana e seus valores de liberdade, desfraldando-os como um bem universal.

Reservamos para o final, porém, duas referências de peso, em que Star Trek clama contra o totalitarismo centralizador. Uma delas é o episódio clássico Patterns of force. Na história, um professor de História da Federação é enviado ao planeta Ekos, sem governo e envolvido em guerras constantes, e se sente forçado a interferir no planeta, contrariando a Primeira Diretriz, a fim de criar um “Estado eficiente” que possa controlar o caos. O exemplo que escolhe como modelo na História terrestre, vejam só, é o Estado nazista, que ele pretendia reproduzir temporariamente em sua faceta de autoridade, para pôr ordem, sem os traços genocidas ou racistas. Não deu certo, obviamente, e uma ditadura nefasta foi instalada, exigindo a ação da equipe da Enterprise para reverter a crise. Ao final do episódio, Spock, Kirk e McCoy discutem e chegam à conclusão de que não se tratou de uma falha circunstancial, mas sim de um erro que existirá sempre que um sistema similar for tentado. Tamanha concentração de poder sempre corromperá, como diria Lord Acton; não se trata de ter pessoas boas ou más comandando o sistema, como se fosse possível garantir que somente as primeiras o conduzissem para sempre. Ele mesmo, em si, é um estorvo.

A outra referência já havíamos feito noutra oportunidade: é a dos borgs. Vilões surgidos em The Next Generation, os borgs são uma raça alienígena que compõe um imenso coletivo de organismos cibernéticos, dominando outros povos e absorvendo suas características, com o único propósito de “atingir a perfeição”. Assimilam sistemas estelares inteiros para anular suas características específicas – suas diferenças, suas individualidades – e fundi-las em um grande “todo”, coordenado por uma mente central. São uma brilhante e criativa representação do poder maligno do coletivismo tirânico, que começa com a pretensão de criar um mundo maravilhoso e uma sociedade perfeita, de acordo com seus próprios padrões viciados, e acaba em um verdadeiro imperialismo assassino – se não da vida concretamente, o que frequentemente acontece, pelo menos das potencialidades individuais, provocando uma “morte em vida”.

Tudo isso é obviamente ficção, por mais deliciosa que seja para seus fãs, e não temos a menor ideia de como será a sociedade do século XXIII ou do século XXIV. Entretanto, de uma coisa temos certeza: se quisermos preparar um futuro melhor, precisamos nos conduzir com prudência, de acordo com as leis econômicas e com o que os fatos já demonstraram. Afinal, na sociedade moderna, não é possível ter dúvidas de que, se algo nos levou audaciosamente onde nenhum homem jamais esteve, esse algo foi o capitalismo liberal, pós Revolução Industrial, com todos os seus sucessos e sua geração de riquezas, o que não pode ser preterido em função de delírios improdutivos.

Lucas Berlanza:Acadêmico de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, na UFRJ, e colunista do Instituto Liberal. Estagiou por dois anos na assessoria de imprensa da AGETRANSP-RJ. Sambista, escreveu sobre o Carnaval carioca para uma revista de cultura e entretenimento. Participante convidado ocasional de programas na Rádio Rio de Janeiro.

Fonte: IL - Instituto Liberal

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