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sábado, 30 de maio de 2015

Liberais: defensores da liberdade, não fascistas ou reacionários!

Por Rafael Hollanda
É comum que, no ambiente acadêmico nacional dos tempos atuais, tão dilacerado e deformado por teorias obsoletas e pela ocupação de espaços pelos comunistas, ouçamos, da boca de estudantes, professores e até mesmo de indivíduos cujos nomes servem como referência intelectual para determinado assunto, jargões incongruentes que, com um toque de habilidade retórica, são disfarçados de opiniões convictas acerca das ideias capazes de promover uma sociedade próspera e livre.

Como todo debatedor honesto sabe, uma crítica política deve ser composta de três lastros fundamentais: teórico, histórico e linguístico. Nenhum destes lastros, que tem como objetivo conferir veracidade aos argumentos, pode deixar de aparecer na argumentação de um debatedor que deseje que suas ideias expostas tenham respaldo e sejam tidas como honestas e verdadeiras pelo público. Isto serve não somente para um debate comum, mas sim para o meio acadêmico como um todo.

O lastro teórico diz respeito ao conhecimento que se deve ter de uma ideia ao critica-la. Para criticar uma teoria deve-se primeiramente conhecer a causa da sua existência, como ela foi criada e para que se destina.

O lastro histórico concerne ao conhecimento necessário da experiência     histórica da aplicação da teoria a ser criticada. Uma crítica é lastreada pela história quando seu argumentador aponta o sucesso ou o fracasso da aplicação da matéria criticada em cima de fatos comprovados, nos apresentando por meio destes fatos os prós e contras do objeto criticado e justificando sua opinião sobre o assunto com base neste conhecimento.

Por fim, o lastro linguístico consiste na apresentação da ideia como um todo e na expressão da crítica de maneira escrita ou oral. É o mais importante dos três porque sem o uso dos termos adequados e uma boa argumentação escrita ou dialética, a ideia ficará confusa, inverossímil e até mesmo, dependendo do que se critica, desonesta. Sem o lastro linguístico, os outros dois tornam-se imperceptíveis ao interlocutor.

É importante ressaltar que se alguma crítica não apresenta nenhum destes três lastros, ela simplesmente está desprovida de qualquer fundamento argumentativo que deva ser levado a sério.

Quando me deparo com um professor ou com um estudante que tem seu repertório teórico-ideológico moldado pelos ideais comunistas, já me preparo para me dar conta da ausência de um dos três lastros fundamentais, ou até mesmo de todos os três, em seu discurso argumentativo, visto que os mesmos montam seus discursos apenas em cima da dialética, isto é, da arte do bem falar e do convencimento do interlocutor através da fala.

Não importa o quão absurdo seja o seu ataque ao liberalismo, ao conservadorismo ou ao libertarianismo, não importam as expressões sem nexo e incongruentes que o crítico usa. O que interessa, nesse caso, é apenas ser “do contra” e utilizar jargões que promovam o efeito mental que se deseja no público e, na maior parte das vezes, os jargões são profundamente desonestos, mostrando mais ignorância e desespero do que real conhecimento sobre o assunto por parte dos comunistas. A profundidade e o conhecimento são pouco encontrados nas suas argumentações.

Um típico exemplo é o uso desenfreado dos termos “fascista” e “reacionário” para criticar e rotular liberais. Qual liberal e qual conservador nunca foi chamado de fascista e de reacionário no Brasil?

Primeiramente, trata-se de uma crítica sordidamente desonesta. Quem chama um liberal de fascista sabe que ele não o é, mas faz isso por puro automatismo cerebral oriundo da convivência diária com deformações ideológicas ou, sendo generoso, por pura ignorância.

Como um indivíduo deseja tecer uma crítica ao pensamento liberal se já o rotula linguisticamente de fascista?  A ausência de lastro linguístico, histórico e teórico é gritante, visto que não há na teoria liberal nenhuma citação que endosse uma tese fascista, a história de aplicação do liberalismo não tem absolutamente nada de fascista e o uso de um termo que denomina uma ideologia coletivista, autoritária e estatista para denominar outro que significa justamente o contrário é mais que delirante.

O mesmo ocorre com o termo “reacionário”. De acordo com João Pereira Coutinho, o reacionário é o “revolucionário do avesso”, ou seja, um sujeito que rejeita o presente e crê que a salvação está em um passado utópico e romantizado que só existe na sua cabeça.

O liberalismo e o conservadorismo da linha britânica defendem que a sociedade seja pautada por aquilo que se mostrou mais benéfico para o mundo através da experiência. Nesse caso, podemos afirmar seguramente que o livre mercado, a propriedade privada, as liberdades individuais e a moral judaico-cristã, tópicos estes defendidos com veemência tanto pelo liberalismo, quanto pelo conservadorismo, foram os que passaram no teste da experiência e se mostraram os mais benéficos para o desenvolvimento e para o bem-estar dos indivíduos.

Portanto, o uso do termo reacionário para denominar liberais e conservadores também é desonesto e sem sentido. O que ambos os pensamentos são é prudentes, algo bem diferente de imaginar um passado utópico e tê-lo como modelo. O comunismo e as demais ideologias revolucionárias têm um infantilismo tosco de pensar que só porque algo é novo é bom, só porque algo é “revolucionário” é melhor. A novíssima Revolução Russa matou em seus primeiros meses mais do que a Igreja Católica durante toda a inquisição. O comunismo em cem anos matou mais de cem milhões de pessoas que eram seus próprios governados e em tempos de paz. Apenas uma veemente defesa dos velhos valores liberais fez com que o campo comunista desaparecesse da Europa e que milhares de cidadãos europeus conhecessem a liberdade.

É lamentável que no ambiente acadêmico do Brasil tais críticas infundamentadas e que refletem uma ideologia atrasada e assassina sejam proeminentes e tenham destaque. Isto é a prova de que a desonestidade intelectual sem limites da esquerda tem respaldo e é aplaudida por aqueles que se dizem intelectuais, mas em cujas teses e críticas não se encontra nenhum dos três lastros fundamentais necessários para que elas sejam honestas e verossímeis. São intelectuais orgânicos no sentido mais Gramscista e rasteiro do termo.

Defender as ideias que representam a liberdade, a democracia e o progresso não é fascismo e não é reacionarismo. É apenas estar do lado certo da historia; do lado onde os indivíduos são um fim em si mesmos e não membros de uma massa coletiva; onde as pessoas são livres para empreender e realizar seus sonhos e têm, como bem diz a declaração de independência Americana, certos direitos inalienáveis, como a liberdade, a vida e a busca pela felicidade.

Rafael Hollanda é estudante de direito do Ibmec-RJ, membro fundador do Movimento Universidade Livre e fundador da ONG Ideal Livre.

Fonte: LIBERTATUM

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